segunda-feira, 26 de setembro de 2016

DESENCANTO BRUXÓLICO


"O Fermiano do Canto era pescador e lavrador: Lavrador Anfíbio. A mulher dele era bruxa, mas ele só desconfiava. Certeza não tinha. Certa ocasião..."

Uma barca cheia de assustadoras e lindas bruxas e bruxos não passa desapercebida a quem visita o Museu do Mar na cidade de São Francisco do Sul, aqui em Santa Catarina, a 70 km de Joinville. Se todos param para ler a lenda que está escrita num papel preso à coluna de madeira, não sei. Mas eu só parei na última palavra. Teria o “encanto bruxólico” dominado minha mente? Ou o que me enfeitiçou foi a identificação de fatos reais encontrados na história? Tratei logo de fazer a oração das bruxas da avó benzedeira de Fermiano e sair de lá.

Existem muitas pessoas que têm encantamento pelos temas sombrios das bruxas, dos duendes, das “wiccas”. Personagens do mal, que costumamos relegar a um segundo plano em grau de importância e influência sobre nós.  Outras, ao contrário, se sentem protegidas pela simpatia dispensada a elas.

- Tudo bobagem - é o que todos dizemos com desdém.

Verdade ou mentira, crença ou bruxaria, o que não falta é literatura sobre o assunto. Reza a lenda da “Pesca Bruxólica” que o pescador desconfiava que sua mulher fosse bruxa. "Certeza, ele não tinha...”

- Nem eu tinha, Fermiano. Só no final assim como você é que descobri. É quando acaba o encanto que a certeza aparece.

À medida em que meus olhos corriam a história, mais me sentia impelida a continuar lendo como quem quer descobrir mais sobre o poder bruxólico. Mas Fermiano não me disse nada. Acabou que expliquei a ele, como quem quer consolar, o que é essa magia.

- Fermiano, me ouça. Bruxos e bruxas te seduzem, te cegam, te usam, te beijam, te servem, lambem o chão por onde você passa. Se disfarçam por trás de uma beleza inigualável aos nossos olhos para não serem reconhecidos. Vestidos em pele de cordeiro, nos perdemos em paixão inebriada por eles. Se numa canoa no mar ou no meio do mato, bruxos e bruxas agem na surdina. Se escondem por detrás da penumbra da noite e nos alimentam com poções mágicas que pensamos ser amor. Enquanto precisam do nosso brilho eles permanecem ao nosso lado por anos e anos, sempre nos rodeando de carinho. São levianos. Roubam sim, é verdade. Roubam nossas vidas. Desatracam as âncoras e vão como canoas à deriva no mar levando junto o melhor de nós e largando nossos destroços na areia da praia. 

Meu amigo pescador, te contaria histórias de uma vida e as sequelas deixadas pelo efeito devastador de um amor bruxólico. Nossos corações preferem mesmo acreditar que tudo não passou de bruxaria, inebriado pelo gole de "mata-bichos" tomado na "bodega do Mané da Dica", a encarar a realidade e o desencanto. Mas, Fermiano, console-se pior é pro bruxo que não enxerga, nem com reza da benzedeira, a bruxa que embarcou em sua canoa.
Transcrição da "Pesca bruxólica.
O Fermiano do canto era pescador e pequeno lavrador: Lavrador anfíbio. A mulher dele era bruxa, mas ele só desconfiava. Certeza não tinha.
Certa ocasião ele ceiou um ensopado de mariscos muito saboroso, e então pra mode matar o veneno dos bichinhos, resolveu ir na budega do Mané da Dica tomar um mata-bichos.
Lá pelas tantas, após haver tomado e conversado com os colegas de copo, que também estavam a matar bicho, despediu-se e rumou para casa. No caminho lembrou-se de ir ao rancho ver a canoa bordada que havia pintado, mode certificar-se se a tinta já estava seca. Não encontrou sua canoa no rancho e tratou de procurá-la.
Ele morava na praia da Barra da Lagoa. Olhou na direção das ilhas das Aranhas e de repente deu com sua canoa flutuando sobre as ondas revoltas, do mar, tripulada por mulheres bruxas.
Rezou a oração contra bruxas que havia aprendido com a sua bisavó, que era exímia benzedeira lá da ilha Faial dos Açores.
A rezação provocou o desencanto delas, ele reconheceu entre o bando bruxólico pescador a sua própria mulher."

Arte Iugui Comunicações
Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  -  foto 1 -  Foto da barca cheia de bruxas em exposição no Museu do Mar. 2 - Foto da lenda  impressa.  3 - Foto da barca com as bruxas feita de outro ângulo. 4 - Foto da barca de bruxas na arte feita por Iugui Comunicações.

domingo, 25 de setembro de 2016

O SuperLinda em LAPA (PR)




Um passeio despretensioso levou o #SuperLinda até Lapa, uma cidade de 47.000 habitantes, distante 50 km de Curitiba, no Paraná.

A primeira sensação é de estar fazendo uma viagem ao passado. 

Caminhar nas ruas rodeadas de arquitetura colonial, ouvir o silêncio da cidade interrompido por uma fanfarra na praça central, ler a data de 1784 cravada na porta da igreja no centro histórico, faz você compreender que  Lapa  está, na verdade, fazendo uma viagem para o futuro.

Preservar a história é a atitude mais moderna para manter o passado vivo e presente para sempre.

 "Com origem ligada ao tropeirismo, a Lapa é uma das cidades mais antigas do Estado do Paraná e mantém seu Centro Histórico com características originais. As ruas de paralelepípedos, as réplicas de luminárias antigas e construções em estilo colonial português dos séculos XVIII e XIX encantam os visitantes. Nestas ruas e imóveis está viva a memória de um episódio que marcou a trajetória política brasileira e ficou conhecido como Cerco da Lapa.

O nome da cidade tem origem na marcante presença, ao leste, de uma montanha com formações rochosas que contém uma gruta em que viveu, por algum tempo, o monge João Maria D’Agostinis, tornando-a ponto de peregrinação e de grande valor místico." Do site da Prefeitura Municipal de Lapa.

Próximo post: A Pousada Tropeiros, passeios e grastronomia imperdível.


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Coisas Que Você Só Lê No Twitter


BRASIL EM FOTOS– 

@brasil_fotos "Esse negócio de 'Fora Temer' em show é uma chatice. Se estou no palco, mostro minha arte". ~Ney Matogrosso~


Janaina Paschoal– 

@JanainaDoBrasil:13- E não pensem que Lula não tem admiradores (seguidores) dentro do próprio Ministério Público. Eles estão em todos os órgãos.


– 

Fernando Melo@visaomacro A Ditadura deixou uma herança maldita: o medo da Ordem. Toda essa corrupção e tem [muita] gente achando que o problema é o MPF.


Myrian Dauer



@MyrianDauer: Em Olimpíada politicamente correta, c costas para minoria, Phelps seria barrado por excesso de medalhas para ajudar os piores e equilibrar placar.




Você Sabia
@VoceNaoSabiaQO logo do Twitter é um pássaro por isso o símbolo do "Início" é uma casa de pássaros, e quando você cria sua conta a foto é um ovo.





Ivaniah Cecília Viana
@ivaniacviana: Quer dizer que rouba-se 100 milhões e não pode ser preso,para evitar constrangimento


Sintonia Verso
@SintoniaVerso: O meu ''nada" tem mil e um significados.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A HORA DO RÁDIO




Audio completo clique no link

Foi a primeira experiência de trabalho ao vivo em Programa de Rádio. Tropeços e erros. Tudo faz parte da aprendizagem.

Índice de aproveitamento igual a 100%.  É isso que  faz valer a pena continuar...

Amanheci o dia de ontem, diante da inevitável situação que ocorreria, postando nas redes sociais que: -Quando me vejo passando por situações assim, JURO, não consigo dizer todos os tipos de questionamentos que me faço. Dos melhores aos piores...

E terminei a noite dizendo que: - Ainda não sei a resposta, só sei que não podia ter passado a vida sem experimentar a sensação que tive hoje.

Este é o resumo do sentimento, expectativa e resultado da minha primeira experiência, que, junto com a minha super hiper mega power parceira/amiga Leticia Rieper fiz a apresentação do programa de Cobertura do Segundo dia da VI Semana Integrada de Comunicação.

E como tudo é equipe, a qualidade do trabalho como um todo, foi desenvolvido pelas colegas, estudantes, produtoras Camila Silveira, Thuany Marcelino, repórter Roberto Bett,  o professor da matéria Ciro Götz, Técnico de áudio Rhuan Cardoso e Técnico de externas Caio Dellagnolli.
Mais um trabalho da Faculdade de Jornalismo BomJesus/Ielusc, está com quem travo uma batalha diária, para a matéria de Radiojornalismo II.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  -  foto 1 - da esquerda para direita: Rhuan, Ciro, Beto, Raquel, Thuany, Leticia, Caio e Camila. Foto 2 - Eu e Camila na mesa do estúdio prontas para começar. com arte de Iugui Comunicações, Foto 3 - No intervalo com os convidados Pamela Ritzmann e Vitor Costa.  Foto 4 - Beto Bett  sentado de costas em frente ao computador e editando áudio. Foto 5 - Foto da equipe técnica em trabalho atentos ao que acontecia dentro da sala de gravação. Todos de costas Camila, Thuany, Caio e Ruham.

domingo, 18 de setembro de 2016

O SuperLinda em São Francisco do Sul (SC)



A terceira cidade mais antiga do país possui um rico Centro Histórico. Seu patrimônio urbanístico e arquitetônico é tomado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional.
São Francisco do Sul, em Santa Catarina, tem 500 anos de História. 
Hoje, o SuperLinda optou por mostrar a Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, para destacar a quantidade de festas, representada pelo número 351, já realizadas na paróquia. A construção da igreja levantada por escravos, milicianos e pelo povo do lugar, foi feita com argamassa, mistura de cal, concha, areia e óleo de baleia. 
No seu interior está a imagem da padroeira, que data de 1553 e foi deixada ali pelos espanhóis, que ergueram uma capela em homenagem à ela depois de serem salvos de um temporal. Na igreja católica, é comum atitudes assim em reconhecimento à fé e agradecimento por uma graça obtida.
No seu interior há, também,  estátuas barrocas dos séculos XVII e XVIII e um órgão trazido do Rio de Janeiro em 1823 em uso até hoje.
Tire um tempo para adquirir conhecimento e cultura.






Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  - Foto do SuperLinda em frente ao cartaz da festa da 351 Festa da Paróquia de Nossa Senhora da Graça. 2 - Foto da parte frontral da igreja. 3 e 4 foto do interior da igreja. O altar em cor branca com detalhes de dourado e flores coloridas. 5 foto da página do google map com a localização geográfica de São Francisco do Sul.

sábado, 17 de setembro de 2016

MINHA TECNOLOGIA TEM OUTRA CONSCÊNCIA


Sou de um tempo sem mundo online. Dias em que as pessoas só liam fofocas de artistas, notícias e acontecimentos de semana em semana quando a revista O Cruzeiro chegava nas bancas e via as CARAS na capa. Nessa "Época" para ler uma revista tínhamos que comprar. "Isto é, Dinheiro". Preço de revista sempre foi alto e nem sempre eu o tinha disponível. Poderia até ser "SuperInteressante" um estudo a ser feito hoje pelo Valor Econômico" e analisado pela "Carta, Capital".

O mundo evoluiu. Será que "Gallileu" que enxergou as manchas solares, os anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea, teria acertado o "Placar" da velocidade que ocorre hoje, entre o acontecer um fato e a chegada da informação até nós?

Feita uma "Viagem" no "Time" encontramos Pierre Léwy. Ele nos mostra, em seus estudos, a chegada, a evolução e a influência da tecnologia em nossas vidas, desde quando não havia www, nem redes sociais. Só o computador.  E, este era enorme, grande, um verdadeiro chamado elefante branco.


Léwy, 59 anos, é um visionário à frente do seu tempo. Pela idade, eu e ele somos da mesma era. Sabemos o que é uma vida sem telefones celulares e computadores. Ele por capacidade e "Capricho" enxergou o futuro das pessoas todo voltado ao mundo tecnológico, enquanto eu só estou usufruindo deste mundo. Naqueles velhos e primeiros tempos de seus estudos, nos moldes dos softwares versão "ALFA", teria ele, também, alcançado a dimensão do ponto em que chegamos?

Não recebemos mais conhecimentos só através de revistas, agora eles vêm do que o filósofo _sim também temos filósofos da tecnologia_, denominou de Inteligência Coletiva. Pelas redes sociais trocamos informações, desde a melhor forma de fazer um pão crescer à descoberta da pílula do câncer. Somados, compartilhados, cruzados, resultam na chamada aprendizagem coletiva.

Namoros são virtuais a base de sites de relacionamentos. Todos querem saber "Quem" tá "Contigo". 

"Negócios" são feitos por redes sociais e whatsApp onde há um comércio estabelecido vendendo produtos materiais e intelectuais, ideias e serviços. "Veja", isso faz parte do desenvolvimento do mundo e não sou do tipo saudosista de que no meu tempo era tudo melhor. Mesmo porque não era...


Mas paira uma nova preocupação no ar. Em um vídeo de estudo, Abha Dawesar, escritora,  conta que durante uma devassa climática pela qual passou nos EUA, as pessoas saiam às ruas em busca de água para banho, comida para se alimentar e uma tomada para conectar os seus celulares. Comprovando que buscar e dar informação se transformou numa item de sobrevivência.

É assustador o domínio das redes FB e Google, com seus algoritmos que nos olham, e nos mostram o que eles julgam que queremos saber. 
_Do meu feed, quero cuidar eu.

Faço aqui um "Exame" por uma consciência social mais íntegra e humanizada. Graças à espetacular rapidez, facilitada pela comunicação, foi possível localizar, em poucas horas, o corpo do ator Domingos Montagner, mesmo que, infelizmente, sem vida. Graças à rapidez da tecnologia esta notícia circulou o Brasil pelas redes sociais muito antes da televisão, e, menos ainda das revistas impressas, do meu tempo. 

Mas nada, nada mesmo, justifica a divulgação em massa através do whatsApp das fotos do corpo já morto. Não quero essa vida tecnológica sangrada com esta informação coletiva e cruel sem consciência.

Comprovação de que na "Realidade" é a consciência de algumas pessoas que é nociva e não a rede social e a tecnologia.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  - Um painel feito com todas as capas de revistas citadas no texto mais a foto do ator Domingos Montagner,

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

MOMENTO CAFÉ



Arte Iugui Comunicação

Muito mais do que um jantar à luz de velas, um café da manhã é o que me seduz. O jantar tem os seus mistérios, os seus encantos, mas é o café da manhã que revela os segredos do ontem. Enquanto um te conta histórias - e de cansaço te coloca na cama - o outro te desperta e te revigora.

Sou o que se pode chamar de usuária do café: aquela que defende o “momento café” como algo mágico. A mim, particularmente, seus efeitos são sentidos logo ao amanhecer.  O café, se não servido apaixonadamente na cama, que seja deliciosamente bebido sentado à mesa, ou carinhosamente, de pé, ao lado de um fogão qualquer. Mas sempre com prazer...

O café tem gosto e aroma de aconchego. É quente e induz ao carinho. É convidativo e serve para as mais variadas situações. 

- A hora do cafezinho, em todas as suas formas, pode trazer alguns perigos ou quem sabe benefícios. Tudo depende do ponto de vista, ângulo de visão ou de qual lado nos encontramos. O café em si pode não ter nenhuma importância, mas a "hora do cafezinho" é cheia de intenções. Boas e más. A partir de um encontro para um cafezinho, tudo pode acontecer. Há casos e acasos.

Se por cansaço, se para uma pausa, diga: 
- Vamos tomar um cafezinho? 

Você não vai se arrepender. A hipótese de o problema estar resolvido é quase certa. Muitas vezes sem saber qual resposta dar diante de um questionamento, paro e digo:
- Calma, primeiro preciso tomar um café.

O convite para um café também pode servir para conhecer alguém. Um descompromissado pequeno e rápido encontro pode render um eficiente aperto de mãos ou uma troca de olhares marcante. Um café quente literalmente quebra o gelo.

Ele te acalma, te acalenta, te levanta, te anima, ou no mínimo te faz dar uma pausa. Se você é um "cafezeiro" certamente já passou pela situação de ao final de um gole dizer: - - Lembrei!, ou - Já sei! Descobri!

Como disse Guilherme Kuhnen: “Meu eterno parceiro. Calado, frio embora quente, calculista. Fiel. Em momentos de paradigmas trocados, pertinência incontestável. Se você não estivesse comigo, eu não seria eu; se não fosse o Pai, cogitaria chamá-lo deus. Nos momentos mais fugazes não falhastes, e eu pude encontrar descanso. Às vezes nobre, às vezes pobre, mas um destemor que traz e cobre. Comigo no antes, comigo depois, comigo sozinho, conosco nós dois. Que não só te sobre, mas sossobre o que for, reste-te, reste amor”.

A ideia de tomar um cafezinho é social. Ela reúne pessoas, promove encontros, anima uma conversa, alivia uma tensão. É um momento de descontração, onde por alguns poucos minutos ninguém é de ninguém.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  - foto minha com uma xícara de café na cor laranja, na mão com as inscrições "pausa pro café, você merece".