sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Vogue, Vilhena e Pires na Paralímpiada - Rio 2016



A campanha "Somos Todos Paralímpicos", lançada pela Vogue, repercute como uma bomba negativa nas redes sociais.

Os embaixadores da Paralimpíada, Paulo Vilhena e Cléo Pires, convidados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, aparecem em foto "interpretando" dois atletas da competição - Renato Leite, vôlei sentado, e Bruna Alexandre, paratleta do tênis de mesa.

- "Emprestamos nossa imagem", disse Cléo Pires. 

#naotouentendendocleo?

- Por quê? Renato e Bruna não têm imagem? Eles podem não ter uma perna e um braço, como de fato não têm, mas imagem é o que não lhes falta.

Terá sido unânime entre a revista, a agência de publicidade e os atores a decisão de lançar a campanha nesses moldes? Não existe nenhuma assessoria para alertar que a mensagem do trabalho está distorcida? 

- Hein? Comitê Paralímpico? Não, né? Vender ingresso é muito mais importante.

"Deficiente" quem criou a campanha, "deficiente" elevado à 2° potência, quem participou.

Simplesmente LAMENTÁVEL.



Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  - 1 Foto do site da revista Vogue com Paulo Vilhena e Cleo Pires, mostrados no rosto com o corpo (dele sem a perna direira e ela sem o braço direito)que os verdadeiros atletas não têm. 2 - Fotos do site da Vogue dos dois atletas e dos dois atores.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Uma selfie com a Princesa




Quando Francisca Carolina Joana Leopoldina Romana Xavier de Paula Micaela Rafaela Gabriela Gonzaga de Bragança casou-se com o príncipe de Joinvile (filho do rei da França com a rainha de Nápoles), e com ele foi morar na França, quem já era a princesa do Brasil tornou-se também princesa de Joinvile e infanta de Portugal.

Lapidada com o requinte da educação francesa recebida pela Casa Real de França, ganhou o título de La Belle Françoise e a admiração de toda a corte.

Assim é a Princesa Dona Francisca. 
Sua imagem é um símbolo da cidade de Joinville, perpetuada por Fritz Alt na escultura que sempre esteve exposta a céu aberto na tradicional Rua das Palmeiras, a Alameda Brustlein, em frente "à sua casa", transformada no Museu do Imigrante.

Hoje a peça exposta é uma réplica, leia-se original pós-morte, feita a partir do molde tirado do original. Esse trabalho é do artista Pita Camargo que executou a mesma técnica de fundição usada por Fritz Alt. A obra original foi recolhida e fará parte do acervo do museu que leva o nome do escultor, visando resguardar a escultura original da ação de vândalos. 

Elogiável o projeto  da psicológa Wilka Seto-Gehlen para preservar, esta e outras obras do escultor Fritz Alt.              


Nota: A correção do termo "réplica" para "original pós-morte"  foi feita com base no comentário da autora do projeto Wilka Seto-Gehlen.          







Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  - 1 Foto em selfie com a escultura da princesa. 2 - Foto de costas ao lado da escultura com o endereço do blog nas costas da jaqueta. 3 - Foto da Rua das Palmeiras com o Museu do Imigrante nos fundos. 4 - 5 - Foto de uma pequena construção ao lado do Museu que é o Auditório Dona Francisca. 6 - Foto de toda a extensão da rua das Palmeiras. 7 - Foto da entrada do portão com a placa de acesso onde está escrito Museu do Imigrante. 8 - Foto da placa de rua com a indicação do antigo nome da rua das Palmeiras, a Alameda Brustlein.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Trocando pontos por milhas




Estampe SMILES na face, siga MULTIPLUS passo a passo e resgate seus DOTZ.

A frase chega a ser poética. O percurso para alcançar o objetivo, porém, nem tanto. Nos dia de hoje, certamente você já recebeu convite para se tornar "sócio" com cartão fidelidade em alguma loja. São tantas as vantagens oferecidas que é irresistível aderir, frente a gama de produtos que podem ser adquiridos "gratuitamente" com os pontos acumulados.


Em um estudo (leia neste link), foi visto que o "grátis" não existe. A experiência vivida em busca do resgate de pontos, que por direito que são meus, prova que adquirir estes pontos, não é grátis - é caro e você pode ter prejuízo financeiro e moral. 

É um dinheiro, (leia-se "ponto") que você não vê, fantasiado como se fosse um prêmio, que enriquece, cada vez mais, os envolvidos nas empresas que regem este negócio em plena ascensão. 

As milhas, para troca de passagens aéreas, são a cereja do bolo. 

Nesta semana, surpreendida com alguns mil pontos com vencimento em 24h, desesperada, tentei vendê-los. Sim, já existem empresas no mercado especializadas em comprar milhas. Milha é dinheiro na mão. Mas, atenção: nenhum desses sites compram milhas a vencer num período inferior a 20 dias. Portanto, além de se preocupar com os pontos a vencer no cartão, você têm que cuidar com o prazo para poder vendê-los. 

A solução encontrada por uma amiga que trabalha em agência de viagem foi providencial: emitir um bilhete de passagem para não perder os pontos.

Como se não bastasse a corrida contra o tempo, um erro no cadastro do site de relacionamento emperrou a transferência para para o de venda de passagem.

"Erro ....  de relacionamento" essa combinação de palavras não dá certo nunca.

E tudo parece agir contra: a senha de resgate com os dados informados vinha seguido da mensagem "os dados não conferem". Seguiu então um verdadeiro périplo por telefones que começam por 0800 sob o comando daquela voz metálica dizendo..."se cliente, aperte 1" passando até o "se deseja falar com um de nossos consultores, aperte 9..."

Minha amiga, pela experiência que tem, fazia o passo a passo sentada do meu lado. Mas a atendente, exigia falar pessoalmente com a titular da conta para confirmação de dados. 
_Falar comigo? pura burocracia. Quem disse que "eu" não era um blefe. Enfim, ela me perguntou a data de nascimento. Prontamente informei, repeti três vezes, para ao final ouvir: "Seus dados não conferem. Favor enviar email com comprovantes de identificação para avaliação.

Sinceramente, A L U C I N E I.

Cansada, irritada e indignada, dizia que meus dados estavam corretos. Até que descobri que o mês de aniversário cadastrado era "novembro" e eu insistentemente repetia "dezembro", o mês correto.  

_Mas pra que então vocês me perguntam, se a minha palavra não é "confiável".

Sem sucesso, mandei meus dados e comprovantes via email. Nos agradecimentos do site, por entrar em contato com eles, como se tivesse sido por minha livre e espontânea vontade, me avisaram que o prazo para alteração seria de 5 dias.

_Moça...não é possível, falando novamente com a atendente. Meus pontos vencem em 24h e eu vou perdê-los, porque vocês não me dão a possibilidade de alterar o meu próprio cadastro.

Por fim, o stress era tanto que, toda a agencia onde minha amiga trabalha estava envolvida com o meu caso. Uma sugestão daqui, outra dali, até que a gerente da loja pegou o telefone e foi de atendente em atendente, setor por setor, refazer todo o passo a passo do site de pontos e finalizou a transação.

É inadmissível a demora, a limitação, as opções criadas para dificultar a solução do problema. Tudo é feito para você desistir, deixando esses créditos disponibilizados para serem reutilizados pela própria companhia aérea e fazer você pagar por um novo bilhete.

Se ferraram! 

Graças à disposição de pessoas acostumadas a lidar com o assunto, a passagem foi emitida e garanti meus pontos.
Se vou viajar ou não é outro problema.

Nota: No programa Dotz, você não consegue transferir as milhas, é obrigada a emitir a passagem direto do sistema da empresa. Portanto ou você viaja, ou troca por mercadoria que você não precisa - ou simplesmente perde os pontos.


Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  1 - Foto (minha) com a mão segurando o queijo,  com montagem feita no aplicativo Over sobreposta com as palavras, Smile, Multiplus, Dotz e figurinhas  indignadas também com a mão no queijo.

sábado, 20 de agosto de 2016

Qual a origem da expressão "Corpo Atlético"



Literalmente "corpo atlético" vem do atletismo e seu sinônimo é Usain Bolt.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui :  Todas as fotos são de Usain Bolt por representar a beleza de um corpo atlético..

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O Superlinda pelo Mundo - Dresden - Alemanha


SuperLinda pelo Mundo - Dresden, Alemanha

“Quem desaprendeu a chorar está reaprendendo com a destruição de Dresden”. Palavras de Gerhart Hauptmann, poeta alemão, se referindo à destruição da cidade de Dresden, na Alemanha, na II Guerra Mundial.

Construída entre 1726 e 1743, a imponente Frauenkirche, Igreja de Nossa Senhora, é considerada uma das construções de maior valor arquitetônico da Europa.

A edificação em estilo barroco é do arquiteto Georg Bähr. Igreja de religião protestante, ela tem o altar, púlpito e fonte batismal ao centro, além de um órgão inaugurado por Sebastian Bach.

Durante a época do comunismo, suas ruínas foram mantidas como um monumento às vítimas da guerra. A reunificação da Alemanha permitiu sua reconstrução a partir de uma fundação que recolheu donativos e a reergueu.

Uma estátua em bronze de Martinho Lutero não foi atingida pelas explosões da guerra e permanece na praça em frente à igreja.

Silvia e Werner Nitschke são #amigos que fazem do #SuperLinda também um blog de viagem.








Link da imagem - 2005

Link da imagem - altar

link da imagem - 1880
Link da imagem  - 1958
Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui : 1 - Foto de Silvia na praça da Frauenkirche usando a camiseta na cor verde oliva do blog superlinda, em Dresden na Alemanha.  2 - Foto de Silvia e Werner usada no perfil do FB. 3 - Foto do Google da igreja restaurada. 4 - Foto do Google do interior em evidencia o altar. 5 - Foto do Google da igreja no ano de 1880. 6 - Foto do Google das ruínas da igreja com a imagem de Lutero intacta na frente. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A continência no pódio - Olímpíada Rio 2016


A continência no pódio

O gesto já não é mais novidade, afinal das dez medalhas que o Brasil recebeu na Olimpíada Rio 2016 até hoje, oito foram conquistadas por atletas militares. 
Por conta deste detalhe, a polêmica sobre o valor da premiação está mais em alta do que o valor da conquista em si. 

Povo de autoestima baixa é assim mesmo. Você pode cobrir a alma de ouro, prata e bronze, mas ela não se eleva.

O que me surpreende é que até o momento de esses atletas subirem ao pódio, com excessão deles próprios, em poucos brasileiros, talvez nenhum, havia conhecimento do Programa Atleta de Alto Rendimento - um projeto lançado em parceria entre o Ministério da Defesa e com o Ministério do Esporte, criado em 2008, durante o governo Lula. 

Sim, no governo Lula. Um destaque necessário quando os maiores críticos do valor destas medalhas vêm dos simpatizantes esquerdistas, defensores de governos socialistas, onde os atletas são essencialmente patrocinados pelos governos.

Atletas que se não batem continência no pódio, ajoelham-se, e o que é pior, calam-se diante dos uniformes camuflados de protetores. 

Com ou sem apoio dos militares, o valor é daquele atleta que para estar no pódio teve que treinar muito, que esforço nesse caso, quer dizer disciplina e determinação.

A continência está sendo mais valorizada do que a medalha. Polêmica criada quando, o que todos mais exigem é o apoio do Governo para o esporte brasileiro. Mas se tem militar na parada... então de nada vale.

Continência versus medalhas. O duelo da mediocridade. 
Orgulho da pátria e dos pódios que ganhamos, ainda não foi dessa vez. 
Quando será?

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A vida sem carro - #CrônicaDeSegunda

Nem todos os desafios a que me proponho eu dou conta de cumprir. Meu compromisso é com a responsabilidade de tentar.

Nestas condições não resisti a sugestão de Guilherme Kuhnen para escrever semanalmente uma coluna no blog chamada "Crônica de Segundas". Mas de segunda o quê?

Perguntei pra ele e respondeu:
- Não sei, respondeu-me, com a irreverência de quem joga o assunto na mesa e diz: "Te vira!"

E surgiram ideias tais como: crônica de segunda categoria? De segunda opção? De segunda vez? De segunda mão? De segunda linha? De segundas-feiras? De segundas intenções?

Hum... e por que não? Com a crônica abaixo apresento a primeira Crônica de Segunda.

EU SEM CARRO



- Mãe, já estás acostumada a viver sem carro?

Aiii! Que raiva que me deu ouvir essa pergunta. Muito irritada, respondi:
- Não. Ninguém acostumada a ter carro quer ficar assim por muito tempo.

Meu problema nunca foi andar a pé. Hoje sim, este é o meu problema. Não tenho carro. Não que tenha sido sempre assim. Comprei meu primeiro, meu segundo, todos os carros que tive. Vender o carro foi uma questão de opção necessária. Embora não tenha sido a mais confortável das opções, foi a mais acertada.

Não vou fazer da minha vida sem carro um drama, aliás essa não é uma característica minha, mas daí a querer fazer graça com a minha cara, não.

Diariamente pego meu fone de ouvido, minha mochila, e saio Joinville afora fazendo minhas atividades. Feitas as opções pelo calçado certo, dias melhores, dias piores, pego o rumo da minha nova vida cheia de graça...

Pelo caminho vou resolvendo, ao menos em pensamentos, todas as minhas questões. A cada esquina largo uma dor, a cada quadra jogo fora uma lembrança que nada mais significa na minha vida. Reflito sem fazer tragédia e não crio mais um problema.

Deveria eu me sentir uma fracassada pela escolha que fiz? Eu não fiz uma escolha - eu fiz uma opção. Sem pretensão de eliminar o carro da minha vida, projeto este tempo como um período, talvez, o necessário para o exorcismo final.

Inverter meus pensamentos tornou-se minha especialidade.