quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Significado do Buquê Paralímpico - Tókio 2020


Legenda #PraCegoVer. Card com fundo rosa e a imagem da mascote Someity, escrito em cor branca a frase "O Significado do Buquê Paralímpico. Embaixo à esquerda Gabriel Araujo com medalha na boca e o buquê preso no pescoço. À direita Julyana Cristina da Silva, medalha e buquê na mão direita, braço esquerdo levantado com os punhos fechados. Ambos usam agasalho verde e amarelo da seleção brasileira.

Você já percebeu a diferença entre o buquê dos atletas Olímpicos e dos Paralímpicos nas cerimônias de premiação Tóquio 2020? Agora a mascote é Someity com predominância das cores rosa e branco uma referência da flor de cerejeira chamada Somei-yoshino.

De acordo com a explicação dos desenvolvedores, Someity teria os sensores táteis das flores de cerejeira, com grandes capacidades físicas e mentais, uma amostra dos obstáculos superados pelos atletas paralímpicos. A mascote “tem uma presença calma e tranquila, guiada por uma forma interior, mas podem exibir superpoderes que personificam a tenacidadee a determinação dos atletas paralimpimpicos”. Do site Educa+ Brasil.

Ela foi criada para simbolizar o poder mental, a força física e superação de obstáculos dos paratletas. Someity tem o poder da telepatia, de voar, a capacidade de mover objetos sem tocá-los e de se comunicar com os elementos da natureza.



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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Significado do Buquê Olímpico - Tókio 2020


Card de fundo escuro mostrando o amanhecer em Tóquio, os círculos coloridos marca das Olimpíadas, escrito em letras brancas na parte de cima "Você conhece o significado dos buquês que os atletas recebem nas Olimpíadas?". Na parta inferior o buquê na mão de uma atleta e o nome do blog.

Os buquês entregues aos medalhistas no momento da premiação são uma tradição em todos os Jogos Olímpicos. Porém, os do Japão têm um simbolismo especial. Eles são feitos de flores naturais colhidas das áreas atingidas pelo desastre nuclear de Fukushima e da região devastada pelo terremoto e tsunami em 2011.

Os elementos que formam o buquê Olímpico Tokio 2020 são: 

EUSTOMA - uma flor verde, de Fukushima.

GIRASSOL - vem de Miyagi, cidade conhecida pelo cultivo de rosas e representa a memória de quem foi afetado pela tragédia.

GENTIANS ou gencianas - uma pequena flor azul, cultivadas em Iwate, no litoral, região devastada pelas ondas gigantes.

ASPIDRITAS - de folhas verde-escuras, cultivadas em Tóquio escolhidas para representar a cidade -sede.

MIRAITOWA - a mascote. "Mirai" significa futuro e "towa" a eternidade. A mensagem do Japão para o mundo é a celebração do passado e do futuro.

As flores, o mascote, representam o renascimento japonês. Os produtos cultivados naquelas regiões têm o objetivo apoiar o desenvolvimento da economia local. Servem, também, como um símbolo de "gratidão ao povo do mundo por sua cooperação e gentileza", disse o presidente do Nippon Flower Council, Nobuo Isomura, no site oficial das Olimpíadas.


ASPIDRITAS - folhagem de cor verde

Eustoma - flor de cor verde


Gentians - flor de cor azul


Mascote inspirada na tecnologia, nos mangás e animes, nas cores azul, branco e preto.

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sexta-feira, 30 de julho de 2021

Dias frios pedem gorros e com eles o pompom

Legenda #pracegover Foto sobre card de cor cinza com galhos e gelo do inverno. Aparece da esquerda para direita: Raquel blusa e gorro de pompom preto, Leticia com blusa preta e gorro cor de rosa, Fernanda com blusa e gorro de cor branca. Na parte superior o nome do post, na parte inferior o nome do blog em letra branca.


Nestes dias de inverno o gorro é uma peça indispensável como forma de proteção contra as baixas temperaturas e ventos fortes. Mas, também, servem para adicionar cor e estilo ao vestuário. Sendo estes, de tricô e pompons, pode-se dizer que já se tornaram um clássico da estação.

Hoje em dia, os pompons são usados como acessório de moda, porém há histórias por trás deste detalhe que poucos conhecem. Em sites da internet você encontra informações de que eles foram criados por marinheiros franceses no século XVII para proteger as cabeças dentro dos barcos que eram muito baixos ou das batidas contra os mastros do navios.

Se verdade ou lenda, a  certeza de que eram usados está nas fotos antigas que vemos nos uniformes desses marinheiros. As histórias dos pompons não terminam por ai. Há quem diga que serviam para cobrir as emendas das costuras das boinas, que os vikings da Escandinávia já usavam nos anos 800 e que eram úteis para limpar as armas. Considerando o frio que faz nos países escandinavos não dá para descartar essa possibilidade. E, se nos dias atuais usamos estopa de pano para limpeza, podemos considerar como certas todas as hipóteses sugeridas.
 
Os pompons aparecem em uniforme escolares, trajes típicos como os da Escócia e no folclórico chapéu das mulheres, de nome Bollenhut, na região da Floresta Negra, na Alemanha. A sua divulgação é vista como detalhe para embelezar, colorir, usados inclusive como brincos e chaveiros.

Encontrado em peças de vestuário, feminino, infantil ou masculino, a verdade é que solidificado no gorro de lã de inverno, o pompom é moda.

 

Card de fundo branco com imagens pessoas e gorros com pompom. Na esquerda imagem de um cachorro de pelo bege e branco com gorro de cor vinho.

Card de fundo amarelo com boina de cor azul marinho, pompom vermelho no topo, na borda está escrito Marine Française em amarelo. Nas pontas laterais superiores desenhos de âncoras.

Traje típico da região da Floresta Negra na Alemanha. Três mulheres de blusa manga bufante de cor branca, colete preto com detalhes em roxo. Chapéu com 8 pompons vermelhos sobre aba larga na cor branca, amarrado sobre o queixo com fita preta.

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sexta-feira, 9 de julho de 2021

A 116ª Flag do SuperLinda é do Sudão do Sul

 

Superposição de imagem da bandeira do Sudão do Sul  com o gráfico do registro  da Flag  recebida para o blog. A bandeira em listras horizontais nas cores, de baixo para cima, preto, vermelho e branca, intercaladas com listras finas na cor branca. Do lado direito sai um triângulo apontado para para o centro, na cor azul com uma estrela amarela no centro.

 

Somente 7% da população possui acesso à Internet e energia elétrica. Ainda assim a 116ª Flag do SuperLinda veio deste país africano tão carente de necessidades básicas, de saneamento e serviços públicos.

O país viveu a mais longa guerra civil da África. O Sudão do Sul conquistou a independência em 9 de julho de 2001 e a Constituição assinada em 7 de julho de 2011 estabeleceu um sistema presidencial. Mas a crise socioeconômica e a miséria assolam a população. O sistema de televisão é de controle estatal, porém existem emissoras de rádio FM privadas. 

E assim o SuperLinda é visto por mais um país deste mundo afora.



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sexta-feira, 2 de julho de 2021

O Tour de France e os 100 anos da Camisa Amarela

#PraCegoVer  Fundo do card feito com imagem do pelotão de ciclismo. Exposição das camisas da esquerda para a direita a amarela, branca de bolinhas vermelhas, a  verde e camisa branca. Acima das camisetas está escrito O Tour de France e os 100 anos da camisa amarela. Embaixo o nome do blog.

A CAMISA AMARELA do Tour de France é conferida ao ciclista que é o líder da classificação geral da competição por tempo. O mais rápido ciclista ganhará o direito vesti-la ao fim e será o grande vencedor do Tour. A importância deste título faz dela a mais ambicionada camisa da competição. 

Este o terceiro maior evento esportivo, atrás apenas das Olimpíadas e da Copa do mundo. O Tour de France é cercado de tradição,  histórias e grandes nomes. A primeira corrida foi realizada em 1903 e só interrompida nos anos das Guerras Mundiais. A comemoração dos 100 anos da Camisa Amarela dá um  sentido maior para o evento e principalmente para o atleta vencedor deste ano.

Mas a competição não é apenas pela camisa amarela. Há outras de cores diferentes com disputadas acirradas no pedal. Se você está acompanhando o Tour, ou eventualmente assistiu alguma etapa de torneiro de ciclismo, já ouviu sobre as cores das camisas atribuídas a esse ou aquele competidor. Especificamente na Volta da França são:

CAMISA BRANCA COM BOLINHAS VERMELHAS – Indica o melhor ciclista nas etapas de montanha. É chamada a camisa do “rei da montanha” para os atletas denominados escaladores.

CAMISA VERDE – quem veste é o líder da classificação por pontos. Esta é uma especialidade dos sprinters. Em cada etapa há locais marcados como "chegadas intermediárias". Ao alcançar essas marcas, em primeiro lugar, o ciclista pontua e a soma deles dá o direito de vestir esta camisa.

CAMISA BRANCA - premia o ciclista mais rápido com menos de 26 anos com os mesmos critérios da camisa amarela.

O uso da camisa de cor diferenciada possibilita a identificação do ciclista no Pelotão.  Nome dado ao grupo principal. Aquele aglomerado compacto de corredores que se desloca em conjunto.

A largada de 2021, do Tour de France, aconteceu em 28 de junho em Brest, na região da Bretranha. A chegada com todo o glamour que merece será em Paris, no dia 18 de julho, depois de 3417 km pedalados.

Um espetáculo único de beleza pelo colorido do pelotão em um cenário ora de campos verde, ora de montanhas brancas cobertas pela neve. Capacetes, luvas, sapatilhas brilham ao sol ou sob chuva. Velocidade, resistência, força sobre bicicletas pilotadas por habilidosos atletas de ponta fazem desta competição um grande espetáculo.


Nota: As cores das camisas dos líderes variam de país para país. Enquanto na volta da Espanha a camisa do vencedor é de cor vermelha, no Giro d'Itália o alvo é pela Camisa Rosa. O mesmo ocorre com as camisas das outras categorias.

 

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quarta-feira, 19 de maio de 2021

A consagração de Joinville como a Capital Nacional da Dança em forma de Museu

Arte/Foto feita na entrada do museu. Parede de tijolinho a vista escrito o nome do Museu em letra preta. Sobre ele, eu usando calça comprida preta, tênis vermelho, jaqueta azul marinho com o nome do blog nas costas. Do lado direito imagem de uma bailarina de sapatilha e traje de dança clássica, cor cinza. Na posição vertical o nome superlinda na cor dourada.



A visita ao Museu da Dança de Joinville, localizado na rua Vargeão 79, ao lado do Centreventos Cau Hansen, foi a grande boa surpresa da semana. A emoção ao rever a história, na entrada da primeira sala, é consumada, na saída, com a bailarina virtual que brinda o visitante dançando o Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky.

Ainda que recente, a tradição de Joinville como a cidade da Dança, é louvável a preocupação e iniciativa em preservar lembranças para que não se percam no tempo. A sequencia da exposição dos cartazes de cada ano, dos moletons, bótons, bonés, e até as sacolas plásticas da Feira das Sapatilhas, é uma viagem agradável ao passado. Um circuito iniciado, nas primeiras apresentações, na Sociedade Harmonia Lira, passando pelo Ginásio Abel Schulz, Ivan Rodrigues e atualmente no Centreventos.

Tudo está documentado. Elementos que não poderiam faltar e que tocam a cada um em particular, como aconteceu com Heloisa Soter Correa. Ela foi proprietária da Loja Shop 246, apontou para os selos colocados sob o balcão com tampo de vidro e, como um testemunho, contou: "A organização entregava aos comerciantes esses selos para colar nas embalagens. Dessa forma o turista levava junto com a compra uma lembrança do festival", e completa: "Também entregavam os cartazes e a programação para distribuirmos aos clientes".

Assim como Heloisa, eu revi fotos e imagens de antigos festivais que assisti da plateia. Lembranças memoráveis como a de Mikhail Barysnikov no festival em 2007. O acervo tem doações de bailarinos e pessoas famosos ligadas a dança, figurinos de peças clássicas em participações inesquecíveis.

Com muitas referencias das apresentações do Balé Bolshoi, o Museu é da Dança. Embora, seja impossível dissociar os dois assuntos, o que na verdade, nem queremos. Conhecida mundialmente por ser a única cidade que tem uma Escola do Teatro Bolshoi, fora da Rússia, o museu conta a trajetória do Festival de Dança de Joinville.

Há dez salas temáticas e interatividade virtual em todas elas. O museu associa referências da dança, como maquete dos maiores teatros do mundo e a história das caixinhas de música com suas bailarinas rodantes. A saída é feita através de um pequeno corredor com o teto forrado de sapatilhas, de cor pérola, penduradas sobre nossas cabeças. Uma delicadeza de encher os olhos.

Viabilizado por meio da iniciativa privada, tem na tecnologia o melhor dos efeitos para encantar a todos. 


Primeira sala. Parede de fundo, em cor amarela, exposição dos modelos de troféus e poesia escrita sobre tom verde. Moletons pendurados no teto. Na parede direita o Centreventos Cau Hansen.

Quatro sacolas de plástico presas na parede de tijulinho à vista com a arte referente ao ano do festival de cada uma. Identificado a segunda do ano de 1992 e a última do ano de 1989.

Selos das lojas dos anos de 1997-1994-1995-1992-1993

Corredor de saída com sapatilhas no teto. Fotos penduradas na parede de cor vinho .


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quinta-feira, 13 de maio de 2021

Com o Level Café Joinville entra na era do Rooftop

 

Vista da cidade, prédios, ao fundo a Serra do Mar. Final de tarde, céu com nuvens. No interior do Level Café, protegido por vidro e muro pintado de marrom. Deck de madeira para sentar e plantas verdes com iluminação amarela. Na parte de cima do card está escrito em letras brancas o título do post e na parte de baixo o nome do blog.


Joinville ganha o primeiro espaço aberto ao público no chamado rooftop com o Level Café, no terraço do edifício de mesmo nome, na rua Orestes Guimarães. Inaugurado em junho de 2020 a proposta, mesmo que indireta, pode ter sido a de oferecer um lugar ao ar livre possível de circular em período de pandemia. Um local ótimo para lanches ou, na saída do trabalho, fazer um happy hour.

A palavra rooftop vem do inglês e em tradução literária quer dizer telhado. Os rooftops, já populares em muitos países e grandes cidades, são terraços criados no alto dos edifícios para o lazer. O que de mais comum há entre todos é a linda vista que se tem da cidade.

Em Joinville não foi diferente. Lá de cima, a paisagem é espetacular e vai até onde a vista alcança. O Level Café - @levelcafe.jlle - tem um ambiente clean e  tranquilo. Excelente para um café, um drink, um vinho, um doce, uma sopa/creme e principalmente para uma boa conversa.

O paisagismo trás um verde baixo e harmoniza com plantas de galhos sem folhas criando um cenário minimalista. Seco sem perder a harmonia e apropriado ao conceito de menos é mais.

 

Parte interior de trabalho, balcão de exposição de comidas, um caixa, parede, parte de cor marron fendi, e revestida de madeira. uma mesas redonda com três cadeiras de cor cinza. Ao fundo mesa retangular com 6 cadeiras encostada em uma parede de espelho. Sobre a mesma, um lustre de cristal e lâmpadas amarelas.

Foto panorâmica da parte interna do terraço. Luz indireta, piso e teto branco, contornado de deck de madeira para sentar, estrutura metálica preta. Plantas verdes e ao fundo vista da cidade de noite com os prédios iluminados.


Vista panorâmica da cidade no final de tarde, prédios, ao fundo a Serra do Mar, eu de costas usando blusa branca escrito o nome do blog, corte de cabelo no ombro. No jardim do terraço plantas baixas verde e árvore de galhos sem folhas.


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*postagem sem interesse comercial.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Maio o mês da Flor de Laranjeira

Arte feita com metade do lado esquerdo de transparência branca com o nome do post.  Lado direito o pé de laranja com as flores brancas, ao fundo o céu azul. Em baixo, escrito o nome do blog em letras brancas. Foto de Raquel Ramos. Arte de Leticia Rieper.



A flor de laranjeira é a flor do pé de limão, da cidreira, ou, como o nome sugere, da laranja. Ela simboliza a pureza, a castidade, a inocência e a fertilidade. Por esses valores e, tradicionalmente, por florescer no mês de maio ela passou a representar as noivas.

Por este motivo se tornou bastante popular nos casamentos. Usada para decoração de eventos, desta natureza, e a representar o desejo de felicidade, amor eterno e fidelidade para o casal.

Também conhecida como flor de azahar, de origem árabe, e trazida por eles para a Europa,  há muitos benefícios associados à ela. Das pétalas da flor é extraído o óleo de néroli, essência para a água de colônia, desde o século XVII. 

Usado na aromaterapia, em produtos para o tratamento da ansiedade, da indigestão e como alternativa para problemas de insônia. Porém a literatura disponível sobre os efeitos terapêuticos, não dispensa o seu uso sem recomendação médica, especialmente por mulher grávidas.

Na culinária, 1/2 colher de chá de água-de-flor-de-laranjeira, e somente 1/2 colher, pode ser acrescentada ao azeite de oliva, sal e limão no tempero de salada. Se na confeitaria ou sobremesas ela realça sabores e aromas.

Além dos benefícios medicinais, ela possui também poder afrodisíaco. O perfume que exala desperta bons sentimentos e diminui a tristeza.



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Links pesquisados

Flores e seus significados 

Mundo boa forma




quinta-feira, 22 de abril de 2021

O melhor Chinéque de Joinville é o da Keunecke

 

 
Arte montagem de fotos. Visita à padaria Keunecke. Acima, à esquerda, eu comendo um chinéque em frente a padaria de parede pintada de vermelho com letreiro amarelo e nome da panificadora em letras pretas. À direita, no sentido horário, sentados na mesa, o Jair, a Carla e eu. Embaixo foto aproximada do livro de receitas, aparece as mãos do Jair e as minhas. Lado direito, dentro da parte interna de fornos. Jair e Raquel de pé, usando máscaras, ambos de blusa azul marinho, em frente à uma bandeja de chinéque.


O melhor chinéque de Joinville, escolhido na enquete feita pelo blog SuperLinda, é o da Keunecke - Mercado e Panificadora, localizado na rua Anita Garibaldi nº 1694. Esse título já foi conquistado em 2015 em concurso do Jornal A Notícia, em 2018 na pesquisa feita pelo OCP News Jornal Digital e no mesmo ano pela Página Joinvilleiros. Ainda assim o proprietário Jair Keunecke se mostra surpreso e satisfeito com o novo resultado.

A receita explicada por Jair, e eu não sou a primeira a querer saber, chega a lembrar uma equação matemática. Uma soma de ingredientes que vai muito além do trigo, da manteiga, e do fermento. Ganhe um antigo livro de receita de pães, incluindo o de massa doce,  acrescente a farofa de cuca da Dona Leonida, mais pesquisa e estudo de aprimoramento, muitas tentativas a base de erros e acertos, mais matéria prima de qualidade.  O resultado é o chinéque da Keunecke.


Uma pincelada na história

A distância, se medida em tempo, entre a primeira fornada e a de hoje, é de aproximadamente 30 anos. A história envolve a família, natural da cidade de Luiz Alves, que se mudou para Joinville em busca de oportunidades. Na época, em 1962, o avô, senhor Augusto Keunecke, comprou o Mercado Dalchau que funcionava ali mesmo onde estão até hoje. Vendia-se de tudo. Desde ferramentas, cimento, prego, grãos, panelas, enlatados. Em 1994, os dois irmãos Ademar Keunecke - pai de Jair - e Orlando Keunecke decidiram dividir o comércio. O tio ficou com a parte das ferragens e o pai assumiu o mercado e a padaria. Isso aconteceu durante a implantação do plano real e as inseguranças econômicas do período. 

Naquela época, as pessoas iam comprar carne, pão, produtos coloniais, mousse, melado de cana,  manteiga, tudo à granel, direto no balcão. Não havia gôndolas espalhadas como atualmente. A padaria sempre existiu, mas no início era um ponto de venda, e não de fabricação própria. “Quando houve a separação da loja começamos a fazer o nosso próprio produto.  A  minha mãe, que já fazia pão em casa, uma tradição de família, desde os tempos da minha avó, começou a produzir em maior quantidade para colocar à venda”, conta Jair.

Além do pão caseiro, Dona Leonida Keunecke, mãe  de Jair,  passou a vender,  a mesma cuca que servia para a família. “Naquela época a gente vendia uma média de 120 pães por dia. Era pão de batata, pão de aipim e o pão de trigo, fora a cuca que logo se tornou um grande sucesso". Tudo feito à mão. Amassado e sovado dentro de uma bacia. Como se fazia antigamente” diz o proprietário.


Mecanizar foi uma necessidade

Vendo a exaustiva atividade da mãe, Jair sentiu a necessidade de automatizar o trabalho e foi pesquisar sobre maquinário de panificação. Lembra que comprou as primeiras peças de uma padaria anunciada para fechar e que funcionava próximo ao Hospital Dona Helena, na rua Blumenau. Adquiriu uma divisória de massa, forno, formas e uma amassadeira. 

Com o preço acertado, o negócio fechado, voltou no dia seguinte para pagar e levar o material quando foi surpreendido pelo dono da tal padaria que lhe presenteou com um caderno de receitas dos pães que produzia. Neste caderno, entre tantas outras, havia a receita de massa doce. Base para fazer sonhos, bisnaguinha, pão de leite e o tão famoso chinéque


O Segredo

Foram feitas muitas alterações na receita inicial para chegar ao ponto ideal. O que não mudou foi a farofa que é colocada sobre a massa. O segredo do chinéque da Keunecke é essa farofa. Uma receita da mãe de Jair.  O segredo ele conta, mas a receita da farofa não foi e não será revelado. Desde o início, quando começaram  a produção, era o Jair que estava à frente de tudo, ao lado da Dona Leonida.  “Ela  fazia, experimentava e me dava para provar” e eu dizia: “isso tá bom, isso não está”. Esse era um hábito que ela tinha e passou para mim desde quando fazia bolos ou outros pratos em casa.

Para fazer uma massa doce é só calcular a porcentagem de trigo, de sal e existem muitas fórmulas para isso na internet, “mas a farofa da minha mãe, não”, diz ele enquanto infla o peito de orgulho.  A maior preocupação do empresário é fazer um produto que o cliente leve pra casa e ao comer depois de 3 ou 4 horas tenha a qualidade e o sabor o mais próximo possível daquele de quando comprou na loja, o tão famoso pão fresquinho e saído na hora. “Mesmo que esse ponto não seja exatamente igual, ao degustar, o sabor tem que levar o cliente a este pensamento, a lembrança daquele pão saído do forno”, pondera.


Nada pode dar errado

Há 18 anos casada com Jair, Carla Keunecke, fala da trajetória dos dois e sobre como dão continuidade à história da família. “Em alguns detalhes ainda mantemos tal qual quando era do meu sogro. Como exemplo, o horário de funcionamento. Ele nunca abria nos sábados à tarde ou domingo, porque era um momento da família se reunir”, conta. Um hábito que permanece até hoje. Todos os assuntos da empresa são conversados com o marido, mas ela trabalha efetivamente na parte administrativa, compras, vendas, preços. 

Sem hesitar, diz que o marido é perfeccionista. Pergunto o que não pode dar errado. Da mesma maneira, segura, ela afirma: “Nada pode dar errado”. E segue explicando que eles não comem chinéque todos os dias, mas é necessário provar sempre para ver se está bom. Quando notam alguma alteração de sabor é preciso saber o porquê.  “E é o Jair que consegue,  através do paladar, saber o que aconteceu", e acrescenta: “essa sensibilidade no paladar, é muito pessoal dele, uma herança adquirida da mãe”. Carla diz que ele desenvolveu isso desde criança, e admite que ela própria não tem esta característica. 


Atualidade e trabalho contínuo

Formado em Administração de Empresa, todo o aprendizado de panificação foi feito com o trabalho na prática, experiência adquirida com a mãe, pesquisa, leitura, e tentativas de erros e acertos.  Sobre o que há de especial nos produtos que vende, ele diz que é a qualidade da matéria prima. A dificuldade da situação econômica atual, com o aumento do preço deste item, fica difícil conseguir oferecer o mesmo produto aos clientes. Encontrar o meio termo é um desafio. “Se vender muito caro o cliente sente, especialmente porque o estabelecimento está localizado numa região onde o poder aquisitivo da população não é alto. Por outro lado não pode perder a qualidade ” conclui.

A produção diária é de 360 chinéques por dia. Cálculo feito com base nas 15 fornadas/dia, cada uma com 24 unidades. Essa média pode dobrar no inverno quando a procura por alimentos doces aumenta. Os recheios são variados: banana, abacaxi, doce de leite, chocolate, creme, mas o mais vendido sempre foi o de farofa. A massa é preparada com antecedência e vai sendo assada a medida que a fornada anterior é vendida. “Há técnicas de controle de fermentação de massa, ela cresce até determinada temperatura depois vai para refrigeração“, explica. Verificado, por exemplo, que dentro de 30 min vai precisar assar mais quantidade, é tirada da geladeira, para crescer mais um pouco, e inicia o preparo para nova fornada, acrescentando apenas o recheio. 

Hoje, Jair conta com a colaboração de Dona Edilsa que trabalha com eles há 25 anos, além dos outros funcionários e atendentes. Porém em situação de emergência ele mesmo assume a panificação “como foi no caso de hoje quando cheguei aqui às 4h” diz. Essa é uma situação que tem acontecido com certa frequência devido a pandemia. 

Carla lembra também, que o marido repete uma receita, duas, três ou quantas vezes for necessário até chegar ao ponto que ele deseja. “Assim parece que ele retorna a infância como quando fazia com a mãe”. Enquanto Jair acrescenta: “quando eu como um doce, um chinéque, e penso ‘isso aqui está muito parecido com o da minha mãe’ significa que está muito bom”. Esta é a referência de qualidade que ele tem. E completa, mais uma vez citando a mãe como exemplo:. “Ela montava receitas, cozinhava e testava tudo. Aprendi com ela que até a sequência de colocar os ingredientes na batedeira altera o sabor final”.

O retorno trazido pelos clientes, quando dizem que a farofa ou a massa está ou não está igual é uma forma que usa para medir e manter a qualidade. Jair sente  nisso que os próprios clientes já têm uma memória degustativa do verdadeiro sabor do chinéque Keunecke e isto fará parte da lembrança de vida deles. “Ponha sempre uma dose de amor naquilo que você faz, coloque o seu sentimento, esta é a melhor receita” encerra Jair Keunecke.

 

Vídeo da entrevista completa. 

link https://www.youtube.com/watch?v=17o6DzSWeaQ

 

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terça-feira, 13 de abril de 2021

13 de Abril - O dia do Beijo





Dia para beijar pode ser qualquer um, mas o Dia do Beijo existe e ele é hoje 13 de abril.


Assim como tantas outras datas ninguém tem certeza sobre como esse dia passou a ser comemorado. E, como é comum nesses casos, a sua origem está ligada à uma lenda.


Uma história que vem da Itália. Diz o dito popular que um jovem chamado Enrique Porchelo, no século 19, ficou conhecido por ter beijado todas as mulheres da vila onde morava.


Incomodado com o assunto, diante de tantos rumores sobre Enrique,  um padre da cidade lançou um desafio. Ele ofereceu um prêmio em moedas de ouro à moça da cidade que nunca tivesse sido beijado pelo rapaz.


Como ninguém nenhuma mulher se apresentou para buscar o prêmio, a história diz que o tesouro permanece escondido em algum lugar da Itália. A lenda narra que o fato aconteceu no dia 13 de abril de 1882  e assim deu origem ao Dia do Beijo.


Fonte: Informação e pesquisa de ditos populares na internet


 

quinta-feira, 8 de abril de 2021

O que há por trás das máscaras

 


O uso da máscara é o símbolo mais visível do quanto  a  nossa vida mudou. Ela está, literalmente, na cara. Nos lembra dia a dia, segundo a segundo, com cada indivíduo que cruzamos, a transformação do último ano. Se já nos demos conta disso, e já adaptados, é hora de refletir a liberdade que nos roubou. Não a de ir e vir, mas a de ver, olhar e conhecer as pessoas a nossa volta.

Há dois aspectos a serem pensados. Primeiro, perdemos a liberdade ver rostos, conhecer o semblante real das pessoas, identificá-las tristes ou alegres. Segundo, ganhamos na fantasia. Podemos imaginá-las como queremos e não como realmente são. Isso me remete ao mistério das máscaras de Veneza. Porém  o resultado pode nos causar frustração ou admiração dependendo do que encontramos por trás delas.

Algumas situações reais aconteceram comigo observando pessoas que conheci ao longo deste período de pandemia. A primeira delas foi num consultório médico onde a mesma secretária de outras vezes me atendeu. Em determinado momento ela afastou a máscara do rosto para beber água e notei a boca perfeita e desenhada que tinha. Pensei: “que rosto lindo essa moça tem”. Embora não fosse a primeira vez que a via nunca havia percebido isso. E me dei conta de que nem poderia, afinal nunca a vi sem máscara.

No dia seguinte, na academia, enquanto fazia aquecimento de bicicleta, lá do alto das imensas janelas de vidro, que vão do piso ao teto, vi meu personal trainer chegando de moto. Ele me cumprimentou com um abano de mãos e sorriu. Na sequência cobriu o rosto com a máscara para entrar. Me surpreendi mais uma vez. Desde que o conheci, há cerca de 6 meses, nunca havia visto o seu sorriso, aliás, muito bonito.

Desde dezembro de 2020, quando o querido amigo Eugênio trocou a vida do Brasil pela da Inglaterra, me vi obrigada a trabalhar com outro motorista de táxi, em algumas situações de necessidade. Edson, o atual profissional, a quem recorri durante esta semana, comentou quando entrei no carro que me viu na praia um certo domingo. “Mas a senhora não me reconheceu”disse ele. Pedi desculpas justificando que provavelmente era porque o conhecia somente usando máscaras.

Ao comentar esses fatos com a jornalista Fernanda de Lourdes Pereira,  esta relatou que na empresa em que trabalha, vive situação semelhante. “Não conheço o rosto dos funcionários novos que trabalham comigo” afirmou.

A circunstância se inverte. Se um dia dissemos: encontro pessoas e não as reconheço porque estão de máscara, hoje é possível não reconhecer, sem máscara, aquelas que conhecemos em pleno uso delas.

Compreensiva com a questão da necessidade atual, percebo que nada torna um rosto mais impenetrável do que uma máscara. Escondemos qualquer sentimento: a alegria, a tristeza, a dor, o prazer. Embora com o objetivo de nos proteger elas ofuscam nossa beleza e nosso sorriso.


A finalidade do uso de máscaras é infinita. Quase sempre serviram para as pessoas esconderem algo, se protegerem em atitudes suspeitas, ou até mesmo para criarem coragem: “Quanto mais o homem fala de si, mais deixa de ser ele mesmo. Dê-lhe uma máscara e ele dirá a verdade”. Oscar Wilde. Nesse caso, é preciso estar atento porque a máscara pode estar invisível aos nossos olhos.


A história conta que o uso de máscaras é uma prática milenar. Antigas civilizações como a China, Grécia, Egito celebravam a vida ou a morte em cerimônias  trajando fantasias com máscaras. Ela também foi adotada pelo homem primitivo em rituais para afastar maus espíritos, para práticas de orações e cura. Em relação ao uso para a cura, podemos concluir que nada mudou.


O uso deste acessório no dia a dia, pelos orientais, vem desde há muito tempo, bem antes de se falar em pandemia. Nas grandes cidades ou por todo o mundo é comum vê-los de máscara. Por mais que a neguemos, chegou a vez dos ocidentais a adotarem no seu cotidiano. 


Sem tradição, por gosto ou por desgosto, ela esconde nossos rostos, há mais de um ano, e assim nos desconhecemos uns dos outros.


Legenda de foto para acesso do deficiente visual. #pracegover.  Arte de Leticia Rieper.

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