sábado, 30 de abril de 2016

AULA DE CORTE E COLAGEM também É COISA SÉRIA


            Foi com ares de ironia e desdém que os alunos receberam a orientação para recortar, de páginas de jornais, os exemplos solicitados no enunciado do exercício.
     Aos poucos os risos foram sendo substituídos por expressões de dúvidas e um certo buchicho começou.
- O que é mesmo uma cartola?
- Isso aqui, apontando para o jornal, é um intertítulo?
   Um tipo de exercício, comumente aplicado à alunos em idade de alfabetização, foi proposto numa aula de um curso superior. _Ichhh quanta indignação!
  O trabalho que a princípio parecia ser ridículo à estudantes de nível acadêmico, resultou em aprendizado divertido e lúdico.
E por que não? Quem disse que não estamos sendo alfabetizados?
  Ao final uma conclusão. Nunca mais será esquecido ou confundido os termos técnicos do jornalismo. Chamada, título, infográfico, olho, retranca, chapéu, são aplicados propositadamente para chamar à atenção do leitor para a matéria, sem que este se dê conta.

 


 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

DA SOLIDÃO DO CAMINHONEIRO NAS ESTRADAS


O reencontro em 2014 entre Sidor Albrecht, 57 anos, catarinense da cidade de Palmitos e sua filha, ainda hoje emociona a ele e a quem assiste ao vídeo. 
Ele, caminhoneiro, conheceu a mãe de Vitória com quem teve uma relação afetiva, quando foi trabalhar em Fortaleza (CE). Após alguns anos o casal se separou. Ele pegou a estrada e foi embora deixando a menina, de apenas 2 anos, com a mãe. Outros fatores, também contribuíram para que eles perdessem o contato entre si. Vide o vídeo.

A estrada que um dia os fez pai e filha foi a mesma que os separou.

A vida de caminhoneiro é uma vida à distância. À distância da família, dos seus amores, dos afetos e dos carinhos. Da rotina deles muito se fala, mas da realidade de suas vidas, poucos sabem.

Moram nas estradas, residem em pátios de postos de combustíveis, sentem falta de necessidades básicas de conforto, mas é da solidão o mal do qual mais sofrem.

Trabalham e moram sob casas rodantes transformadas, à noite, em quartos escuros cobertos de idéias fantasiosas de sexo. Idéias minhas, suas, nossas, muito mais do que deles. Eles estão cansados da satisfação física seguida da solidão que insiste em permanecer ali. Anseiam por relações afetivas, por um café da manhã com pão francês quentinho e sentados numa mesa.  Se mostram cansados de acordar a cada dia tendo ao seu lado um caminhão diferente como vizinho.

Vivem em conflito com a sua própria consciência pelo pouco convívio familiar que têm. E é essa mesma ausência, a maior das reclamações que recebem de casa. Cobrados como sendo uma situação imposta por eles, se sentem desprezados, pouco valorizados e desiludidos.

Os milhares de kms rodados fazem a distância se perder no tempo. Rompe fisicamente o amor entre pessoas, assim como os aproxima, fazendo 15 anos significar absolutamente nada diante de um abraço e um beijo.

*Crédito da foto a Marcos Franzão. 
No pátio de um posto, o cenário de sempre, Marcos conheceu Sidor Albrecht, nesta segunda 25. O lugar comum em que vivem, faz deles amigos sem precisar de apresentações. O assunto das conversas varia entre o valor dos fretes, os eixos dos caminhões, as cargas. Falam bobagens, fazem brincadeiras, contam histórias, confidenciam sentimentos e dramas.
A diferença deste caso, foi a deferência, dada ao SuperLinda, de ter conhecimento dessa história, receber a foto e o contato de Sidor. 
Expressar mais uma vez o respeito que aprendi a ter por vocês, caminhoneiros, faz do SuperLinda também um blog da estrada.



sábado, 23 de abril de 2016

MARCELA TEMER "BELA, RECATADA e DO LAR".


BELA
E como! 
Linda sem precisar fazer caras e bocas, mostrar bunda ou os peitos.

RECATADA
E muito!
Vive num palácio rodeada de seguranças e empregados sem a necessidade de chamar a revista Caras _ou similar_ para as poses da semana.

DO LAR
Sim. É do lar e muito mais. É também formada em Direito, tem um filho e é casada com Michel Temer. 

Olha...às vezes me dá uma preguiça!
O problema agora é a Marcela Temer. 

Sim é verdade. Você, Marcela, tem um grave problema. Aliás, vários. Você é linda, é jovem, é discretíssima, estudou e tem curso superior. É mãe, é esposa, é rica. E demonstra ser feliz.

Daí...é difícil suportar.  Isso é demais para cabecinhas machistas, pensantes e invejosas.

A foto que ilustra este assunto, nos meios de divulgação, é a mesma da posse em 2011, onde ela aparece ao lado do marido. Usaram uma foto antiga, talvez por não terem uma foto atual onde ela estivesse saindo de um grande centro de estética, academia de ginástica, ou lojas de grife. Melhor ainda, seria um escândalo no casamento, briga pela posse do filho. Mas não. Até agora, não há o que apague a beleza de sua imagem.

É quando você sente o preconceito contra a mulher bonita. Onde está a admiração que as pessoas dizem sentir pelas mães que dedicam suas vidas à cuidar dos filhos?  
Em plena época de luta contra a intolerância por opção sexual, por partido político, por escolhas de vida e respeito, Marcela Temer é o foco por ter uma vida recatada e ser do lar.

Essa pobreza de espírito me deixa indignada.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui:; 1 - Foto de Marcela Temer. 1 - Foto de Marcela ao lado do marido Michel Temer no dia a posse.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

COISAS QUE ME FAZEM FICAR FELIZ

Ando atenta ao #superlinda. Ele passa por grandes modificações. Tenho sentido falta, neste meu pequeno espaço, daquele toque característico original do início do blog. Aqueles posts com memes, blogagem coletiva, coisinhas de blogueira assim... sabe?...brincar. Afinal meu maior objetivo aqui sempre foi o de me divertir.

Nos últimos anos, algumas mudanças me obrigaram a tomar um rumo diferente na vida. Sem entrar nos detalhes bons ou ruins, tive que ter atitudes e fazer disso uma alavanca para o meu crescimento pessoal.

Passeando no mundo da blogsfera entrei no blog In Reverie Mine de Tatiane Maria. O título COISAS QUE ME FAZEM FICAR FELIZ, o primeiro de 52 posts, me trouxe uma reflexão. A felicidade é mutável. O que me fazia feliz deixou de ser importante. E como eu poderia me dizer feliz, passando pela vida sem ter conhecido o que hoje é o que me faz ficar feliz? 

Vou tentar fugir do básico. Saúde, paz, filhos, família, etc, etc.

Coisas que me fazem ficar feliz:

- Fazer uma selfie e ter para quem mandar.


- Caminhar. Com alguém querendo saber onde  estou, é muito melhor.
                                  

- Ter uma estrada como um caminho.


- Descer 1000 degraus e se sentir subindo coroada de dignidade. 


-  E a maior de todas - Conquistar a liberdade moral.

Semana 1
  

quarta-feira, 20 de abril de 2016

ANÁLISE CRÍTICA NARRATIVA - CAPA DA REVISTA VEJA


1 - Que história a capa conta?
- A capa foi feita com uma foto modelo oficial usada em repartições públicas. Rasgada e amarelada como se fosse coisa do passado.
- O objetivo é mostrar a derrota moral da presidente.

2 - Quais os elementos gráficos presentes?
- O rosto em destaque dispensa o nome de Dilma.
- Margem preta demarca, limita e alinha a página, representando uma moldura de parede.
- Letras centralizadas. A expressão Fora do Baralho, usada para aquilo que está descartado, sintetiza o pensamento da revista.
- O uso do contraste está na cor amarela com o fundo cinza envelhecido e desbotado.
- Destaque para uma só cor. Amarelo forte marcando vitória contra o vermelho do PT.

3 - Como esses elementos se apresentam hieraquicamente?
- A foto do rosto em tamanho grande ocupando a página inteira, representando o assunto principal da edição.
- A folha rasgada significando ruína.
- A faixa presidencial pouco aparente = pouco poder.

4 - Qual a interpretação possível da narrativa da capa? O explícito e o implícito.
-Explícito
 a situação atual da presidente = desfigurada.
-Implícito
 1/4 do rosto desfigurado representando = "quase"fora do poder.
     
 A revista Veja desta semana trouxe na capa, o assunto do momento. Provocador e polêmico. 
O objetivo aqui não foi discutir o impeachment. Os prós e os contras, nem representa a interpretação do #superlinda sobre o assunto.

O exercício foi proposto na aula de Planejamento Virtual. Em grupos, os alunos escolheram capas de jornais ou revistas publicadas durante a semana para responder quatro perguntas. Analisar o conteúdo, o que lemos e identificamos através da mensagem gráfica. 
Esta foi a leitura feita por Camila Azevedo, Leticia Rieper, Rodrigo Jordan e Raquel.


Nota: * No primeiro dia de aula com a Mestre Silvia Mendes, eu fiz um post aqui no #superlinda-link contando o meu desespero com essa matéria. Ontem ela deu sua última aula para nós, entregou a provas bimestrais, e eu ganhei a minha primeira nota 10 da faculdade. Ela segue novos caminhos profissionais, e eu volto a firmar minha admiração pela competência e didática dessa professora. Uma unanimidade entre todos os aluno.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui: Foto da capa da revista Veja.

terça-feira, 19 de abril de 2016

PRATICA JORNALÍSTICA NA FEIRA DO LIVRO DE JOINVILLE


Semana passada realizou-se uma nova edição da Feira do Livro no pavilhão de exposição do Centreventos Cau Hansen em Joinville.
Os alunos da faculdade de jornalismo Bom Jesus/Ielusc foram fazer a cobertura como atividade das aulas de Antropologia e Radiojornalismo.

O #superlinda aproveitou, fez uma pequena volta ao passado e deixa uma pergunta no ar.

Lembro delas, desde jovem e estudante íamos para Curitiba visitá-la quando ainda não havia em Joinville. O passeio, a feira, a viagem, tudo contribuía para que o evento se tornasse uma festa.

Hoje as Feiras do Livro sobrevivem heroicamente. As secretarias municipais, as escolas e alguns poucos pais continuam incentivando à cultura universal dos livros. Crianças motivadas sob a influência de quem lhes instruem, arregalam os olhos diante da quantidade e variedade. 
Desenvolver o gosto pela leitura é fundamental. A sociedade precisa de pensadores. Na descoberta das letras as crianças se deslumbram e se tornam devoradoras de livros.
Mas o que será que acontece no trajeto entre a infância, passando pela tumultuada adolescência até alcançar a idade adulta, com o gosto pelos livros? Por que tantos o abandonam no meio do caminho?

Escolhi por fazer o registro dos alunos jornalistas em atividade.
    Luiza Grilli, Leonardo Fernandes e Camila Silveira Rosa.


       Kaue Vezentainer, Mateus Tidre, Bruna Romão e Thaline Cardoso.

      Helena Bosse 

      Laura Bona Moll, Jessica Ramiro Pereira, Letícia Demori e Larissa Hort.

       Liandra Tank e Mariana Costa.

     Thuany Marcelino

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  Fotos dos alunos jornalistas, com os nomes escritos nas ordem da direita para a esquerda, na Feira do Livro de Joinville.

domingo, 17 de abril de 2016

O DIA D

Um dia D vitória ou Um dia D derrota.

                          
       
Este é o dia em que a Câmara decide por voto o prosseguimento ou não do  processo de Impeachment da Presidente Dilma.
Ainda sem saber o resultado, só uma boa sensação deveria ser unânime entre os brasileiros. A de que ainda adianta podemos fazer alguma coisa neste país.
No mais todos perdem.
Todos que até esse momento não pensaram o quanto de dinheiro público está sendo gasto numa sessão como essa. As horas extras pagas para o deputado, fora a entourage, que vai para votar contra ou favor da presidente. Não importa,  no final do mês o holerite chegará gordo.
Perde você que deu seu voto petista a este governo e que se vê na eminência de tê-lo desperdiçado.
Perde você que votou contra, perdeu o seu voto e não viu o do outro se fazer valer.
Perde você brasileiro que não vê seu país em pleno desenvolvimento.
Perde o brasileiro que ainda não entendeu que mesmo tendo sido eleita democraticamente, a presidente e todos que passam por este processo, estão ali com a obrigação de trabalhar pelos interesses da nação. Inclusive dos que não votaram nela.
Perde quem entende o impeachment de Collor, apoiado por Lula, como democrático  e o da presidente Dilma como golpe.
Perde quem diz que não adianta mudar porque Temer ou Cunha também são corruptos. Mas não foi para lutar contra a corrupção que o PT prometeu governar?
Brasileiros precisa mudar sim. 
Mudanças mexem em estruturas, abalam organizações. O que não pode mudar são os nossos olhos sobre quem quer que esteja lá no lugar que é do Brasil e não de partido ou político nenhum.

                                
   




sexta-feira, 15 de abril de 2016

DUAS GERAÇÕES em sua PRIMEIRA EDIÇÃO


Está aí. Foi lançado. Foi dado o primeiro passo. Feito como amadoras. Desenvolvido obrigatoriamente como atividade curricular. Contamos com a orientação decisiva da professora Silvia Mendes. Publico sem ter recebido o retorno da avaliação, pela simples sensação do "conseguimos".

Um FANZINE é um encarte de historinhas. O mundo evoluiu e o Fanzine também. Criamos um online e optamos por contar as nossas histórias. 
A minha e da Leticia. Duas estudantes de jornalismo separadas por 41 anos de idade. DUAS GERAÇÕES que se fizeram amigas.


*Nota: Obrigada Camila S Rosa, colega de turma, por sua colaboração.
Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui   1- Foto da capa da primeira edição do Fanzine representando duas mulheres em imagem de sombra preta. 2 - Foto da página 2 do Editorial desta Edição escrito por Raquel e Letícia com uma arte apontando os assuntos que serão abordados, como entretenimento, fitness, viagens. Ao lado a página 3 - Dia a Dia escrito por Letícia com fotos dela em seu trabalho na televisão. Foto 3 - Página 4 - Os Prazeres de Ser Blogueira, por Raquel Ramos com foto do baner do blog www.superlinda.com

terça-feira, 12 de abril de 2016

SÍNDROME DO CORAÇÃO PARTIDO


Uma pesquisa feita na Universidade da Dinamarca e apresentada pelo Jornal Bom Dia Brasil da rede Globo, comprova que a perda de um grande amor pode levar até a morte.
Chamada a Síndrome do Coração Partido, segundo a pesquisa internacional, ela afeta a saúde e aumenta em 41% o risco de arritmia, em caso de morte do parceiro ou familiar.
Quem já enfrentou uma desilusão amorosa, sabe o quanto dói um coração partido. Conclui a pesquisa.

Mas há também a dor do amor interrompido não pela morte. O amor não correspondido pode ter a mesma intensidade e causar uma patologia tão grave quanto a provocada pela perda da morte. Quem garante é o psicólogo Ailton Amélio, que criou a Teoria do Desapaixonamento. 

Para amar é preciso ter admiração e esperança na reciprocidade. É na inversão desses valores que o psicólogo trabalha. Ele garante que é como por os pés no chão. O exercício é feito buscando encontrar as imagens ruins do outro sem distorcer as verdades, apenas separando o que é real do que é imaginado.

E é aí que os castelos se desmoronam, os encantos se acabam e as síndromes se curam.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

AULA AOS SÁBADOS DE MANHÃ


Neste último sábado em mais uma aula de Youtube Imagem e Linguagem tivemos a participação especial do Geek Antenado Rondinele Alves. Contando experiências da vida de youtuber, o jovem matogrossense, nos falou que começou sem saber nada com uma câmera de celular.
Sua rica experiência rendeu muitas perguntas de todos. Entre elas sobre os rendimentos alcançados com o seu trabalho. 

A dificuldade é tanta, até que se consiga alcançar independência financeira, que me virei para a professora e comentei:_ é nessas horas que me pergunto o que é que eu estou fazendo aqui, neste lindo dia de sol, quando poderia estar na praia... E caímos na risada.

Ao final da aula posamos para essa foto e ela, a professora Beatriz Cavagnaghi, postou em sua página do FB com o seguinte comentário: "Turma linda de todo sábado, na disciplina Produção para Youtube.  
Hoje com a participação especial do Geek Antenado Rondinele Alves, contando experiências da vida de youtuber."
                
E assim  encontro resposta para o meu comentário. É isso...você e esta turma linda estão fazendo a minha cabeça nos sábados de manhã. É por isso que estou lá.
Quem vai nessa? Aula sábado de manhã é só para os fortes.

Ouçam o vídeo que gravei enquanto ia para a aula e observem os questionamentos do dia. #tudofecha.


Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui   1- Foto em grupo dos alunos que fazem a matéria YouTube nos sábados de manhã.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

SOU COXINHA E USO IPHONE


Sim. Sou coxinha e uso Iphone. Uma qualificação pejorativa para quem não é do atual partido governista do Brasil.

Sim. Sou coxinha e uso Iphone, mas também sou e já fui muito mais do que isso.

_Já fui criança e estudei em escola pública.

_ Já tomei sopa servida na escola como merenda.

_Já tive 10, 12, 15 anos e ia para a escola a pé, porque meus pais não tinham carro.

_Já tive pai, que depois de aposentado voltou a trabalhar porque a pensão que recebia não cobria as despesas da casa e dos três filhos que tinha.

_Não fui à Disney com 7 anos, nem ganhei a viagem dos sonhos como presente de 15 anos ou formatura.

_Já assisti televisão na casa de vizinhos, enquanto meus pais não puderam comprar uma para nós.

_Ainda tenho mãe, que trabalhou a vida inteira como professora de manhã, de tarde e de noite, para contribuir na renda da familiar e de quem ainda hoje, com 84 anos, vergonhosamente lhe cobram Imposto de Renda sobre a aposentaria que recebe. Falo de pensão do INSS, não sob rendimento de aplicação bancária.

_Já dividi meu quarto com minha irmã, porque a casa que eu morava com a minha família era pequena, com um único banheiro.

_Já fui professora de jardim de infância, quando ainda nem tinha o segundo grau completo. 

_Já fui professora de primeiro grau e ia para o trabalho à pé.

_Já fui estudante do curso superior de História na Univille, porque meus pais não podiam pagar meus estudos fora da cidade.

_Já fui bancária. Trabalhava em período integral e pagava minha faculdade.

_Já andei de ônibus para ir trabalhar e para faculdade porque não tinha carro.

_Fiz um concurso público e passei, sem apadrinhamento, porque estudei muito, cobrada e obrigada por meu pai.

_Tenho casa própria porque paguei durante 30 anos o  financiamento do Sistema Nacional de Habitação.

_Meu primeiro carro foi um fusquinha usado, comprado com financiamento de banco.

_Já trabalhei muito em finais de semana, já dormi de madrugada para fazer trabalho ou estudando e para cuidar de filho com febre e dor de garganta.

Aos 61 anos ainda exerço a profissão _sou produtiva_sou blogueira e estudante de jornalismo. Tenho estabilidade conquistada com trabalho. Não fui beneficiária de herança ou pensão.

Uso Iphone, sou coxinha, continuo na briga e luto com todos os brasileiros por melhoria social, educação, saúde, economia.

Só não abono governo corrupto.

terça-feira, 5 de abril de 2016

HISTÓRIA DA GELATINA. O START da ERA DO GRÁTIS




A ORIGEM DA GELATINA

"A gelatina é proveniente de carne e ossos. É aquela substância translúcida e viscosa que sobe à superfície quando você cozinha a carne. Mas se você coletar o suficiente dessa substância e submetê-la a um processo de depuração, ela se transforma em outra coisa: a boa e velha gelatina. Pó em um pacote, muito distante de suas origens, o tecido conjuntivo e a medula óssea vindos direto do matadouro.”

Mais do que saber da origem orgânica da gelatina, é interessante conhecer a estratégia que Woodward usou para divulgar esse produto.

Em 1895, o carpinteiro de LeRoy, Nova York, empacotador de remédios, entendeu ser possível tornar a gelatina mais atraente e comerciável.  Tentativas frustradas de outros fabricantes não o intimidaram.
E assim misturando sucos de fruta, açúcar e corantes, a gelatina tornou-se colorida, transparente e divertida. Recebeu o nome de Jell-O e o sucesso parecia garantido.

O fracasso total nas vendas levou Pearle à vender toda a marca, o nome e os segredos por $450 a Orator Frank Woodward.  O fracasso nas vendas repetiu-se nas mãos de Orator, que ofereceu a Nico pelo preço de $35 e esse recusou.

Em 1902, Woodward e seu diretor de marketing, William E. Humelbaugh, da empresa Genesee Pure Food Company, determinados a fazer valer essa mercadoria, criaram um anúncio da Jell-O  como “A Sobremesa Mais Famosa da América”. O impresso, de várias páginas como um livro, descrevia as maravilhas do produto, como poderia ser usada, variações e receitas.

Os dois sócios usaram seus vendedores comerciais como um artifício  para divulgar o impresso.

“Isso foi uma forma inteligente de contornar o problema dos vendedores. Enquanto viajavam pelo país em suas carroças, eles eram proibidos de vender porta a porta na maioria das cidades sem uma dispendiosa licença de vendedor ambulante. Mas os livros de receitas eram diferentes: dar coisas de graça não era vender.”

Por razões econômicas não podiam dar amostra grátis do produto, assim espalharam gratuitamente os impressos das receitas que só poderiam ser utilizadas se comprassem a gelatina.

A partir daí encontramos a gelatina nos supermercados e foi o ponto de partida para o que hoje é a ERA DO GRÁTIS.

Esse texto serviu de estudo, numa aula de economia de mídia, para linkar o grátis do fornecimento das informações da gelatina levando o consumidor a comprar o produto. 
Tudo se resume ao mundo da internet onde o grátis não grátis. O público da era digital acostumou-se à gratuidade na web e não parece disposto a pagar pelo acesso as informações, mas paga por produtos que indiretamente são vendidos gratuitamente por esse meio.
Percebemos na divulgação da gelatina  que o grátis é só a trajetória para chegar ao que não é grátis.
Ao exemplo do que hoje, as gigantes Google, YouTube, oferecem serviços gratuitos e mesmo assim, ou por isso mesmo, são as empresas bilionárias da ERA DO GRÁTIS.

O texto faz parte do livro Free de Chris Anderson.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  1 - foto  minha onde estou segurando um pote de gelatina vermelha.
2 - foto da capa do livro Free.

sábado, 2 de abril de 2016

O CANAL DO SUPERLINDA NO YOUTUBE


Hoje o #superlinda postou seu primeiro vídeo no canal criado no YouTube. Feito sem nenhuma experiência, assim como um dia publicou o primeiro post aqui no blog.

Desenvolvido como atividade da aula YouTube Linguagem e Mercado, uma matéria optativa escolhida por considerar uma ferramenta básica, para quem tem blog. E, hoje, um nicho forte para o jornalismo.

O canal poderia ser "protagonizado" por  qualquer pessoa, sobre qualquer assunto, mas teria que ser criado e produzido por nós, alunos. No projeto escrito foi dado enfoque à dificuldade em encontrar canais com o perfil do que esta sendo criado. Isso denota uma carência nesta linha e pode significar um mercado a ser explorado.

Para o #superlinda definir o tema foi simples. Seguiria o padrão do blog. Executar e colocar em prática nem tanto. O canal terá que permanecer como Raquel Ramos_até que fique muito famoso_ porque assim foi aberta a conta, que já existia há tempo. A alteração só é permitida depois de um número_milhares_de acessos.

Criado o banner, feito o vídeo de apresentação, só tenho a dizer que de um jeito ou de outro saiu. Resta, agora, buscar com quem realmente entenda da dinâmica, da arte do mercado, orientação e auxílio para reformular e construir este novo mundo do #superlinda.

O desafio é do tamanho de um oceano. Nova linguagem, postura corporal, oralidade, naturalidade, espontaneidade. 

Uma desenvoltura a ser conquistada. 

Link do vídeo de apresentação do canal #superlinda do YouTube.


Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui 
1- Foto do banner para o canal do youtube - 2 - link do vídeo de apresentação do canal superlinda