domingo, 17 de março de 2019

Bombinhas: Retrato do Brasil. Uma carta de Ney Emílio Clivati


Página do jornal onde foi publicada a carta

Uma mensagem recebida por WhatzApp com as imagens, aqui publicadas, resultou neste post.  Quando obtive autorização para divulgá-la, disse a Ney Emilio Clivati: "Sinto que escrever sobre isto vai me dar mais trabalho do que pensei, porque aqui há muita emoção envolvida". E assim aconteceu. Depois de relembrar, toda uma vida nesta região, quando o município de Bombinhas ainda fazia parte de Porto Belo, veio um sentimento de nostalgia.

Esse era o destino de férias, para a junção da família e os piqueniques com tios e primos. Passar o dia em Bombinhas exigia preparativos antecipados. As tias, Miza, Lilinha, Bela, Emengard, e minha mãe, preparavam galinha com farofa, sanduíches, cuca, banana, suco e água. Tudo era feito de véspera. No dia seguinte, era só enfrentar o "morro de Bombas", ainda sem asfalto, e desfrutar o dia nas transparentes águas de Bombinhas. Brincadeiras de criança.

Anos se passaram e este lugar continuou por muito tempo a ser um recanto paradisíaco. Acho até, diante de tanta beleza, que ainda o é. Adolescentes, fazíamos o mesmo percurso, agora sem mães e tias, em busca das praias desertas, como era a de Quatro Ilhas, para namorar. Brincadeiras de jovens, nem tão brincadeira assim, mas de lembranças eternas.

Naquela época, sabíamos que existia as praias de Zimbros, Mariscal, Canto Grande, porém o acesso era tão difícil que nunca íamos para lá. Talvez até amendrontados pelo tio Zely, que sempre comentava com os clientes da madereira: "No caminho de Zimbros, o caminhão não sobe". Éramos pivetes, mas tínhamos receio, para não dizer medo, que nossos pais descobrissem que andávamos por aquelas bandas sozinhos. A estrada para chegar nas praias que ficavam do outro lado de Bombinhas não era a mesma de hoje.

Aqui, eu me perderia, letras afora, a contar todas as história desse tempo, e porque não dizer, desse tempo que era muito bom. Pelas boas lembranças revividas, agradeço ao Ney a sua Carta ao Leitor publicada no Jornal Notícia do Litoral. Infelizmente, durante a leitura, a cada linha, meus pensamentos iam desabando na realidade. Senti a dor, em forma de revolta, latejante lançada a palavra escrita.

Tive esse mesmo sentimento, há alguns anos, quando voltei a Bombinhas num final de semana, em pleno verão. No retorno, levei 4 horas para fazer o percurso daquele ponto até Meia Praia, em Itapema. Cerca de 22 km de distância. Nunca mais voltei.

Não conheço o autor da carta pessoalmente. O contato foi fornecido, gentilmente pelo jornal, após consulta. Conversar com ele, trouxe a certeza da desilusão que sente. O seu projeto de vida foi engolido pelo desenvolvimento desenfreado e sem critérios que aquela região vive hoje. É sabido, por exemplo, que há pouco tempo, um hotel 5 estrelas foi fechado na cidade, suspeito de jogar esgoto no mar. Um crime divulgado amplamente pelas mídias e redes sociais, e não sabemos quantos outros devem existir.

Após a primeira conversa, o engenheiro civil, contou com evidente sinais de desencanto, que reside em Balnéario Camboriú, desde 1980. Planejou e foi morar na praia de Zimbros, município de Bombinas há 2 anos. Lá construiu uma casa observadas todas as regras de preservação ambiental. No caminho da casa até o mar, além do cuidado com a vegetação nativa, foram plantadas palmeiras, compradas em Corupá, com autorização da Fundação de Amparo ao Meio Ambiente - Famab.

Tanto empenho e mesmo assim o futuro tão planejado, desmoronou. O desabafo veio em forma de uma longa carta destinada aos brasileiros e a sua decepção no retorno à cidade de origem.  Com desânimo, ele diz: "Saí de Bombinhas há 4 semanas e retornei para Balneário, onde prevalece a paz. Não voltei mais a Zimbros, desde então. Cansei da bagunça, do descontrole, do desrespeito. Cansei do Brasil".

Eu fico aqui pensando: se é Balneário que está dando paz a ele, imagine no que se transformou Zimbros. 

Foto de Ney E Clivati. Caminho entre a casa e a praia com palmeiras plantadas.

 
Abaixo, na íntegra, a carta escrita por Ney Emilio Clivati.



Bombinhas: Retrato do Brasil.
A cidade é um encanto, matas, montanhas, praias de água transparentes, com atração para todos aqueles que gostam de natureza.
O comercio é ativo, o visitante encontra lojas variadas, com produtos de qualidade, atendimento excelente.
A gastronomia é variada, pode-se escolher o que comer e com preços condizentes com a qualidade.  Os   atendentes são os mais educados que já encontrei, nunca vi um garçom, entregador ou alguém que lide diretamente com o público ser grosseiro.
Os estrangeiros são entendidos, falam e todos se superam para serem compreendidos. Isto pode parecer pouco, mas em quase todos países que visitei, os nativos fazem questão de não serem entendidos e não ajudam em nada o turista.
Esta é a cidade que escolhemos para morar, para investir, empreender e nela criar raízes e vínculos econômicos.
O Brasil é assim, belo e hospitaleiro, tal como Bombinhas.
Mas, Bombinhas também representa em muitos aspectos o que de pior existe no Brasilzão.
Vejamos:
O Estado arrecadador está presente constantemente, cobrando TPA. Esta é a síntese do que o estado constituído faz, arruma taxas, impostos, tarifas etc para tirar da população o seu sustento, empobrecendo o contribuinte e aumentando seu poder.
Como o Estado é detentor da violência, e só pode ser exercido por ele, o cidadão fica refém da sanha por dinheiro novo dos governantes. O que o cidadão pode fazer além de pagar a conta da estrutura burocrática?
O governo nunca diminui de tamanho, a partir do momento em que ele criou alguma autarquia, órgão, taxa, tarifa, ou qualquer coisa, isto só tende a aumentar, nunca diminuirá. Mesmo porque esta estrutura criada é uma forma de se perpetuar no poder, quanto maior a burocracia, os funcionários e a arrecadação, maior será o poder político de quem está no poder.
Assim é em Bombinhas, assim é no Brasil, a vida do governo de plantão é arrecadar, arrecadar e arrecadar.
Outro aspecto comum ao nosso microcosmo e ao Brasilzão é a qualidade de parte da população.
Tenho me deparado todos os finais de semana, com “baladas” na areia da praia de Zimbros, com som automotivo no último volume. Impossibilitando o sono de quem mora no bairro.
Isto ocorre todo final de semana, no carnaval ainda se releva porque a loucura ocorre em todo Brasil. Mas as baladas são recorrentes, todo final de semana, começando na sexta feira de noite, e finalizando toda noite de sábado.
Quatro carros, rebaixados, velhos, um celta branco, um celta vermelho, uma perua da GM, todos eles com placas identificadas, se posicionam ao lado da colônia dos pescadores no final da Rua Itajaí Açu, e ligam o som em altura que nunca tinha visto, o som grave dos subwoffers faz tremer as janelas, o ouvido encostado no travesseiro fica ouvindo o tum, tum, tum, tum, o tempo todo, até o sol raiar.
Impossível dormir, pensar, escutar televisão. Ler se torna um exercício mental tremendo, já que não se consegue desligar do TUM, TUM, TUM, e para coroar tem um TUINNNNNNNNN.
Esta situação representa a síntese do que é o Brasil: Uma parcela ignorante, com carros velhos, rebaixados, tornam a cidade sem lei, invadem a privacidade dos vizinhos, abandonam lixo, garrafas, passam a noite em folia, com total falta de respeito pelo espaço alheio. E ficam impunes.
Isto em qualquer país civilizado seria motivo de prisão, de todos, menos em Bombinhas, menos no Brasil.
Nunca se verá isto em um país com educação, com respeito pelo outro, com respeito pelo espaço que o outro ocupa. Vá na Europa, EUA, países escandinavos, Ásia e ligue o som nos extremos e espere alguns minutos. Isto só existe no Brasil, onde a falta de educação, cultura e respeito supera todos os limites, onde o nível intelectual destes elementos beira a sarjeta.
Na sequência das semelhanças podemos citar a atuação da Polícia, assim como no Brasil, aqui em Bombinhas, ela não tem aparelhamento para trabalhar. Todo final de semana os vizinhos telefonam para o 190 e relatam som automotivo alto, incomodando o sono. E o relato é sempre o mesmo, esperem que iremos até o local.
Ficamos de plantão esperando para abrirmos um Termo Circunstanciado para tentar enquadrar este moleques, que desprovidos de intelecto, continuavam com o Funk. A PM não pode aparecer porque estava com muitas ocorrências.
Os “baladeiros” nos responderam dizendo que são de Itajaí, que veem para cá porque aqui não tem “pulicia”. E que se quiser silencio tem que ir para Itajaí. Conversando com alguns, descobrimos que fazem parte do grupo “Rebaixados do Itajaí”.
Esta falta de policiamento é motivo de um monte de desculpas por parte da Prefeitura, vide resposta da ouvidoria de Bombinhas:
Agradeço seu contato, em relação ao seu problema com o som alto informamos que a prefeitura não tem autoridade para coibir esse tipo de conduta sendo de
responsabilidade da polícia militar. A TPA é uma taxa que visa preservação ambiental  e tem seus recursos aplicados nesse sentido, entretanto situações
como essa que o senhor descreveu não se atribui como responsabilidade da TPA  nem com o proposto em sua lei de criação. 

Atenciosamente,

Luiz Henrique Gonçalves
Gestor de Contas Públicas

Esta é a única resposta que poderíamos esperar de um gestor público: Não é comigo, procure outro para resolver seu problema.
Representa o que de pior existe no Estado constituído: cobra taxas, impostos e tarifas de maneira unilateral, e você, cidadão não tem direito a dormir de noite, porque o gestor não tem nada a ver com isso.
Representa o desgoverno, a falta de mando do executivo, a falta de iniciativa, o despreparo para lidar com todos os entraves que tem a gestão pública. Representa ainda o abandono do cidadão. Eu gostaria de ver esta balada na frente deste gestor ou do prefeito de plantão para ver se não dariam um jeito imediatamente. Mas nós somos apenas contribuintes, a mercê do prefeito incompetente de plantão.
Tomamos, eu e minha família a única atitude possível, fomos para Balneario Camboriú, onde enfim conseguimos dormir o restante da noite.
A selvageria venceu, a barbárie conseguiu seu intento, afastou do seu meio aqueles que frequentam restaurantes, que compram nos mercados, que abastecem seus carros, que pagam impostos. Não fui mais para Zimbros, gastei em restaurantes em Itajaí, Cabeçudas, Balneário Camboriú, não fui mais no Berro D’água, (recomendo o filet mignon) comprei no Angeloni, ao invés de comprar no Girassol, abasteci em um posto da Oswaldo Reis e não no posto Quatro Ilhas. Estou vivendo e gastando em outras cidades, não mais em Bombinhas.
Esta é outra semelhança com o Brasil, quando Bombinhas se torna o que se tornou, a gente se desloca para outra cidade. Exatamente assim é o Brasil, sua estrutura burocrática arrecadadora, a falta de respeito com quem sustenta esta máquina, a falta de segurança, empurram os que tem condições para outro país.
TPA:  meio ambiente, segundo a ONU é o conjunto de elementos físicos, químicos, biológicos e SOCIAIS, que podem afetar direta ou indiretamente os seres vivos e as atividades humanas.
Oras, se a TPA é para cuidar do meio ambiente, a poluição sonora deveria ser um dos fatores a serem cuidados por esta taxa. Isto não está sendo feito, não existe nenhuma ação de conscientização, de policiamento, ou simplesmente de limpeza logo de manhã onde a bagunça ocorre.
A TPA não cumpre seu objetivo, é apenas um meio de aumentar o poder dos políticos, que contando com mais arrecadação e mais pessoas trabalhando para eles conseguem sua perpetuação no poder.
Uma simples reunião com a PM, ou então um carro com dois funcionários circulando pelos pontos onde os funkeiros se reúnem bastaria para acabar com o problema. Mais simples ainda seria bloquear a saída no morro e enquadrar todos os baladeiros.
Eu tenho minhas dúvidas de que estes carros se enquadrem no código de trânsito onde:
“Art. 3º As modificações em veículos devem ser precedidas de autorização da autoridade responsável pelo registro e licenciamento.
Parágrafo único. A não observância do disposto no caput deste artigo incorrerá nas penalidades e medidas administrativas previstas no art. 230, inciso VII, do Código de Trânsito Brasileiro .
Art. 4º Quando houver modificação exigir-se-á realização de inspeção de segurança veicular para emissão do Certificado de Segurança Veicular – CSV, conforme regulamentação específica do INMETRO, expedido por Instituição Técnica Licenciada pelo DENATRAN, respeitadas as disposições constantes da Tabela anexa à Portaria a ser editada pelo órgão máximo executivo de trânsito da União.”

Temos então dois casos:
Ou estes rebaixados de Itajaí estão todos regulares e a PM não pode fazer nada ou existe uma conivência com os “baladeiros”.
Mas se estiverem regularizados, quem deu a autorização foi alguma autoridade responsável.
Resumindo:
Bombinhas é o retrato do Brasil, uma parcela ignorante manda e desmanda, Policia sem estrutura, governo incompetente preocupado em arrecadar, lixo espalhado, funk, músicas de péssima qualidade, (vem abaixando, vem devagarinho, vem com esta bundinha).
Para o Brasil as saídas são três: terra, mar e ar.
Para Bombinhas só tem uma e é pelo morro mesmo.

Ney Emilio Clivati
Morador de Zimbros – Bombinhas.

Página do jornal com a publicação da carta.


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sexta-feira, 15 de março de 2019

Assisti ao filme Green Book - o Guia


Foto de divulgação do filme. Predomínio da cor azul tiffany com os dois personagens dentro do carro.

2019 - Direção de Peter Farrelly
Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original.


Ser “baseado em uma história real” é uma informação que, de saída, já me seduz. Mesmo consciente de que ela vem envolvida em uma romantização, eu gosto. Se assemelha a algo como uma boa embalagem para encantar quem vai receber um presente, e isto não tira o valor do conteúdo.

Dito isso, o filme é a história real do pianista Don Shirley, interpretado por Mahershala Ali e seu motorista Tony Vallelonga, interpretado por Viggo Mortsnsen. Tudo acontece durante uma tourné ao sul dos EUA,  durante o período de segregação racial.

Green Book - o Guia, título do filme é, verdadeiramente, o nome de um guia de viagem, escrito por Victor Hugo Green, com indicações de hotéis e restaurantes que permitiam a presença de negros. Dessa forma ele foi usado, orientando-os na busca por hospedagem durante todo o percurso.

Don Shirley, negro, milionário, músico, fazia apresentações para plateias exigentes, mas não podia sentar à mesa com elas. Tonny Vallelonga, era branco, motorista, de origem italiana, comportamento rude e modos grosseiros, sob a ótica da etiqueta comportamental. Se antes ele era um conservador racista, agora se indignava com essa norma. 

Um jogo de sedução, um drama com uma fantástica carga de bom humor, identidades contrastantes, personalidades fortes, em que os dois são protagonistas, vencem preconceitos e fazem o filme ser impecável.


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quarta-feira, 13 de março de 2019

Me formei jornalista e emudeci

Capa do convite de formatura

Faz sessenta dias que me formei e o título de bacharela em jornalismo pesou muito mais do que um dia eu poderia imaginar. A frase registrada no perfil do meu blog "penso tudo o que escrevo, mas não escrevo tudo o que penso" reverbera em mim com mais força.

A profissão é apaixonante. Ela fez de mim uma pessoa mais observadora e consciente. O jornalista pode não saber tudo, mas buscar a verdade dos fatos é um compromisso assumido em juramento. É uma obrigação para que se possa dar a notícia. "Fazer do seu trabalho um meio de servir a sociedade", foi o que foi lido na minha formatura.

Durante o curso, aprendi que existe o jornalismo opinativo e este pode ser aplicado em qualquer área. Mas, nada se compara quando se trata de política. A veemência, a agressividade, do jornalista político parece exacerbar-se cada dia mais. Um processo que atribuo como degenerativo e que vem ocorrendo há anos, conforme pode ser visto nas duas citações que seguem:

_A jornalista Liziane Guazina em 2006 escreveu no Observatório de Imprensa que  "Os jornalistas que cobrem política escrevem, na maioria das vezes, para eles próprios e para suas fontes".

_Ricardo José Torres, do mesmo Observatório da Imprensa, publica "Atualmente o leitor desinformado terá dificuldades para identificar e diferenciar as informações políticas e as informações policiais presentes nas páginas dos jornais, sites e mídas sociais, particularmente nos veículos tradicionais de comunicação".

Como cidadãos talvez pudessem falar abertamente o que querem, de acordo com suas convicções e ideologias, mas não. Jornalista é jornalista. Ele não é um escritor de notícias, ele é um informante da verdade dos fatos. O que todos esperam dele é credibilidade e confiabilidade. Em sendo opinativo, que tenha critério de análise. Ele é um formador de opinião.

É algo como: se é jornalista que está dizendo, então é verdade. Portanto não dá para levantar hipóteses, insinuações. Não dá para ficar de bate boca em rede social. Não dá para instigar o leitor à desconfiança contra este ou aquele assunto. Há que se ter responsabilidade.

Arrisco em dizer que o jornalismo poderia ser considerado uma ciência exata, com base no jornalismo investigativo. É verdade ou é mentira? Descobriu? Mostre o que descobriu. Há provas? Evidências? Alarmar não é a sua função. Tem que ser decente.

Penso que cabe, neste texto, uma citação do jornalista Luís Fernando Silva Pinto, no livro Correspondentes, sobre a sua trajetória na Rede Globo: "Não trabalhamos para servir a nós mesmos, somos um veículo, temos uma obrigação com quem vai assistir".

Dói na alma, depois de quatro anos de faculdade, agora com os sentidos mais aguçados, o que testemunho diariamente. Não me choco com o que leio nas redes sociais postados pelo público leitor. Mas, me agride ler jornalistas a fomentar discórdias em favor das suas simpatias ou antipatias pessoais.

E caso as citações feitas não sejam suficientes, recomendo mais uma. Sílio Boccanera diz: "A mídia britânica - pelo menos a parte que é séria - apura tudo com cautela para que a população não imagine coisas que não aconteceram. Por isso tem credibilidade". #ficaadica.

Se as redes sociais são os meios atuais de divulgação de notícias, e o são, jornalistas, por favor, apliquem o que aprenderam. Certo que já estudaram os critérios de noticiabilidade, conhecem as técnicas de apuração jornalísticas, as práticas, as fontes. Cadê as fontes? Onde estão? Quanto à ética, para muitos deles, parece que foi jogada no lixo tal qual a qualidade dos seus posts.



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domingo, 10 de março de 2019

Sê Chique - Hendrick's, o gin da rainha



Garrafa de Gim Hendrick's, copo de gim alaranjado e um milho verde e boné superlinda.

A qualquer dia.
A qualquer hora.
Em qualquer lugar.
Sê Chique! Hendrick's, o gin da rainha.

O queridinho da realeza, aromatizado com os mais diversos ingredientes para realçar o sabor, é a tônica do verão. Tônica, uma palavra com o significado de dar ênfase ou destaque, é também o nome do refrigerante, de leve sabor amargo na sua finalização,  feito com um pó branco extraído da casca da árvore de cinchona.
  
O gosto refrescante tem sido aromatizado, nas mesas de bares, com fatias de pepino, limão, hortelã, manjericão, laranja, frutas vermelhas, grapefruit, tudo ao gosto do cliente. Harmonizado com tantas especiarias, saber combinar comendo milho verde é só uma questão de fazê-lo com elegância  e finesse. 

Este é o verdadeiro sentido dos posts Sê Chique. Você não é chique pelo o que você tem e sim pelo o que você é.  A tradição inglesa nas praias e no verão brasileiro.
  
Uma tradição que é quase uma lenda. E, o que ela nos diz é que no período victoriano (1837-1901), a Rainha Victória tinha o hábito de beber o gin em xícaras para esconder o álcool na hora dos piqueniques. Verdades ou mentiras beber gin acompanha a história da família real inglesa até os dias de hoje

Se usando desta máxima os fabricantes do inglês Hendridk's induzem seus consumidores, e oferecem à venda a garrafa acompanhada de uma xícara. Um dos rótulos mais consagrados, conhecido por utilizar pepinos e pétalas de rosas, o gin da rainha tem na sua composição 11 plantas, raízes, frutas sementes e um teor alcoólico entre 40 e 50 %.

Garrafa do Gin Hendrick's, copo laranjado com o drink e boné vermelho escrito SuperLinda.

Foto de divulgação do Gin Hendrick's com a xícara branca, estampada na cor verde alusiva ao gin Hendrick's
Xícara branca com estampa verde vendida com a garrafa de fin.


Notinha: Quando comentei com um amigo sobre este post, ele disse: "isso é coisa de tijucana". As palavras que usei para responder, não devo reproduzir aqui, mas é algo como: só uma tijucana é mulher suficiente para fazer isso.
Tijucana - aquela que nasce em Tijucas (SC), mais especificamente no bairro da Praça. Mulheres bravas e raçudas.


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sexta-feira, 8 de março de 2019

Um espatulato de Reynoldo Manzke

Quadro de Reynoldo Manzke


Entre os pertences da minha mãe escolhi este quadro. Lembro que ela sempre se referia a ele como sendo uma peça de qualidade.

O valor dele, para mim, é inestimável, e portanto, está fora de qualquer oferta ou lance. Quanto ao valor comercial depois das pesquisas feitas sobre o autor da tela, posso garantir: tenho uma raridade dentro de casa.

As informações que seguem foram obtidas na internet. Conversei com um historiador da cidade de Blumenau, sem obter êxito. Deixo em aberto, caso haja interesse de alguém em registrar, catalogar ou verificar a autenticidade desta obra de Reynoldo Manzke.
 
Foto aproximada da assinatura e ano - 1977 - da obra.

Reynoldo Manzke (1906-1980) foi um pintor de paisagem que retratava costumes, tradições, diversidades de povos e da vida brasileira. Foi um dos iniciadores do uso da técnica do espatulato.

Ele viveu em Blumenau, São Paulo e Rio de Janeiro onde estudou e se dedicou ao óleo sobre tela e aquarela. Fez Exposições em São Paulo, Minas Gerais, premiado no Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e do governo de São Paulo.

Participou da primeira edição a Bienal de São Paulo em 1951. Seus quadros podem ser encontrados em galerias de colecionadores particulares no Brasil e do exterior, como Alemanha, Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, Israel, Itália, Líbano e nas pinacotecas de Jundiaí e São Carlos.

Mantinha um ateliê em Blumenau, na rua Henrique Lallemant, atualmente rua Reynoldo Manzke.


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terça-feira, 5 de março de 2019

Assisti ao filme A Esposa


Cartaz de divulgação do filme com Glenn Close e Jonathan Pryce na noite do prêmio de Nobel.
A trama é sobre a vida de Joan (Glenn Close) casada com Joe Castlemann ( Jonathan Pryce) um escritor premiado com o Nobel de Literatura. Tudo se desenvolve no cenário entre a realização deste evento e as lembranças do passado. Uma trajetória de altos e baixos, amor e traição, renúncia e muita paixão.

A frase que marca a história é “eu sou criadora de reis”. Assim ela responde ao rei da Suécia quando perguntada sobre a sua profissão. O sentido dessa afirmação se compreende quando as lembranças de Joan a levam ao passado, e trazem à tona a sua real participação nos livros escritos, até então de autoria exclusiva de Joe.

Já ouvi muitos comentários a respeito da atitude dessa mulher. Para mim, ela abriu mão da fama e não do seu talento, em prol do homem que amava. Muito mais importante, no meu entendimento, foi a dor de abrir mão do seu amor para as aventuras do marido.

Que se respeite a mulher que faz por amor. E nesse sentido, a frase que marca a história, de acordo com a minha percepção é “se você manchar o nome de Joe, eu processo você”. Dirigida ao biógrafo, interpretada por Christian Slater, interessado em contar a vida do premiado escritor.

A Esposa - The Wife, do livro de Meg Wolitzer. O filme foi lançado em 2017. Direção de Björn Runge.

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sexta-feira, 1 de março de 2019

Desafio 5/5. Uma semana de atividade física



Print da tela com o registro do último dia de exercício
Esta semana aceitei o desafio proposto por Cristiane Delboni para durante 5 dias fazer 5 km/dia de exercício aeróbico. A modalidade poderia ser escolhida de acordo com a preferência, hábito de cada um. Caminhada, corrida, bicicleta, indoor, na rua, ou o que mais agradasse.

Eu conclui o desafio e quero compartilhar o meu aprendizado. Confesso que não foi difícil fazer os 5 km. Pratico este tipo de exercício diariamente, ou quase. Difícil foi driblar as tentativas de boicote, que criava para mim mesma.

Foi isto o que mais me chamou a atenção, nessa semana. A quantidade de situações, tentações e preguiças que me atacaram diariamente. Eu teria todos os motivos do mundo e poderia usá-los como justificativa para não cumprir o objetivo.

As desculpas para o "hoje não pude caminhar" são quase sempre as mesmas. Um dia o clima está ruim, outro dia, esse mesmo clima está quente demais. A falta de tempo é também muito usada. Tudo fazemos pelo adiamento da atividade física. Adiar, deixar para amanhã. Esta é sempre a atitude que temos, e nem percebemos. 

E se você se perguntar qual o real motivo por não se exercitar, talvez não admitia nem para si mesma. Preguiça, falta de perseverança. Cuidar de si, da própria saúde. Se nem você quer fazer isso por si só, quem fará?

Meu relato tem um motivo: dizer que esses sentimentos caminharam comigo durante a semana e eu só não desisti, justamente, porque tive todos esses insights. Nada pode ser feito sem uma intenção. Preste mais atenção naquilo que você esta postergando.

E atenção ela já está anunciando outro para o final de março. #vamola.

Print da tela do FB com Cristiane fazendo o convite do novo desafio.

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