sexta-feira, 1 de julho de 2016

UM DIA PRA DESCER DO SALTO

As informações que a bombardearam nos últimos dias mexeram com os mais instintos e primários sentidos do seu aparelho psíquico irracional. Em outras palavras um dia para descer do salto.

Mas, para isso, teria que descer ao fundo do poço de onde mal acabou de sair. Um lugar escuro, frio, de onde ainda sente o forte cheiro da lama, e da qual não gostou.

_Para isso, nem que fosse em pensamento, teria que subir uma linda e perigosa serra. Rever as belas paisagens de plátanos e araucárias, testemunhas de lágrimas em viagens de regresso. 

_Para isso, teria que ir até uma terra prometida de amor de uma vida inteira, nunca encontrada. 

_Mais do que isso, teria que ainda estar sentindo a dor da perda de alguns anos atrás. 

_Teria que ainda estar com o nível de auto estima abaixo de qualquer unidade de medida.

Os pensamentos, a quantidade de estímulos sensoriais ativados, pelas lembranças, os sons, as cores, os cheiros, o toque, a visão, chegaram de forma ameaçadora como tentativa de exploração de terror emocional. Atitudes tomadas para provocar e não por amor, com fantoches vestidos de juventude podre, não abalam mais.

Sem precisar recorrer à capacidade intelectual, apenas às sensoriais, ela olhou naquela direção e não viu nenhum desvio no caminho traçado. 

mesma longa estrada já percorrida continua sem fim e sem destino, fácil apenas de prever o próximo passo.

De pés no chão, sem descer do salto, mas sempre marca d'agua.

"aí eu lembro da placa
RETORNO e acho que 
nela deveria ter um 
subtítulo que diz assim:
RETORNO - ÚLTIMA CHANCE DE VOCÊ
SALVAR SUA VIDA.

Você provavelmente ainda está indo.
Não é culpa sua.
É culpa do comercial 
que disse: "compre um e leve dois". Texto da jornalista Téta Barbosa.

A culpa pode não ser sua, mas a responsabilidade e atitude, sim.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

#AMETODOSOSDIAS - Guilherme Kuhnem


                                                                                     


#AmeTodosOsDias. São muitos os significados destas palavras que ouvi pela primeira vez ditas por Guilherme Kuhnen..

Era fevereiro, sábado de manhã e a sala de aula estava cheia de alunos. Um timbre de voz forte ressoa entre os demais, fazendo graça da magreza de seu próprio corpo. Olhei  para o lado e vi um rapaz alto, magro, usando óculos, falante, bonito. Carismático, sem sombra de dúvida. Capaz de chamar a atenção para si e prender a atenção de todos. 

Como aluno, se propôs à auxiliar os colegas na construção de um banner para o canal do YouTube. Terminou dando uma verdadeira aula.  Se colocou de professor, aliás um de seus objetivos profissionais, entre os alunos e o quadro negro, com a aprovação da  professora.

-Um talento! Foi o meu pensamento.

Foi assim que eu conheci Guilherme Kuhnen, formando de Jornalismo na Faculdade Bom Jesus/Ielusc. Hoje tenho o prazer de ser sua amiga. Me admiro cada dia mais do seu trabalho.

Polêmico. Os títulos que usa para seus vídeos confirmam.


Politicamente responsável. Não sei qual é seu partido, mas sua ideologia é o da responsabilidade social. Acaba de criar um canal do Youtube junto com alunos de uma escola pública municipal. Descobrindo talentos, ensinando e incluindo produtivamente os jovens no mercado digital e das redes sociais.



#AmeTodosOsDias. Guilherme, um grande amigo que conheci na faculdade.

Visite o canal do YouTube de Guilherme Kuhnen


Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui - 1 e 2  Fotos do perfil da Guilherme no FB. 3  vídeo do canal de Gulherme. 4 vídeo do canal DOC - Social da Escola Pedro Ivo.

terça-feira, 28 de junho de 2016

RESILIÊNCIA


Significado a palavra Resiliência.
- Propriedade que alguns corpos apresentam de retomar à forma original após terem sido submetidos a deformação elástica.
- Capacidade de se recobrar ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.

Especialistas em psicologia dizem que quanto mais resiliente você for, mais poder de recuperação aos maus tratos de toda ordem você será capaz.

São duas as maneira de encarar uma fase negativa que alguém possa estar passando. Uma seria quando situações ruins acontecem e há um atitude comportamental de aceitação. Quando você se coloca como vítima, e se assume sem controle pelo que aconteceu e por isso não tem nenhuma atitude de mudança. Prostração.

Atitudes frente às adversidades da vida são  aquelas consideradas como postura de pessoas fortes.  Todos os dias nos deparamos e todos terão exemplos à dar.
A frase “não importa o que fizeram conosco, mas sim o que fazemos com aquilo que fizeram com nós" aparece na consulta do Google citada em vários artigos sobre Resiliência. Uma citação motivadora e interessante.

Já a frase da ilustração do post foi tirada do FB. Merece crédito? Talvez não, mas que é motivadora, ahhh!!! e como.

A expressão da frase, tida como palavrão, está fora dos padrões "editorias" do SuperLinda.  Ouvi muitas vezes um amigo dizer isso à tudo que lhe incomodava ou quando dava por encerrado alguma questão indigesta. 
Opções de vida mal feitas para si mesmo, só é explicável como sendo uma questão não de escolha, mas da falta dela.  
Aprendi. Dizemos muitas vezes ao menos em pensamento.
RESILIE-SE com ela.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui 1 - Foto com a frase escrita "Resiliência: A incrível arte de se foder e continuar de pé". 


segunda-feira, 27 de junho de 2016

HELOIZA LEVA O SUPERLINDA AO PÓDIUM



Esta é Heloiza. Lutadora de Jiu-jitsu.
Natural de Recife - PE  veio para Joinville com 13 anos com a família. 
Sua trajetória de luta não é só no Jiu-jitsu. Busca performance e índices para o campeonato mundial em Abu Dhabi e para sua vida em crescimento pessoal.
Suas categorias ou bandeiras são Ares bij, DNAgoeillaz, koi artes marciais e Legionsthai.
O #superlinda não entende nada disso, mas apoia Heloiza que recebeu duas medalhas de ouro na competição do último final de semana em Santo Amaro da Imperatriz. Na Academia Koi Artes Marciais onde treina, ela desenvolve com toda a equipe um trabalho social na comunidade. 
Um grande talento!
                                   

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui 1 e 2 - Foto de Heloisa no pódium usando a camiseta do blog.  3 - Heloisa sozinha no pódium usando o quimono da luta. 4 - Heloisa no pódium junto com as competidoras classificadas em segundo e  terceiro lugar.  5 - Heloisa lutando no tatame.

sábado, 25 de junho de 2016

O SUPERLINDA PELO MUNDO - EM VIAGEM PELA EUROPA

Foto de costas é a cara do SuperLinda. 
A ideia parece contraditória, mas a pose com esse perfil você só vê no aqui. Virou marca registrada do blog SuperLinda. 
Quem usa a camiseta quer mostrar. Se tornou uma peça fundamental na bagagem de qualquer viajante.  Amigos que fazem do SuperLinda também um blog de viagem, não poderiam ficar de fora das postagem que levam o título de O SuperLinda pelo Mundo.
A adesão pelo uso da camiseta SuperLinda foi absoluta.  Na viagem com o grupo da BelTur levado por Heloisa Soter Correa, em dias diferentes, em várias cidades, em pontos turísticos diversos, todos literalmente vestiram a camisa.
Postar as fotos das voltas do #superlinda pelo mundo, muito mais do que obrigação do blog é o meu prazer.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui 1 - Fotos diversas dos amigos que usam a camiseta do blog como o nome escrito nas costas.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

REPORTAGEM - VIAGEM EM GRUPO PODE TER UM FINAL FELIZ




-Como trabalho de final de semestre, vocês deverão fazer uma reportagem de no máximo 4000 palavras, diagramada, com linha fina, retranca e olho. 

Este foi o recado da professora, Wania Célia Bittencourt de Jornal Impresso, para os alunos da 3a fase de Jornalismo/Ielusc.
Pronta para embarcar em uma viagem, propus que fosse esse o assunto da pauta, e ela aceitou. Tratava-se de uma viagem em grupo. Decidi por fazer uma análise do comportamento dessas pessoas durante a jornada. 

Depois de escrita computei 9000 palavras. Desespero total. Lida, relida, corrigida, consegui reduzir para 6000. Reportagem pronta. Reportagem entregue. 

Agradeço as pessoas que me deram tanto conteúdo. Uma experiência que resultou em mudança de comportamento para mim mesma, que tanto preconceito tinha com este tipo de viagem.


Abaixo a minha primeira reportagem na íntegra.

Raquel Ramos dos Anjos – Jornalismo 3a Fase Ielusc
VIAGEM EM GRUPO PODE TER UM FINAL FELIZ
Entender o pensamento de pessoas que participam de viagem em grupo pode mudar a ideia preconceituosa que se tem sobre quem faz esse tipo de turismo

            Durante uma viagem, obrigatoriamente, você entra em contato com outras pessoas, tem que obedecer regras, horários, respeitar culturas. Dentro desses aspectos, o grande desafio são as viagens em grupo, conhecidas pelos compromissos com horários marcados e programas pré-agendados.


            De Joinville, em Santa Catarina, um grupo de 15 pessoas, com idade média de 65 anos, optou por fazer uma viagem em grupo durante 15 dias com destino à Europa. O roteiro previa a chegada em Amsterdã, na Holanda, terminando em Budapeste, na Hungria, incluindo 7 dias de navio pelo Rio Danúbio.  
Numa viagem como essa é possível observar o comportamento dessas pessoas. Em geral elas têm como perfil, gostar de fazer amizades, viajam em grupo por segurança, preferem ter tudo organizado, sem se preocupar com reservas de passagem ou hotel. A professora Marília Teixeira, 63, diz com bom humor, que prefere este tipo de viagem porque corre menos risco de se perder, tem alguém para trocar ideias, além de contar com algum amigo para vigiar as malas no aeroporto.
Mesmo os mais viajados, demonstram certa dependência em relação ao guia local. Na chegada ao aeroporto de Amsterdã, a primeira cidade a ser conhecida, Dierick Fred, um jovem holandês, já aguardava o grupo, dando boas vindas e falando um bom português aprendido em viagens ao Brasil.
- Ahhhh!!! - comemorou o grupo dizendo já é “quase um brasileiro”.
                       Na opinião da guia Carolina Tzelinki, da cidade de Praga, osbrasileiros, em sua grande maioria, viajam em grupo porque não falam inglês, mas observa que os japoneses falam inglês e mesmo assim só viajam em grupo.
- São diferenças culturais - acrescentou.


COMPORTAMENTO
Olhar para o viajante em grupo da mesma maneira como são olhados as pessoas que formam grupos de bike, grupos de trilhas na montanha, grupos de estudo, grupos corrida pode ser o caminho para compreender melhor os grupos de viagem. Em geral, ter a mesma faixa etária, interesses, nível cultural e econômico ajudam no bom relacionamento do grupo.
Quem viaja em grupo comumente ouve as instruções com atenção. Ainda assim, alguém sempre chega perto do guia e repete uma pergunta para se certificar do que foi dito. Há quem após ouvir as informações sobre o uso de metrô, pergunta se pode pegar "qualquer linha para chegar no hotel."
Observa-se que, com o tempo, em viagens longas as panelinhas começam a se criar, entre elas a dos casais. Durante a viagem de navio, onde os lugares no restaurante são fixos, sentaram-se na mesma mesa. Nas saídas para passeio fora da programação, eles nunca saem sozinhos. Um casal sempre vai com outro casal. As mulheres sozinhas, sempre saem junto com uma ou mais mulheres. A psicóloga, especialista em terapia de casal, Arlete Correa, integrante do grupo, explicou que uma viagem é uma das tarefas indicadas quando um casal está em psicoterapia. Sair da rotina faz com que um enxergue melhor o outro. Mas alerta que neste caso, o indicado é uma viagem à dois. Na viagem em grupo, o ideal é que o casal esteja bem. Isto reforçará a união dos dois.
Algumas diferenças são notadas no comportamento das mulheres que viajam sozinhas em relação aos casais do grupo. Elas são mais agilizadas e falantes e a maioria já fez outras viagens. No mínimo, duas a mais do que os casais. Inge Wetzel Silva, que sempre viajava na companhia do marido, faz sua escolha por grupo de viagem “pela insegurança que o avanço da idade lhe traz”.
                        Também existem coincidências nas atitudes deles. Tanto os casais quanto as mulheres sozinhas dificilmente conversam com integrantes de outros grupos de viagem e aceitam cegamente as indicações dadas pelos guias. A sugestão, feita pela guia Carolina, em Praga, indicando o metrô para o retorno ao hotel por ter o custo menor do que de táxi, fez o grupo chegar mais tarde do que outros que fizeram o mesmo trajeto à pé. A bancária Luciene Costa, 58, contou no meio de muita risada:
_ Paramos numa estação errada.
                       
                        Experientes em viagens de grupo, garantem que não é só de horário marcado, visitas em museus e city tours que se constituem os passeios. Cada um tem a opção de escolher os programas que quer, além dos dias livres da programação.  Quem se predispõe à ir já sabe que é assim e vai porque gosta que seja assim. Uma viagem em grupo pode lhe fazer feliz .


RUTE FISCHER, 86, viaja na maior idade.
                 Entre os viajantes havia uma senhora de 86 anos acompanhada da filha. Para facilitar a locomoção dificultada pela idade avançada, ela era conduzida em uma cadeira de rodas. No check in, Rute aguardava fora da fila e conversou com a repórter. Perguntada se conhecia a Europa, respondeu com ar soberano:
-Simmm. Algumas vezes. Já morei na Alemanha, na época da guerra.
                        Na sequência contou fatos da sua vida incluindo que passou fome. Veio para o Brasil com 15 anos fugindo da escassez da guerra. Se formou florista. Na Alemanha para ter profissão como a sua, de pedreiro, de pintor de parede, é exigido curso técnico até hoje. Incentivada pela filha Maisa, está indo na viagem, para conhecer o Jardim das Tulipas em Amsterdã, o Keukenhof. Disse que essa é sua última viagem:
_Agora quero só ficar na minha casa bordando e lendo meus livros em alemão.
                        Rute faz bordado em ponto cruz e olhou como que insultada, quando perguntada se bordava com pano riscado.
_Nãoo nãoo! É tudo por receita contado ponto a ponto.
                        Durante a viagem, para seu conforto, a ela optou pelos programas matutinos descansando à tarde. Mulher inteligente e culta, mostrava-se incomodada apenas quando os amigos precisavam ajudar a filha à empurrar sua cadeira de roda.
                       


OLHO
                                Experientes em viagens de grupo, quem participa diz que não é só de horário marcado, visitas em museus e city tours que se constituem os passeios.  Cada um tem a opção de escolher os programas que quer, além dos dias livres da programação.
Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui 1- 2 Foto da primeira página  da reportagem diagramada. 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

QUE FRIO! QUE CHUVA!


Pra que tanto...

Esqueçam as necessidades climáticas e do meio ambiente.

Necessidades aqui, só as que fluem dos desejos de cada um.

Para todo lado que se olha tem gente encolhida, desejando uma cama quente, um cobertor. Barulho? no máximo o do filme da sessão da tarde.

Frutas e verduras em forma de salada estão descartadas. Sopas de qualquer sabor são bem vindas.

Chocolates, vinhos, sabores quentes.

De calor que venha aquele do corpo de quem te esquenta.
Um aconchego. 

Quem não gosta?