quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Com qual idade é permitido morrer?

       
A dor pela morte de 76 pessoas no dia de hoje, comoveu o mundo e a mim também. Quantos outros 76 morrerão por dia, a partir desta decisão, com o sentimento de vitória "pelos direitos alcançados" por parte de alguns. Estou me referindo a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que abre precedente para discriminalizar o aborto até o terceiro mês de gestação.
Mais uma vez repito a frase do amigo Profe Borto "Me surpreende sempre o que as pessoas fazem com as pessoas".
Me omiti em posts, nas redes sociais, de pesar pela tragédia do acidente de avião que matou jogadores de futebol, dirigentes, jornalistas. Pessoas morreram em situações trágicas, não importa quem sejam.
O Espiritismo dá à isso o nome de Desencarne Coletivo. Por algum motivo eles tinham que estar juntos nessa passagem. Um amigo, me disse:
_Só temos certeza de uma coisa: só foi quem tinha que ir.
Pode não ser consolador e até frio, mas é a pura verdade. E ele ainda completou "devemos pedir pelos que ficaram, estes sim, a família, amigos, além de nós, estão sofrendo.
Na página do Facebook, Vinícius Borba, publicou o texto "Por que ocorrem tragédias coletivas" (clique neste link) Vale a leitura. Mas vale também a reflexão para as trajédias não coletivas provocadas pelos homens. Os homicídios e assassinatos com a aprovação do homem e não de Deus.

"Como pode o Estado impor a uma mulher,
nas semanas iniciais da gestação, que a leve a termo, 
como se tratasse de um útero a serviço da sociedade, e não de uma pessoa autônoma, no gozo de plena capacidade de ser, pensar e viver a própria vida?" 
Luiz Roberto Barroso - Ministro do STF

Qual a diferença entre uma vida nas semanas iniciais de gestação e nas primeiras décadas de uma vida inteira pela frente,  senhores Ministros?

Vida é vida! 
Que todos encontrem o seu caminho de luz na espiritualidade.




domingo, 27 de novembro de 2016

A Búzios de Bardot #SuperLinda



O título é nome de filme. Há 50 anos Brigitte Bardot estava no Rio de Janeiro e foi parar em Búzios para fugir da imprensa. Em busca de refúgio, permaneceu ali por 4 meses e se perpetuou como símbolo da praia.
Toda essa história foi contada por Márcio Menasce (clique aqui)
Muitos já foram à Buzios e a foto ao lado da escultura da musa nada tem de novo. 
O novo hoje é a Bardot ao lado do #SuperLinda.
Bia Nigro fazendo a ponte do #SuperLinda com as estrelas do cinema.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Lá no apartamento do Rui

Arte Iugui Comunicações

Lá no apartamento do Rui. É assim que eu respondo quando me perguntam onde estou morando. Ainda não consegui chamar de "minha", mas é assim que me sinto. Na minha casa. Completamente à vontade como se tivesse morado aqui a vida inteira. 

A decisão de vir para cá, onde eu estou, envolveu uma grande carga emocional, aceitação familiar, lembranças e sentimentos. Me emociona o sentido que essa mudança de casa traz para mim. Quem hoje me acolhe é ele. Me parece uma grande ironia.

Muito antes de nos casarmos, tínhamos uma relação de pura e grande amizade. Saíamos juntos, conversávamos muito, viajávamos, arrumávamos  namorado (a) um para o outro. A afinidade era tanta que confundimos amor com amizade e resolvemos casar. Se você ainda não leu o que penso sobre "Amor e Amizade" clique neste link.

Tivemos dois filhos. Só com ele eu poderia ter os filhos que tive. Homens honrados e de índole impecável tal qual o pai. Vivemos bem durante muitos anos. Entretanto, um casamento tem que haver amizade, mas ele não sobrevive de amizade. A separação veio e com elas as dores inevitáveis, mas livre de amarguras. 

Há vidas que se unem e se separam. Viver com outra pessoa não pode ser por obrigação. Obrigação está em ter a honradez na hora da separação. A vida não é uma linha reta. Poder voltar é para poucos. 

O apartamento que o Rui morou e deixou de herança para os nossos filhos é hoje o meu lar, o meu aconchego. Me sinto segura e em casa. Se nada acontece por acaso, a volta que eu dei mostrou de onde, talvez, eu nunca deveria ter saído. Porém, se assim não tivesse acontecido, eu não teria tido a oportunidade de vivenciar experiências que me fizeram poder hoje refletir e chegar a esta conclusão.


A vida me deu a chance de recomeçar.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui : 1  Foto ( Arte Iugui Comunicações)  de uma garrafa de café na cozinha do apartamento.


 
O texto abaixo foi escrito por Virgílio no blog Virgílica's
que eu adiciono aqui como parte, complemento, resposta, mas principalmente como carinho recebido.

LÁ NO APARTAMENTO DO RUI




Raquel.
    Como habitualmente faço, li seu blog “LÁ NO APARTAMENTO DO RUI”  publicado em 22 de novembro (data em que faria 73 anos se aí estivesse) e me emocionei; nós jamais perdemos a capacidade de nos emocionar.
    Vou, (sem trocadilho) um pouco além: senti uma enorme saudade do que vivemos e convivemos juntos, dos nossos filhos (Vinicius e Bernardo), que de crianças criadas com muito carinho e amor, sem, contudo, abrir mão dos valores morais que necessitariam para se transformar em homens dignos e honrados. E você, sem dúvida tem um papel importante nessa formação. Foi sempre mãe, sem titubear em dizer não quando preciso, firme quando necessário, sem jamais deixar de ser afetuosa e carinhosa. Não passava as mãos pela cabeça por qualquer tentativa ou comportamento que fugia aos padrões estabelecidos.
    Raquel, seu relato de nossa convivência do início como conhecidos que se transformaram em amigos, parceiros e confidentes, sem falar da cumplicidade em arranjar namorados recíprocos foi um retrato fiel da realidade.
    Não posso deixar de elogiar a sua elegância (você sabe a que me refiro), que jamais esquecerei. Aliás você escreve maravilhosamente bem, com bastante brilho e um estilo inconfundível. Continue presenteando seus leitores daí e daqui (risos).
    Querida Raquel, daqui compartilhei seus sentimentos para se mudar. Confesso que dei uma ajudinha para que você superasse essa dificuldade e sempre que percebia sua dúvida, lhe incentivava anonimamente. Lembra-se do dia que os meninos lhe deram as chaves? Foi ideia minha.
    Sim, vidas se unem e se separam, pois viver com alguém não é obrigação e sim, parceria, cumplicidade, comprometimento e muito amor. Tenho hoje a certeza que o amor nunca deixou de existir. A diferença é que você teve a oportunidade de recomeçar, enquanto para mim só na próxima. Garanto que não irei desperdiçar.
    Não Raquel, ali não é o apartamento do Rui em nome dos nossos adoráveis filhos Vinicius e Bernardo, o nosso grande patrimônio. Ali é o nosso apartamento, ou melhor, O APARTAMENTO DA RAQUEL.
    Despeço-me desejando a vocês toda a felicidade do mundo e por ter voltado ao lugar de onde nunca deveria ter saído.
    Beijos afetuosos.
     Rui  
   
   

domingo, 20 de novembro de 2016

O SuperLinda pelo Brasil Afora - Praia do Forno - Búzios -RJ




A origem do nome vem de uma reentrância na rocha, no lado direito de quem chega que se assemelha a um grande forno.  Mas há quem diga que o nome venha das suas águas aquecidas pelas correntes quentes naturais.  Uma ou outra, nada desmerece a beleza do recanto.

A visão é deslumbrante. De areias avermelhadas,  águas mornas e translúcidas, própria para mergulho com snorkel, repleta de piscinas naturais nos costões de pedra, a Praia do Forno é uma das mais bem preservadas de Búzios.

É possível comer um bom petisco, beber água de côco e uma cerveja gelada, nas poucas opções, nesta pequena praia, ainda sem infraestrutura.



Do mirante avista-se, não só a Praia do Forno, mas também a Praia da Foca e a Pedra da Tartaruga. O passeio pode ser feito de carro ou trole oferecido na rua da Pedras ou na Orla Bardot.
Bia Nigro fazendo do blog #SuperLinda, também um blog de viagem.
Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui : 1  - Foto de Bia no alto do mirante com a camiseta do blog superlinda com vista para a praia do Forno. 2 e 3 - Fotos  da vista da praia do Forno - 4 -  Fenda da Nossa Senhora da Assunção e mais fotos dos recantos da praia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O SuperLinda pelo Brasil afora - PARATI - RJ




A cidade faz você regressar ao século 18. Época do ciclo do ouro, quando, pelo porto de Parati, o Brasil escoava essa grande riqueza para a Europa.



Andar pelo Centro Histórico, se dar conta do traçado das esquinas desencontradas, sentar nos barzinhos e restaurantes ao final de tarde ou noite, correr as lojinhas de artesanato, fazer passeios de escuna é o que deixa você se encantar por Parati.  

Localizada no litoral sul do  Estado do Rio de Janeiro, a 258 km da capital, é um espetacular conjunto colonial de beleza extraordinária. A cidade transformou-se em ponto de atração turística a partir de 1960 especialmente por eventos culturais realizados por iniciativa de artistas e escritores. Sedia anualmente, desde 2003, a concorrida e conceituada Festa Literária Internacional de Parati (FLIP).

Mas,  para visitá-la, o ideal mesmo, é simplesmente qualquer época. A cidade vive em pleno verão o ano inteiro. Thizarth Berbert e Bia Nigro foram aproveitar e nos mostram toda a beleza de Parati. Cada vez mais, amigos fazem do SuperLinda também um blog de viagem.
                                   






















terça-feira, 8 de novembro de 2016

Museu da Imagem de Araquari

       
Araquari, uma cidade com pouco mais de 30 mil habitantes, distante 20 km de Joinville, é sede da única filial da BMW no Brasil e se destaca também por um museu, que é da maior importância para o mundo da fotografia. Feito em parceria com a Prefeitura, o museu tem um acervo particular de Luiz Hille, um entusiasta da fotografia. 

Tudo começou quando Luiz teve que dar um destino para as 300 máquinas fotográficas que tinha em casa. Algumas suas, outras presenteadas por amigos. Após várias tentativas junto à Prefeitura de Joinville, sem obter sucesso, o empresário recebeu da cidade de Araquari o apoio e a infraestrutura que precisava para colocar em prática o seu projeto. Foi então que em agosto de 2012 inaugurou o Museu da Imagem de Araquari.

O casarão que hoje guarda as peças históricas foi todo reformado pela Prefeitura, que disponibiliza telefone, computador, internet e três funcionários que se revezam no atendimento do público. Todas as mudanças foram feitas sob o olhar do proprietário das peças, que pelo menos uma vez por semana visita o local.

O Museu de Imagem de Araquari centraliza um trabalho de resgate da história da cidade por meio de fotografias antigas de propriedade particular dos habitantes da cidade. A participação da população é importante e efetiva. A comunidade colabora levando até o museu suas fotos pessoais, que são reproduzidas ou fotografadas novamente, ampliadas, catalogadas e expostas ao público pelo dono do acervo.

“Lambe-lambe” e película de vidro são peças que Luiz se orgulha de citar como relíquias. Tudo está catalogado com o tipo de máquina, o país de origem, o ano de fabricação e com o nome do doador. “Recebemos também doações de qualquer peça ou acessório que envolvam imagem. Projetores de slides, de filme, filmadoras ou rolos de filme”, diz Luiz Hille, que completa: “A população da cidade reconhece o valor deste museu e sente orgulho de ver sua história ali contada”.

Texto de Raquel Ramos para o Blog Trim Revista
Fotos de Wanessa Fock Ferreira







sábado, 5 de novembro de 2016

NOVEMBRO AZUL: a vida vale mais que um preconceito



Sem histórico de câncer de próstata na família e adepto de exames preventivos desde os 52 anos, o cirurgião dentista Ivo Guilherme Zuegue, 64, foi surpreendido há cinco anos com o diagnóstico da doença. “Nunca senti nada, foram os exames de rotina que acusaram o tumor, ainda na fase inicial”, explica. 

Foram 47 sessões de radioterapia durante cinco meses, de segunda a sexta-feira, no Hospital de Câncer Erasto Gaertner, em Curitiba. Os cinco anos seguintes foram de monitoramento, com exames de seis em seis meses. “No final de abril deste ano, recebi do médico Paulo Douat, aqui de Joinville, a notícia da cura”, comemora.

Ivo defende a divulgação do assunto na mídia durante todo o ano e não somente em novembro. “O homem não gosta de fazer exames periódicos. Só vai ao médio quando está doente”, constata. No caso do câncer de próstata, o “depois” pode ser tarde demais. O dentista conta que dois pacientes do seu consultório morreram de câncer de próstata por não realizarem o exame de toque. “Meu irmão hoje está com 59 anos, sabe o que eu passei e, mesmo assim, não faz exame”, lamenta. 

Roberto Ramos dos Anjos, 63, faz o exame preventivo da doença há 13 anos. Ele reconhece que o procedimento é desagradável, mas é uma garantia para a saúde do homem. A campanha Novembro Azul alerta para os riscos dessa resistência masculina ao exame, um tabu que pode adiar o diagnóstico e levar à morte.

O aumento na procura pelo exame preventivo começa a se refletir em uma queda no índice de mortes, porém o índice de prevenção ainda está bem abaixo do ideal. O câncer de próstata é a doença que mais atinge os homens depois do câncer de pele. A doença é o sexto tipo mais comum de câncer no mundo e a segunda principal causa de morte por câncer em homens, conforme o Instituto Nacional de Câncer, o Inca.

“Homens a partir dos 45 anos com histórico familiar de câncer de próstata devem redobrar a atenção e os cuidados”, explica Maria Heloisa Cavalcante, médica urologista. Segundo a especialista, estudos indicam que negros têm maior propensão a desenvolver esse tipo de tumor. O diagnóstico é feito por meio do exame clínico de toque retal e o PSA, que é uma proteína dosada no sangue. 

São vários os fatores que podem determinar o câncer de próstata. Pacientes com histórico em familiares de primeiro grau têm cinco vezes mais chance de ter a doença.  Além do fator genético, a obesidade, a ingestão de alimentos contaminados com agrotóxicos e exposição à radiação também podem desencadear a doença. A doutora Maria Heloisa diz que o fato de ir ao consultório e fazer exame não diminui a incidência do câncer, mas permite detectar a doença na fase em que ainda há possibilidade de cura.

Como prevenção, o homem deve cuidar do peso, praticar atividade física, ingerir alimentos orgânicos e isoflavona – que é encontrada na soja, suco de uva ou em uma taça de vinho ao dia. O consumo de grãos integrais, aspargos, brócolis, tomate (licopeno) também é indicado. “Assim como deve evitar ingerir pedaços queimados de pão, carne, aquela casquinha queimada do churrasco que virou carvão, onde há várias substancias tóxicas que são cancerígenas. Nada queimado deve entrar em nossa boca”, ressalta a médica.

Tratamento
Em fase inicial o tratamento aplicado é cirúrgico. Pode ser a cirurgia aberta, por vídeo (laparoscopia), ou cirurgia por robótica. Em Joinville ainda não há equipamentos para a cirurgia robótica, mas no Brasil já estão disponíveis 50 desses mecanismos. Essa técnica diminui o índice de sequelas cirúrgicas porque permite mais ampliação da imagem, possibilitando alcançar o ponto necessário com maior facilidade do que nas cirurgias abertas. Isso reduz as taxas de sangramento e aumenta o índice de cura.

Em casos de pacientes que não podem passar por um processo cirúrgico, há a opção de radioterapia, aplicação de hormônio terapia, ou tratamento paliativo para evitar a dor. Tudo depende do estágio da doença.


Atendimento na rede pública 

Os pacientes da rede pública de saúde devem se dirigir a um Posto de Saúde para consulta com clínico geral. Se necessário, o médico fará o encaminhamento a um especialista. 

Segundo a coordenadora técnica da atenção básica, Silvia Betat, a campanha Novembro Azul, em Joinville, ainda não promoveu um impacto significativo na procura pelo exame preventivo de próstata. “O homem que comparece em busca do exame é o idoso, quando já apresenta queixas de alguma dor”, explica.

A coordenadora diz ainda que o comportamento deles é muito diferente do comportamento da mulher, que busca o Posto de Saúde para exames regulares, principalmente durante o Outubro Rosa, movimento que iniciou há muito mais tempo e que até vem se transformando em evento comercial, tamanho o seu alcance. 

Os postos de saúde trabalham durante todo o ano e as 52 unidades de Joinville têm autonomia para promover ações e atendimentos especiais durante as campanhas como o Novembro Azul. Decoração diferenciada e uso de camisetas próprias das campanhas são iniciativas particulares dos funcionários das unidades.

Repórter: Raquel Ramos
Matéria publicada no Primeira.Pauta
Jornal Laboratório do Curso de Jornalismo Bom Jesus/Ielusc
Joinville, novembro de 2016 - Edição 127