sábado, 12 de janeiro de 2019

O SuperLinda em passeio de escuna pelos mares de Paraty

Embarcação do Samu próximo à escuna para prestar socorro


Todo texto sobre Paraty, no Estado do Rio de Janeiro,  fala, além dos atrativos do centro histórico e gastronômico, que a cidade possui uma baía cravejada de ilhas paradisíacas.  O que não é nenhuma mentira.

Porém, no passeio que fiz, algo mais me chamou a atenção. Em caso de necessidade, há o pronto atendimento feito com uma embarcação do serviço de saúde, como a que foi usada para um turista que se sentiu mal, durante o passeio. Não menos importante, o serviço da Marinha do Brasil, fazendo vistoria das embarcações.

Há por toda a região, lugares e recantos, para passeios de escunas, lanchas e mergulhos neste mar de temperaturas perfeitas. Impossível resistir a banhos nas suas  transparentes águas, ora verde ora azul. Nada melhor do que desfrutar esse lugar paradisíaco com segurança.


Embarcação da Marinha do Brasil no mar de Paraty
Vista panorâmica de Paraty na saída do passeio de escuna

Vista de uma praia e ilha durante o passeio de escuna
Vista do rastro deixado por uma embarcação no mar, ilhas e barcos ao fundo
Escunas paradas e turistas no mar
Peixes visto na transparência da água do mar.
O #SuperLinda em passeio de escuna.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Paraty da colônia à modernidade




Vá a Paraty. Essa é a primeira recomendação. Depois você escolhe como e por onde começar a explorá-la. Há roteiro histórico, ecoturismo, trilhas, rappel, canionismo, arvorismo, tirolesas e encantadores passeios de lancha, barco ou escunas.

Estando lá, e encantada entre as construções coloniais, optei por um passeio à pé, de manhã bem cedo, com o objetivo de bater fotos das casas e ruas. Só assim teria imagens sem os milhares de visitantes que andam por todo o centro histórico e que logo surgem em grupos acompanhados de guias turísticos.


A impressão que se tem na chegada, é de que a cidade parou no tempo. O primeiro impacto, por mais que você leia e se intere do assunto, é trilhar por sobre as pedras “pé-de-moleque” fincadas no chão pelo escravos. Prepare-se e use um calçado seguro para se equilibrar sobre elas, e então sentir-se cambaleante e vivendo entre 1530 a 1581 em pleno Brasil Colônia.

Mas, logo essa primeira impressão, de cidade que parou no tempo, se desfaz. Para isso, basta dar uma volta no centro histórico e sentir a Paraty atual.  Descolada de opções em cultura, gastronomia e divertimento, ela é um misto de tradição e modernidade de ambientes climatizados e repaginados, sem perder as características coloniais.

Pode-se dizer que a cidade é emoldurada pela arquitetura colonial.  Ela viveu seus anos de glória e riqueza no Ciclo do Ouro, quando se tornou a mais importante rota no escoamento de ouro, diamantes e café. Essa riqueza vinda de Minas Gerais,  tinha como destino à Europa, através do porto de Paraty.

A abundância desse período está representada nas casas com abacaxis como detalhes das janelas. Isso significava que ali morava um nobre. O amarelo representa o ouro, coroa como o rei, com sentido de boa sorte, prosperidade e hospitalidade. De acordo com informações dada aos turistas, isto "nada tem a ver com a maçonaria", embora tenham sido eles que urbanizaram a cidade. Outra característica do poder econômico à época são as construções com um segundo andar que serviam como torre de vigia.  Por toda a Paraty colonial há apenas uma única casa com três andares. Este ponto era tido como um observatório. 

Hoje, Paraty é voltada para a cultura e o turismo. É comum ler nos cardápios indicação de pratos e drinks com a observação de prêmios recebidos nos festivais que acontecem por lá. Um deles é o Festival da Cachaça, Cultura e Sabores. que visa valorizar os métodos de produção da cachaça, a cultura caiçara e gastronomia. Suas ruas são palco de festas religiosas, folias de carnaval e a cidade se torna a capital dos intelectuais quando acontece a badalada Festa Literária Internacional.

Por essas ruas centrais, entre tantos artesãos, há índios vendendo e demonstrando habilidade no artesanato. A um deles me dirigi querendo saber de um enfeite de cabelo, ao qual respondeu: 40 reais. Deixei de lado, achei caro, mas me interessei em saber qual era a pena que ele usava, tamanha era a beleza do trabalho. "É papagaio", respondeu ele. Larguei a peça e saí me questionando: Índio pode tirar pena de papagaio para fazer trabalho artesanal e vender? Vale uma reflexão: a prática de subsistência para ele é crime para nós. 

Tombada Monumento Nacional desde 1966, nem tudo pode ser considerado maravilhoso na cidade. Ela sofre por descuidos e falta de atenção administrativa do poder público. Há sujeira nas ruas e são constantemente alagadas com as enxurradas de água da chuva. Em alguns pontos chega a cheirar mal. Os alagamentos, mais os altos preços na alimentação e comércio são os principais problemas apontados pela atendente do Sebo Cultural Paraty, que diz: "como moradora da cidade também sofremos com os preços elevados que cobram dos turistas".

Paraty tem opostos no seu cotidiano. Ela tem "Encantos & Malassombras", é linda, é pacata, mas os andantes se atropelam como na hora do rush das grandes cidades. Os restaurantes atendem só até às 22h, mas estão nas calçadas desde a manhã cedo. É vibrante, se irradia entre o azul do mar e o verde da Mata Atlântica, e entre esses dois extremos tem o colorido dos barcos e os casarios coloniais.
Sorveteria com mesas em rua de pedra "pé-de-moleque".
Casario colonial com o terceiro piso que servia de observatório
Rua do centro histórico com  o Fórum Judicial em primeiro plano.
Igreja Santa Rita de Cássia
Rua do centro histórico.
Janela com o detalhe do abacaxi em arandelas.
Casa com parede pedra
Igreja Nossa Senhora dos Remédios
Embarcações de passeio
Kombi colorida de venda de livros
Rua central com mesas do restaurante colocadas na rua.
#SuperLinda em rua central
* Encantos & Malassombras é o título de um livro de Thereza e Tom Maria comprado no Sebo da praça.

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domingo, 6 de janeiro de 2019

Posse de Bolsonaro contada em forma de história em quadrinhos.

Foto montagem com os desenhos de Gisele Daminelli: Bolsonaro e a esposa Michelle no desfile em carro aberto, o beijo do casal durante o discurso, Bolsonaro com a mãe, Bolsonaro com Nethanyahu, Bolsonaro com lágrima nos olhos e por último recostado no sofá .

Gisele Daminelli formada em Artes Visuais pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), nascida e residente em Içara, no sul deste Estado, ganhou fama e viralizou ao postar no dia da posse do presidente Jair Bolsonaro, desenhos que fez para registrar as cenas que assistia pela televisão e fotos da internet sobre os acontecimentos do dia.

Era para ser só mais uma postagem de seus desenhos nas redes sociais, como faz costumeiramente. _Só que não_. Gisele é ilustradora, desenha cenas do seu cotidiano em família, faz trabalho remunerado por encomenda e por lazer. Foi dentro deste último quesito que ela usou sua arte para registrar o que seus olhos viam e seu coração sentia. 

Como ela mesma diz: "registro dos momentos marcantes". A delicadeza dos traços, a reprodução perfeita da imagem, e a emoção contida nos desenhos, por si só merece o nosso reconhecimento. Mas, foi o elogio recebido do próprio homenageado no Twitter, que levou a artista do anonimato à fama.

O que mais me chamou a atenção após ler o comentário do presidente, foi o estado de êxtase que percebi nas palavras da desenhista. Sem nenhum constrangimento ela se diz impactada pelo retorno elogioso recebido, e retrata isso nos quadros subsequentes que publica. O segundo fato, foi ler no seu perfil que ela é uma de nós, catarinense.

Assim, como outras tantas 1,2 pessoas imediatamente, enviei congratulações pelo duplo feito: pela arte e pelo parabéns obtido. E ela não respondeu, não curtiu, não nada...

_Já é famosa e não vai me dar atenção, pensei. Só depois, com as enxurradas de notícias e entrevistas no jornais, entendi que eu era só mais uma. Mas, não desisti. Fui na página de seu FaceBook e enviei mensagem, a qual respondeu. Acho que minha reação foi igual a dela em relação ao presidente. Queria apenas poder fazer este post e precisava da sua autorização para o uso das imagens. 

Desde quando publicou os desenhos nas redes sociais, Gisele tem recebido milhares de mensagens, curtidas e compartilhamentos e declara nas entrevistas que jamais imaginou que seus desenhos chegariam até Jair Bolsonaro. 

Com milhares de seguidores no Twitter, no Instagram, Pinterest, Facebook, e onde sempre divulga seus trabalhos, conta, sempre rindo e com a voz delicada, que: “Do nada, meu celular começou a apitar muito. Fui conferir o que estava acontecendo e, quando vi, nem acreditei".

Sua história como desenhista começou quando era criança. Hoje, trabalha como designer de superfície, fazendo estampas para tecidos. Ironicamente, ela usa as redes sociais, em segundo plano, como um forma de ganhar uma renda extra. Ao que tudo indica as estampas de tecidos perderam uma excelente designer.

Sucesso, Gisele!

Michelle durante o discurso feito em libras,  Bolsonaro e a tradutora de libras
Print da tela do Twitter com o elogio de Bolsonaro e a reação de Gisele: "Gente do céu!!!! Sem palavras...Sem palavras..."
Desenho representando a própria Gisele estarrecida. enquanto pai e filho conversam. Filho: "O Pai! O que aconteceu com a mãe?". Marido: "Não sei!Ela está assim desde ontem".
Print da tela do Twitter, quando Gisele divulga a entrevista concedida e mais uma vez o presidente Bolsonaro parabeniza e ela diz estar vivendo um sonho.
Auto retrato com os dizeres: "Não é silicone! É só meu peito estufado de tantas mensagens de carinho que recebi por aqui! Obrigada a cada um!!!".
Auto retrato, árvores com frutos feitos de coração e placa dizento: "Melhor "Jair"voltando e colher o que sempre plantou. Talkei?!".

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sábado, 5 de janeiro de 2019

A tradição do Terno de Reis



A cantoria invadia as ruas por noites afora, em alto e bom tom, fazendo o som das violas entrar nas casas sem pedir licença. Nessa época de verão, tempo de Terno de Reis, quando as famílias ainda tinham o hábito de sentar na varanda, e não dentro de casa no conforto do ar condicionado, era esse o barulho que esperávamos ouvir vindo das ruas.

Lembro da risada da minha Vó Mila, na alegria de ver um grupo cantante se aproximando. Ela reconhecia os componentes, um a um, e se dirigia a eles pelo nome ou fazendo referência à família a qual pertenciam. Esses cantores, formados por amigos entre si, passavam de porta em porta fazendo louvações aos donos das casas, que sempre abriam os portões, penduravam-se nos muros ou janelas a ouvi-los.

Esta ainda é um lembrança muito viva dentro de mim e me remete à Tijucas e ao Perequê. A primeira é a cidade onde nasci, no interior de Santa Catarina, e a segunda a praia em que passei a infância e juventude. Junto com essas lembranças chega forte também, recordações de meu pai Gercy. Ele nunca deixou que saíssem da sua casa sem antes oferecer um gole de whisky, enquanto a minha mãe Zelândia, aproveitava aqueles momentos para fazer a voz feminina do grupo.

Era uma verdadeira festa. Rápida, mas muito aguardada e bem vinda. Como diziam eles: “Estamos de passagem”. E saiam ao som de “Viva o Santo Reis!” ao que todos respondiam: “Viva!”.

O Terno de Reis é um patrimônio imaterial da cultural brasileira, de influência portuguesa e cristã. Sua prática precede o Dia de Reis celebrado em 06 de janeiro. Segundo relatos bíblicos, esta data é comemorativa a visita de Belquior, Baltasar e Gaspar para Jesus, quando lhe foi oferecido de presente ouro, incenso e mirra.

"O Evangelho de Mateus relata que magos vindos do Oriente procuravam o rei dos judeus, cujo nascimento fora anunciado a eles por uma estrela. Eles vêm de diferentes caminhos e anseiam pela criança divina. Representam o ser humano de diferentes raças e culturas, de diversas religiões e costumes e pretendem descobrir o mistério da vida. Eles não são mágicos, mas sábios que seguem as indicações das estrelas". Festa dos Reis: tradição, cultura e fé. CNBB - Dom Leomar Antonio Brustolin - Bispo Auxiliar de Porto Alegre.

Cantoria de Reis - Tijucas (SC) link da página do FB.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

E a caneta esferográfica alcança o status de estrela e se faz famosa.



Caneta Bic sobre agenda de 2019

Caneta um objeto básico na vida de qualquer pessoa, nunca dantes tão valorizado, só não roubou a cena da primeira dama Michelle Bolsonaro, na posse do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no último dia 1º de janeiro .

Uma presença constante, embora sempre discreta, sem atuação de destaque, as canetas são imprescindíveis na assinatura de acordos de paz ou de controle de armas nucleares. Elas desenham a assinatura de líderes que Proclamação Independência de países até impeachments de presidentes. O modelo usado pelo Presidente empossado, adquiriu status de estrela. Se fosse uma Mont Blanc, tradicional e cara, não teria chamado tanta atenção.

Há 40 anos, compro dessa marca para uso no trabalho, desde os tempos em que a Distribuição de processos era feita em livros imensos e pesados. Nessa época, eu  passava o dia inteiro escrevendo, e esta era uma boa opção por ser leve, boa porque a tinta não vaza, tem uma escrita elegante, e é barata.

Também era ela, a escolhida para ficar no balcão presa a um barbante. Esta era única maneira de evitar que fosse embora em bolsas e bolsos estranhos, porque todos sabemos que caneta é quase como um objeto descartável. As pessoas usam e carregam consigo.  

Seja no trabalho, em casa ou escola, ela existe desde 1931, quando o húngaro Lászlo József Biró, curiosamente um jornalista, inventou a esferográfica. Esta curiosidade, sobre a profissão do inventor Lászlo, me remeteu à um aula, logo no início da Faculdade de Jornalismo, quando um professor comentou que todo jornalista precisava portar consigo uma caneta. Para comprovar o que dizia, puxou do bolso uma esferográfica vermelha e uma azul. 

E assim, se corrermos histórias de pessoas comuns, teremos muitas para ouvir. Quem nunca viu um dono de armazém com uma delas presa à orelha ou uma criança com a tampa lanhada de tanto mastigar?

Feita de plástico transparente, só com uma dessas ou similar, é possível fazer concurso público e provas de vestibular. Porém, já vislumbro estudantes, professores e alguns trabalhadores em geral, deixando de lado a sua antiga companheira de anos de luta, simplesmente pelo fato de ter sido usado pelo Presidente Bolsonaro.

Durante anos, assinei milhares e milhares de certidões com ela. Infelizmente não foi na minha mão que se tornou famosa. Como em casos de pessoas que saem do anonimato para o sucesso, no dia 1º de janeiro de 2019, a caneta mais comum entre nós, estava na hora certa, no lugar certo, viralizou nas redes e se fez famosa.

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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

2019 - Ano Novo em Parati-RJ



Gosto de Ano Novo em qualquer lugar. Na praia, no frio, na cidade, na fazenda, na estrada, no Brasil ou no exterior, em casa ou na rua.
Gosto de Ano Novo em meio a muitas pessoas, com poucas ou a dois.
O Ano Novo de 2019 o local escolhido foi Parati, no Estado do Rio Janeiro, caminhando sobre as predras dos tempos do Brasil Colônia.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Último dia de 2018



Mais uma vez estamos no último dia do ano. Uma ocasião que se repete a todo dia 31 de dezembro. Não deveria, por isso ser considerado apenas mais um dia, que diferente dos outros, marca a mudança do ano?
Infelizmente ele não é tratado  assim de forma tão simples e chega revestido de uma carga, às vezes, pesada. Esse é um dia em que sempre queremos estar felizes e é quando fazemos reflexões e promessas mil.
Mas a verdade é que deveríamos ser felizes em atitudes todos os dias. Se você considerar como bom o aprendizado tirado das experiências negativas, o prazer que é findar um problema, e como positiva a sensação de ter feito o que foi possível, mesmo sem alcançar o seu objetivo ou desejo, garanto que a relação com a felicidade seria outra. 
Mantenha a alma em festa, conte suas histórias hilárias, faça alguém gargalhar. Temos em mente que a cada final de um ano completa-se um ciclo, e naturalmente queremos estar felizes com todas as etapas vencidas.
Mas a vida é uma sequência de etapas. Portanto não se surpreenda com o próximo obstáculo, eles fazem parte da vida. Essa expectativa de felicidade sem problemas para resolver foi criada como alimento, como motivação, porque rejeitamos o sentimento de dor e buscamos só o prazer.
Porém, a felicidade não é um momento, e sim a consequência de nossa forma de viver ou de enfrentar a vida. Você pode até usar a passagem de ano como um dia para relaxar e renovar pedidos, mas nunca para encerrar uma tristeza e nem começar uma felicidade. 
Comemorações fazem parte das festas de ano novo e não o dia de resolver problemas ou se sentir infeliz por eles. O que não deu certo deve ser revisto de maneira tranquila, com o objetivo de identificar as falhas e não de se culpar. 
Permita-se ser feliz independentemente da época. Uma reflexão honesta não é feita no fim de ano, mas em todos os dias. 
Só uma coisa te faz feliz: a honestidade consigo mesmo.
Feliz 2019.