sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

84ª Flag na Taiwan encerra 2016 do #SuperLinda



Hoje a comemoração é pela conquista da 84ª Flag indicativa do número de diferentes países de onde é acessado o #Superlinda. Tawian, a pequena ilha no Oceano Pacífico, tem sua rica história marcada entre 12 a 15 mil anos atrás, viu o exército da dinastia Ming expulsar os holandeses e da economia baseada na agricultura transformar-se numa potência em fábricas de artigos eletrônicos.

Este é um post que serve perfeitamente como o de encerramento do ano de 2016. No Brasil, passamos pelo carnaval chegando ao brilho das Olimpíadas. Das mudanças e dos escândalos políticos à Lava Jato, coroada de êxito, agora, com o apoio da Suíça.  Dos trágicos homicídios_anônimos_ em número maior do que os dos países em guerra, de acordo com o site GI (link)  à tragédia da queda do avião da Chapecoense que alçou o mundo.

Uns com mais outros com menos, alegrias e tristezas, a grande sorte de todos nós, independente de querermos ou não, é que o tempo passa. Os anos e os seus números andam, aceleram, e faz a roda girar. 

Em se tratando de números, o aumento deles pode significar menos, assim como a diminuição pode significar mais e melhor. Analisando os do SuperLinda é possível observar que em 2016 foram publicados 100 posts a menos do que em 2014 e 51 a menos do que em 2015.

Por outro lado em 2014_ com 4 anos de existência o blog comemorava 100.000 visualizações, uma média de 25 mil visualizações/ano. Nos últimos dois anos _ em 2016 comemoramos 400.000 visualizações _ representando 150 mil visualizações/ano. Um dado mais expressivo e importante do que quantidade de posts.
Embora a frequencia de postagens tenha se alterado por acaso e não por estratégia, serviu bem como argumento dessa análise. Mais do que a quantidade o importante é a a qualidade. O motivo que levou a diminuição dos posts foi a falta de tempo disponível que hoje é ocupado pelas atividades da Faculdade de Jornalismo. Por outro lado esse é o mesmo motivo que notadamente se vê na melhoria da qualidade de textos apresentados.

Trazemos uma carga de ambição em cada um desses dados. Vaidade, há de se ter, isto é autoestima e é o que nos move. porém, honestidade, pés no chão e caráter é o que nos dá credibilidade.

O ano se encerra, mais uma vez, com sucesso.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  1- Foto do registro da flag de Taiwan. 2 - Foto do registro de 400 mi visualizações do blog.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O SuperLinda pelo Brasil Afora - GUARAPARI - ES


Verão, férias, praia e lá vai o #SuperLinda pelo Brasil afora.
A 64 km da capital Vitória, no Espírito Santo, Guarapari é uma grande opção de viagem.
As praias de Bacutia e Meaípe, ainda com características de aldeia de pescador,  são as mais procuradas desta região do litoral capixaba.
O prato típico, a famosa moqueca capixaba feita com tomate, coentro, azeite e urucum, aguça qualquer paladar.
Bernardo Borba e Thizarth Berbet são amigos que fazem do #SuperLinda também um blog de viagem.







Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  1 - Foto de Bernardo com a camiseta do blog superlinda na praia de Bacutia. 2 -  Vista da praia de Bacutia. 3 - Foto do prato de moqueca capixaba de frutos do mar.  4 - Foto de Bernardo com a camiseta do blog superlinda na praia de Meaípe. 5 - Foto de Bernardo e Thizarth 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

HAKUNA MATATA PARA VOCÊ EM 2017


"SEM PROBLEMAS" Este é o significado das palavras Hakuna Matata.  

Originária do idioma suaíle falado na Africa Oriental, especialmente no Quênia e na Tanzânia. O site significados.com.br diz que "Hakuna" significa "não há" e "matata", "sem problema".

A expressão ficou conhecida mundialmente em 1994 com o filme Rei Leão, quando Timão e Pumba aconselhavam Simba a não se preocupar com nada e viver cada momento se divertindo ao lado das belezas naturais.

Na letra da música tema do filme, indicada ao Oscar, os dizeres "os seus problemas você deve esquecer, isso é viver, é aprender" são repetidos como refrão.

Mas, há também uma definição bastante irreverente _ e porque não? _ do site papodebar.com , que diz hakuna matata é: "esqueça seus problemas, fodasse que você terminou, fodasse o estress".

Assim o SuperLinda sugere aos de bem com a vida, cada qual com seus problemas, amarguras, medos, aflições, que encarem num faz de conta o significado que melhor lhe convém, e que tenham todos um FELIZ NATAL e 2017 cheio de novos desafios a serem vencidos. 

Há quem prefira reflexões mais profundas sobre o tema, pois bem, ser feliz é responsabilidade de cada um.

O azulejo com a inscrição foi presente 🎁 dito com essas palavras "HAKUNA MATATA para você". Emoldurei e coloquei na parede.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui   1 - Foto do quadro  na parede com a inscrição Hakuna Matata.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Discolândia - De pauta de radiojornalismo para o SuperLinda



"Em Joinville, uma loja  que literalmente podemos chamar de uma loja musical, do aparelho de som ao discos de cd e vinil  sobrevive apesar do mundo digital.

Há 47 anos no mercado, Alexandre Wojtech e Marli Silva Avancini nos falam dessa história que se confunde com a cultura musical do joinvilense.
Estamos nos referindo a Discolândia, aquela alí na rua XV que todos conhecem".

Foi assim que iniciou, a pauta para o programa Lead Cultural transmitido pela Rádio Udesc FM com os alunos David Reis e Raquel Ramos, da 4a. fase de jornalismo do Bom Jesus/Ielusc, no último dia 06/12 pp, com orientação do professor de radiojornalismo Ciro Götz.

Impossível dizer em 3 minutos de entrevista, na rádio, tudo o que Marli falou sobre os desdobramentos do comércio de rua até a queda das vendas na concorrência com as megas lojas da internet. Junto com Alexandre, seu marido, permanecem com a Discolândia aberta e se mantém sempre em contato com seus fiéis clientes. 

Alexandre faz uma relação entre duas fases da música afirmando que "o fim do vinil significou o começo da pirataria com a chegada do cd". Até então não haviam réplicas e cópias que não fossem autorizadas, completou ele.

Entrar no corredor de acesso à loja é fazer uma viagem no tempo da música. Dos móveis, cartazes na parede, discos de vivil, os cds dispostos nos balcões horizontais, trazem a memória os tempos em que ter música em casa era ter que ir na loja para comprar e aguardar a chegada dos lançamentos anuais sempre com ansiedade. 

Alexandre e Marli têm histórias emocionantes por uma vida inteira dedicada à música. São profundos conhecedores de nomes de artistas, compositores, ritmos, bandas, nacionais e importados, instrumentos musicais, aparelhos de som. Dos artistas que conheceu pessoalmente, Marli destaca a visita do maestro Ray Conniff quando esteve em Joinville. Perguntada sobre fotos do encontro, ela fala colocando a mão sobre o peito: 

_Tenho todas as lembranças guardadas no coração, porque naquele tempo não havia celular para tirar fotografia. Ele dispensou os seguranças e ficamos mais de uma hora aqui dentro conversando, conta ela.

Ter uma loja de discos significa vender discos e Marli que já fazia isso normalmente, se desdobrou para ganhar o prêmio lançado pela fábrica da EMI.  

_Foi janeiro de 1981. Quem vendesse mais, no Brasil inteiro, ganharia uma passagem e ida e volta para conhecer a fábrica de discos em São Bernardo do Campo e assistir no Morumbi o show da banda Queen. 
A vencedora foi ela mesma, que com o orgulho, conta que conheceu e conversou com Fred Mercury.

O casal traz consigo a cultura dentro si. Ele, a da Alemanha, seu país de nascimento  e ela, a do seu pai, o escultor Mario Avancini. Ambos preservam o que de mais importante uma sociedade precisa ter. A história, o conhecimento e principalmente o amor por Joinville. 


Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui   1 - Foto de Marli, Alexandre e Davi Reis. 2 - 3 -4 - 5 e 6 fotos do interior da loja Discolândia, 7 - Foto de Marli e Raquel.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

SUPERDOTAÇÃO: a realidade de conviver com altas habilidades



Superdotação: a realidade de conviver com altas habilidades

Por Raquel Ramos

Uma sala de 20 metros quadrados abriga dez cérebros notáveis. É o grupo do “Construindo Novas Ideias”. A primeira sensação ao entrar nessa sala, onde se sabe que só há “gênios”, naturalmente era estereotipada. No primeiro encontro se confirma a ideia anteriormente passada, pelos professores, de que são pré-adolescentes espertos, espontâneos, interessados e interessantes. A preocupação nos cuidados que se deveria ter para fazer contato com eles, como se fossem objetos em experimento guardados numa bolha de cristal, também desaparece de imediato. Eles não têm o menor constrangimento em falar sobre o motivo pelo qual estão ali, naquele mundo de pequenos jovens desenvolvendo suas capacidades como portadores de Altas Habilidades/Superdotação.

A apresentação da peça de teatro “Cinderela Moderna”, na Semana de Literatura e Artes, foi escrita e produzida por eles mesmos. Giovana Bonatelli, uma das alunas, de 12 anos, fez a apresentação dizendo: “Sou aluna da turma de Altas Habilidades e estamos aqui para apresentar este trabalho elaborado em nosso espaço ‘Construindo Novas Ideias’”. No texto os personagens usam vocabulário próprio para a idade e à época moderna, como indica o título. Durante a apresentação veio à tona a expressão “crush” e foi a própria Geovana quem me explicou o significado da palavra: “É um termo usado para substituir o nome de alguém por quem se tenha interesse de possível namoro, para que não seja identificado por pessoas da roda de amigos”. Durante a peça, usam o celular para simular ligações telefônicas e fazem cenas de procura por Pokémons.


A Escola Básica Jandira D’Ávila foi a escolhida para aplicação do projeto. A seleção entre os alunos do 5º ano, com idade entre 10 e 11 anos, foi por critérios estabelecidos, primeiro, pela observação dos professores em sala de aula e depois com testes aplicados entre as crianças, os pais e os professores, onde as respostas obrigatoriamente deveriam coincidir entre os três grupos, ou no mínimo entre dois dos envolvidos. Com base nos resultados eles passam a ser potenciais frequentadores das aulas especializadas dentro da própria escola. A possibilidade de frequentar a classe onde podem desenvolver suas altas habilidades é como se desse a eles um novo gás que os acalma. O esvaziamento das potencialidades acumuladas dentro si, ou o abastecimento delas com novas informações, permite que voltem para a sala comum e continuem no mundo dos que têm habilidade normal. Esta foi a segunda impressão, após participar de uma atividade comum entre eles. É como se sentissem um alívio colocando para fora ou alimentando ainda mais o cérebro com conhecimentos acima dos demais colegas.

As Altas Habilidades não fazem deles crianças arrogantes, prepotentes ou, como dizem, “se achando” melhores do que ninguém. São simplesmente crianças. “Estamos aqui para desenvolver o nosso potencial”, disse Emily Rodrigues, de 12 anos.  De longos cabelos cacheados, seus olhos se transformam num risco só, de tão aberto que é seu sorriso. Falante, inclusive com os braços e mãos, conta, sem timidez, que ganhou o primeiro lugar no Concurso Show de Talentos do grupo de escoteiros do qual participa. Esperta e vivaz, participa de aula de canto e violão na escola Arte e Fé, no bairro onde mora. Gosta de música pop internacional, prefere amizades com pessoas acima da sua idade, mas a sua melhor amiga é Giovana, também da turma de AH/SD.

Programa de inclusão do Aluno de Altas Habilidade/Superdotação na educação pública do Brasil

De acordo com informações disponíveis no site do MEC, em 2008, "a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva fundamenta-se nos preceitos de uma escola em que cada aluno tem a possibilidade de aprender a partir de suas aptidões e capacidades". “É uma modalidade de educação escolar que orienta a inclusão em classes comuns para todas as etapas e níveis de ensino na Educação Básica. A mesma necessidade antes dada à pessoa com deficiência agora se volta para atender o aluno de Altas Habilidades/Superdotação”, explicou Beatrícia Rossini Pereira, técnica da 5ª Gerência Estadual de Educação em Joinville (SC). Beatrícia disse ainda que “em 2015 a Fundação Catarinense de Educação Especial escolheu como polo a Escola Básica Jandira D'Ávila para ser o centro do projeto de identificação de alunos Portadores de AH/SD em Joinville. Levou-se em conta tratar-se de uma escola grande, localizada em uma região populosa, com uma direção comprometida”.

Na Jandira D’Ávila o diretor Alcinei da Costa Cabral e os pedagogos, explicou Joice Cristina Ribeiro, coordenadora do Atendimento Educacional Especializado (AEE), precisam ter disponibilidade para participar de cursos e seminários de especialização, além de muito empenho em buscar parcerias para as atividades especiais. Joice explica que  duas vezes por semana em aulas, de duas horas cada, no contra turno, os professores desenvolvem trabalhos partindo do interesse do aluno e da necessidade da criança.

Esse acompanhamento, segundo Gislene Gazaniga, pedagoga, professora da turma de AEE, foi iniciado em 2016. “São estudantes que têm indicadores e que ainda estão sendo analisados. Eles se destacam nos seus pares, ou seja, entre si, se comparado aos da mesma idade, do mesmo nível de escolaridade”, confirma a pedagoga. Enquanto para a maioria da classe o conteúdo precisa ser repetido, para essas crianças de Altas Habilidades toda a matéria dada em aula pode tornar-se, pela facilidade de assimilar, cansativa. Todos elas, disse Gislene, tiram notas altas, acima da média, e, já no último bimestre estão aprovadas para o ano seguinte.


Entre os alunos, desse primeiro grupo, Lara Evelyn dos Santos, de 11 anos, cabelos compridos, alta e magra, já no mês de novembro está aprovada em todas as matérias e se destaca pela leitura de temas acima do nível comum para a idade. Ela conta que seu gosto é por leitura de assuntos da 2ª Guerra Mundial. Já leu a Lista de Schindler e O Diário de Anne Frank. Lara gosta de saber como as pessoas superaram suas dificuldades em situações dramáticas e anotou imediatamente o nome do livro Escolha de Sophia, quando indicado, como o próximo livro a ser lido. Sugeri que pedisse ao Papai Noel e com um imenso sorriso e brilho infantil nos olhos exclamou: “É mesmo. Boa ideia”.
           
Analu de Souza, mãe de Lara, diz que desde os três anos ela começou a se interessar mais por livros, jogos, desenhos, lápis e cadernos, do que por brincadeiras de bonecas. Analu ressalta que ela tem fácil relacionamento com crianças, porém em determinados momentos prefere a companhia dos adultos. Contou, ainda, que no próximo ano, quando completar 12 anos, irá, a pedido de Lara, levá-la para visitar o Museu da Guerra, em Curitiba, onde só é permitido a entrada a partir dessa idade.

Psicólogos anotam importância do teste de QI para diagnosticar superdotados

Na escola pública, seguindo orientação do programa da Fundação Catarinense de Educação Especial, não se aplica o teste Quociente de Inteligência, conhecido como teste de QI. Segundo a coordenadora esse teste só mede o índice acadêmico. As Altas Habilidades podem ser também artísticas, esportivas ou criativas, e isto não pode ser medido pelo método de QI.  Já Maria Gabriela Ramos Ferreira, neuropsicóloga, professora dos cursos de Psicologia e de Medicina na Univille, diz que a aplicação do teste de QI é indispensável para o diagnóstico e para confirmar se a criança está dentro dos quesitos que a caracterizam como portadora de Altas Habilidades/Superdotação.

O artigo “Pensando sobre a inteligência, a criatividade e genialidade – uma conversa informal com educadores”, escrito por Elisabete Castelon Konkiewitz, médica neurologista, no site Neurociências em Debate, aborda este assunto: “A definição aceita pelo MEC é a de que são considerados superdotados todos aqueles que apresentam notável desempenho e/ou elevada potencialidade...”. Outra informação interessante é que “a superdotação se revela por um conjunto de traços e características, e não apenas pela velocidade do desenvolvimento, ou por demonstrações de inteligência. Com essa visão ampliou-se, e muito, o número de pessoas consideradas superdotadas em nossa sociedade”.

No entendimento do Dr. Júlio Koneski, neuropediatra, são três as características que envolvem o portador de AH/SD: habilidade acima da média em uma ou mais áreas; comprometimento com as tarefas; criatividade. “Alguns estudiosos acreditam”, acrescenta, “que a carga genética esteja mais envolvida com a primeira das três características, sendo as outras duas, consequências da primeira e influenciadas pelo ambiente e estímulos recebidos. A maioria dos estudiosos da genética comportamental concorda atualmente com o papel da hereditariedade, sem, no entanto, saber ao certo quais seriam os genes envolvidos, ou o possível mecanismo”.

Talita Mara da Silva, psicóloga, entende que todos os aspectos, tanto cognitivos quanto intelectuais, assim como o emocional, devem ser observados para o desenvolvimento do Superdotado. Ela vê a avaliação quantitativa como mais um instrumento, que somado à avaliação qualitativa, valida com maior segurança o diagnóstico da criança. “Na avaliação quantitativa”, diz a psicóloga, “é possível ver quais as áreas com maior e/ou menor potencial. Porém, existem controvérsias quanto às avaliações quantitativas, porque o potencial intelectual hoje é considerado plástico: ou seja, depende das situações vivenciadas por cada indivíduo, que possam favorecer o desenvolvimento de suas capacidades. É importante considerar, no atendimento desses alunos, fatores como a socialização, que em muitos casos é prejudicada pela defasagem entre intelecto e idade cronológica ou intelecto e o estado emocional.

Sobre os testes de QI, Julio Koneski, não considera fundamental a aplicação. Porém, entende como uma ferramenta excelente e precisa para formalizar o diagnóstico presumido clinicamente e diferenciar AH/SD de crianças apenas “talentosas”, de “genialidade” e “prodigialidade”. Auxiliam também no diagnóstico diferencial entre outras síndromes comportamentais, como Asperger (transtorno neurológico ligado ao espectro autista) e TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade).

O atendimento escolar

O AEE, na Escola Jandira D’Ávila, serve para suplementar conteúdos que esses alunos não têm na sala de aula comum, mas que naturalmente pesquisam, têm interesse e levam ao conhecimento do orientador. “Os portadores de Altas Habilidades são especialmente talentosos”, afirma a pedagoga Elisangela Bozza. “Alguns deles têm facilidade em física, química, matemática; outros em leitura, história, e buscamos parcerias que nos auxiliem nas atividades e conteúdos”. A pedagoga continua explicando: “Atualmente temos a colaboração da professora Sandra Maria Peppes do Vale, mestranda da Universidade para o Desenvolvimento de Santa Catarina (Udesc). Ela desenvolve seu trabalho de pesquisa com o título “Sequência didática de ensino da zona oceânica do ensino fundamental”. Sandra é professora de ciências, formada em química e biologia. Seu objetivo é aliar a química, física e biologia no ensino fundamental.


Em uma aula prática realizada no laboratório de química da Udesc, a mestranda Sandra fala usando o vocabulário técnico. Termos como “inconsistência científica”, “bioluminescência”, “zona eufótica”, “disfótica”, “afótica”. Sandra explica que não é exigido que os alunos saibam esses termos de forma decorada. Os dados e nomes científicos servem para usar como informações, saber como pesquisar e principalmente compreender.

Dentre os alunos, a mestranda cita o exemplo de Thiago Timóteo dos Santos, de 11 anos. Ele tem o interesse todo voltado para ciências. Com dificuldade em português, a estratégia para fazê-lo trabalhar esta disciplina e “com a prática conscientizá-lo da importância de estudar os conceitos de Português, levando-o a compreender que, como cientista, tem que saber comunicar o seu feito através de um artigo escrito.

Thiago fala muito rápido, chegando a se atrapalhar entre uma palavra e outra - nítida impressão de quem corre atrás para acompanhar seu próprio raciocínio. Ele construiu, em papelão, o foguete Saturno V, da sua altura, e explica com naturalidade e domínio do assunto, que o Saturno V “queima 20 toneladas de combustível por segundo no primeiro estágio e leva dois minutos e meio para desacoplar do Kennedy Space Center”. Perguntado sobre o conhecimento que ele tem dessas informações, ele diz que assiste a documentários e pesquisa na internet.

Sandra qualifica os 10 alunos com quem trabalha como potenciais a se tornarem cientistas. Segundo ela, a ciência é resolver problemas, é ir além, é pegar as informações e estudar, experimentar e concluir, e esses alunos foram selecionados por terem essa característica. Eles são pesquisadores. O mais importante para a ciência é ele ser curioso e buscar as informações.

Na aula de confecção do Lapbook eles próprios criam, colam e fazem pastas, fichários com recortes, desenhos, “minilivros” e dobraduras feitas com papel colorido. Maria Nunes Bayer, de 11 anos, tem a técnica da arte apurada. Ela não deixou de fazer ciência porque misturou uma tinta com a outra, enquanto Thiago foi para o computador pesquisar as informações que queria para reproduzir de maneira mais exata o ambiente oceânico e suas espécies. Bianca da Silva dos Santos trouxe informações pesquisadas de casa.

O que há de comum entre todos esses alunos é que vão chegar ao objetivo do trabalho por caminhos diferentes. São alunos que pesquisam com objetivos. A mestranda: “A Bianca trouxe tudo anotado e sabia qual o tamanho de papel que precisava, porque sabia quantas linhas tinha que escrever. Isso mostra a organização dela e não que ela seja melhor do que os outros”. Na execução, contam também com participação voluntária do acadêmico de biologia marinha da Univille, Luiz Guilherme da Silva Pereira. Terminado o ano letivo e a conclusão do trabalho sobre as zonas oceânicas será feita uma exposição na escola a partir da segunda quinzena de dezembro.

Reportagem premiada diz que Brasil desperdiça talentos

 Uma reportagem da revista Época sobre pessoas com Altas Habilidades ganhou recentemente o prêmio Estácio de Jornalismo de melhor reportagem de Educação. A produção “O Brasil desperdiça seus talentos”, da jornalista Flávia Yuri Oshima, informa que o último dado divulgado pelo Inep, órgão que contabiliza as estatísticas oficiais de Educação, mostra que o país possui 13.308 superdotados. “O dado é irrisório. A estimativa mais conservadora da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que há 10 milhões de superdotados no Brasil, ou 5% da população. Esse percentual refere-se apenas aos superdotados intelectuais, com facilidade em raciocínio matemático ou línguas. Considerando todas as dimensões nas quais um superdotado pode se sobressair, o percentual por país gira em torno de 10% da população. Ou seja, provavelmente há mais de 20 milhões de brasileiros talentosos invisíveis”, explica Flávia.  

A seleção de alunos na Escola Jandira D’Ávila foi feita nas três turmas de 5o ano que somam 90 alunos dentre os quais 10 foram escolhidos, sendo cinco meninos e cinco meninas. “Se pensarmos que temos cerca de mil alunos, somente aqui nesta escola, podemos projetar um desperdício muito grande de aproveitamentos destas capacidades”, concluiu a coordenadora Joice. “É um trabalho que estamos ainda nos aperfeiçoando. Ao final deste ano, todos serão reavaliados para então sabermos quais deles continuarão, no próximo ano, neste projeto. E todos eles têm consciência que estão sendo avaliados e que poderão ou não continuar neste grupo. Vamos avaliar novos alunos que frequentaram as classes de 5o ano durante 2016 e que serão integrados a esta turma, que permanecerá, para darmos continuidade no projeto de inclusão escolar. E já está em pauta, para 2017, o desenvolvimento de um trabalho de robótica com a Udesc”.

Nas palavras do Dr. Julio Koneski, nota-se uma preocupação de carinho dedicado às crianças de Altas Habilidade/Superdotação. “Ser diferente da maioria pode ser um problema. Desigualdades geram angústias, receios e medos. Crianças diferentes de seus pares têm maior dificuldade de socializar e interagir”. “Percebo”, continua, “que crianças superdotadas apresentam um maior grau de inquietude, rapidez de raciocínio e impaciência para a rotina, o que às vezes, gera sofrimento”. A realidade é que necessitam de orientação, estruturação e planejamento adequados que deem sustentação ao seu desenvolvimento psicoemocional e organização cognitiva.

Atendimento especializado em Joinville



A psicóloga Paula Nathalie Noquet, formada em 2015 pela Univille, diz que na matéria Técnicas de Exame e Aconselhamento Psicológico, o assunto de diagnóstico do superdotado foi estudado durante dois anos na faculdade. Porém, a psicóloga sentiu necessidade de aprimorar seu conhecimento com especialização quando terminou a faculdade. Paula informa como orientação que a universidade mantém um atendimento clínico de psicologia, na rua Urussanga nº 444, para pessoas com baixa renda e em qualquer idade. Para isso, esclareceu, é necessário um cadastro no serviço da secretaria da faculdade, e acrescenta que o CENEF – Centro de Estudos e Orientação na Família, no mesmo endereço, também presta atendimento a família carentes.



Considerações finais e pessoais sobre a experiência que não faz parte da matéria

Este é o resultado de um trabalho feito para a matéria Jornalismo Impresso III - Faculdade de Jornalismo Bom Jesus/Ielusc.
Durante 3 meses acompanhei essa turma de alunos de Altas Habilidades/Superdotação da Escola Básica Jandira D'Avila em Joinville (SC) para fazer uma reportagem. 
Me encorajei a publicar no #SuperLinda antes da devolução corrigida pelo professor por único motivo. Nada do que venha a ser alterado pela correção técnica e de indiscutível capacidade do Mestre Sandro Galarça, vai tirar o sentimento de realização pessoal que tive com este trabalho. 
O conhecimento do assunto adquirido com as professoras, as psicólogas e o médico, as orientações do professor Galarça, fundamental para o resultado final, pode ser lido na matéria. Porém, a amizade, o aprendizado adquirido da convivência  com essas crianças/adolescentes é imensurável e não será a  nota vai mudar a experiência que tive com eles. 



Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui   1 - Fotos  dos alunos em sala. 2 - Fotos dos alunos durante a apresentação da peça teatral.  3 - Foto do LapBoock. 4 - Foto dos alunos no laboratório da Udesc. 5  e 6 - Foto dos alunos em sala de aula. 7 - foto minha com alguns alunos e 8 foto minha com a coordenadora Joice e as professoras Glslene e Elisangela.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Em Joinville tem SECRETTO CAFÉ

Foto Chrystian Ilg

Um sofisticado café plantado no centro nervoso de um dos mais populares bairros da cidade de Joinville. O Aventureiro. A frase não causaria espanto se fosse a descrição de um local num grande centro como NY ou SP. A chamada tendência off ou seja fora dos centros onde tradicionalmente funcionam os bares chiques, restaurantes e cafeterias.

Os sócios Eduardo Baschung, cirurgião dentista, e Carlos Eduardo Diazzi, arquiteto, tinham motivos pessoais para se estabelecerem ali. Além do consultório de Eduardo, os dois mantinham uma sala locada há mais de 3 anos, no mesmo prédio, a espera de uma  boa idéia de negócio. A inspiração veio em forma do que é o Secretto Café. 

A cafeteria aberta, tinha a intenção de suprir a falta de um ambiente agradável que servisse um rápido café, um doce ou um salgado de sabor delicado, naquela quadra comercial. Um serviço para atender as necessidades e as pessoas que por ali transitam diariamente, incluindo os próprios sócios. 

Aqui, por a mão na massa, não é só para fazer a comida. Toda a mão de obra, pintura, marcenaria, foi executada pelo próprio dono, que não esconde nenhum detalhe. Ao elogiar a parede de plantas verdes artificiais, ele de pronto disse: É tudo de loja de 1,99.

Pequeno e discreto, quem passa pela movimentada rua mal o vê. Destaca-se apenas pela bom gosto da decoração externa. Um convite para entrar e sentar. O arquiteto, lamenta somente que os detalhes de requinte dado na decoração afasta o público a quem ele inicialmente queria alcançar.

O estilo aplicado ao Secretto Café, infelizmente, diz o arquiteto, constrange as pessoas mais simples do bairro, que se sentem inibidos de entrar aqui com a roupa de trabalho. Mas fazemos questão, continua ele, de dizer sempre, que é uma cafeteria para quem quiser entrar e se deliciar com nossos sabores. 

Contou, ainda, sorrindo, de já ter visto pessoas, lá dentro, fotografando o cardápio e avisando para outros amigos, via whatzApp, que os preços são justos. Temos interesse em que todos saibam disto, completou. Por outro lado, observa, tornou-se curioso ver, que outras tantas, saem do centro da cidade para vir até aqui apenas para tomar um café. 

O "Secretto" segredo do Café é o preciosismo. 

Foto Chrystian Ilg
Foto Chrystian Ilg
Foto Chrystian Ilg
Foto Chrystian Ilg
Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui   Fotos do interior e decoração do Secretto  Café  e de pratos servidos. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Futebol e Costela uma tradição no BUTECO DO JAJÁ


A receita de como assar uma costela, Jair Ferreira de Andrade, o Jajá, não conta para ninguém.  Ele só diz que aprendeu ali mesmo, no bar, há 30 anos, com o falecido Restides Eccel. Junto com o "Alírio do campo do Caxias", Eccel era o mais conhecido assador de costela de Joinville no final da década de 70.
             A tradicional costela, o bolinho de carne – sem esquecer a cerveja gelada – e a televisão sempre ligada em um canal de esportes fazem do “Buteco do Jajá” um dos pontos de encontro preferidos no Guanabara. Localizado na movimentada Rua Florianópolis, o bar existe há mais de 40 anos, mas nem sempre foi do jeito que é hoje.
             O atual proprietário trabalhava como garçom e conta que o local, já era conhecido pelo bolinho de carne. Quando Jucá, o antigo dono, colocou o ponto à venda, Jair e sua esposa, Patrícia de Araújo, enxergaram uma boa oportunidade. O casal planejou as modificações necessárias para a melhoria física do ambiente e acrescentou um atrativo, a tradicional costela assada, servida com farinha de mandioca. A maionese de batatas feita por Patrícia também é opção de acompanhamento.
Com o tempo, o “Buteco do Jajá” foi se tornando referência como ponto de encontro de pessoas ligadas ao esporte. “Jogadores de futebol, como o Lima, são nossos clientes”, conta Patrícia. Em dias de jogo do JEC, o número de pessoas aumenta. “Diversas vezes, programas de rádio entrevistaram clientes ao vivo, aqui no bar, no intervalo dos jogos”.
              Quando tudo começou, o lugar não tinha um conceito tão positivo. Não havia banheiro adequado, era frequentado por usuários de drogas e o público era formado apenas por homens, bem diferente de hoje. Jajá atribui a mudança à presença de sua mulher. “Aqui não é permitido que nenhum homem ‘mexa’ com qualquer mulher dentro ou mesmo na calçada em frente ao bar”, declara Patrícia. Quando algum engraçadinho tenta contrariar a regra, tem que se retirar do local.
Mário José Lino da Silva, 60 anos, empresário do ramo de tornearia, trabalha e sempre morou no bairro. Ele e a esposa Carmêndia Vieira da Silva, professora aposentada, costumam ir ao boteco às sextas-feiras para comer costela. Carmen, quando não vai ao campo do JEC com a amiga, confere a transmissão do jogo diretamente do bar. O marido não gosta de ir aos jogos.
              Jair e Patrícia são casados há quatro anos. Ela também trabalha em sua própria empresa de doces finos e artesanais para festas e casamentos, mas ainda encontra tempo e disposição para ajudar a "tocar" o bar. Nos fins de semana, são assados aproximadamente 150 quilos de costela e é nos domingos que o movimento se intensifica. O aroma da carne assada e a simplicidade são ingredientes certos para atrair tanta gente.

Repórter Raquel Ramos 
Publicada originalmente no Primeira.Pauta,  edição de nº 128 do Jornal laboratório da Faculdade de Jornalismo do Bom Jesus/Ielusc.
                                 



Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  -1 Foto da fachada do prédio do Buteco do Jajá.   e 2 e 3 Fotos da página do jornal onde foi publicada  e 4 Fotos do  interior do bar, mostrando os clientes assistindo o jogo do JEC, 5- Foto de Jair Ferreira de Andrade, o Jajá, cortando a costela para servir aos clientes. 6 e 7 Fotos de Camendia , Mário e clientes do bar.