quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Café com trabalho garante passeios, viagens e mente ocupada


Idércia chega para trabalhar antes do sol nascer, com calça jeans e sobretudo marrom. Carro parado na rua.


Uma dormência na língua, uma paralisia facial, falta de força na mão direita. Esses sintomas levaram Idércia Rodrigues de Oliveira, 45 anos, a procurar um médico. O diagnóstico não poderia ser pior: esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Ao contrário do que a introdução possa sugerir, na vida de "Ide", como é chamada, não há vitimização. Há sim, trabalho, planos, objetivos e há futuro. Conheci Idércia por acaso e, num insight de repórter, aproximei-me dela como quem nada quer, puxei conversa com o intuito de ganhar confiança e ganhei. O assunto doença só veio à tona dias depois do primeiro encontro.

Todas as manhãs, quando caminho pelas ruas próximas da minha residência, vejo um carro parado com o porta-malas aberto, pessoas a sua volta, todas saindo com um embrulho ou copo descartável na mão. Resolvi parar e saber o que era vendido ali e fui surpreendida com mais uma boa história de vida para contar.

Idércia é mais uma pessoa que trabalha na informalidade. Vende café da manhã na rua desde outubro de 2018. De posse do alvará de vendedora de lanches, conseguiu adquirir máquina de cartão, mas só vende no débito. Tem pão com ovo, pão com linguiça, sanduíche natural, sanduíche frio, cachorro quente, assados, dois sabores de suco, café, leite, bolos, bolinhos, orelha de gato, pão de queijo...Ela acorda às 3 horas da manhã e prepara todas as comidas que vende. De véspera, apenas as massas ficam prontas para, de manhã, ela passar no cilindro, rechear e assar.

Se engana quem pensa que o objetivo dela é ganhar dinheiro para sustentar uma família. Ela faz disso uma terapia para não ficar pensando na doença, e principalmente, para sustentar seus pequenos luxos e prazeres. "Quando fui ao médico, ele recomendou que eu participasse de um grupo de terapia de portadores de ELA, mas eu não fui, porque acredito que ficar pensando nisso é pior", explica. Ela deixa claro que não gosta de falar "dela"(da doença) porque sabe que tem, mas isso não a impede de fazer tudo o que deseja.

Entre perfumes, licores e coragem

Exceto o tratamento medicamentoso, que segue à risca, a única recomendação que ela obedece é manter a cabeça ocupada para evitar a depressão, muito comum entre os portadores de ELA. Trabalhando, não tem tempo para ficar pensando em bobagens. Trabalhar, trabalhar, trabalhar, e viajar, e passear, e comprar perfumes e licor importado no Paraguai. Esses são os objetivos de Idércia, casada com Laudenir Pereira Rios há 17 anos. Uma vida que começou quando não teve medo de deixar a família, numa cidade do interior, e buscar oportunidades de trabalho em Joinville. Essa trajetória teve início há cerca de 24 anos. quando saiu da cidade de Mirim Doce, próximo a Taió-SC. Ela veio para trabalhar "em casa de família", a convite de um pastor da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, à qual pertence. "Eles tinham uma banda, foram para lá fazer um show e se hospedaram, como convidados, na casa do meu pai", conta.
Mais tarde, foi trabalhar em uma loja da qual o pastor era proprietário e lá ficou até que o comércio fechasse por conta da mudança de cidade do patrão. Ide então foi morar em outra casa por indicação dessa mesma família de pastores que a abrigou. "Eu fiquei lá para zelar pelo imóvel, eles não me cobravam aluguel, eu apenas pagava a água e a luz", conta.

Para se sustentar, começou a trabalhar em lojas e depois como vendedora autônoma de lingeries. Ela reconhece que a venda de lingeries e acessórios dava-lhe um rendimento maior do que a venda de lanches, mas, segundo ela, "dava mais trabalho para fazer a cobrança, diferente da comida, que é paga no ato da compra".

Na juventude, costumava ir a bailes em companhia do irmão. "Na primeira vez que fui sozinha a um baile, eu conheci e comecei a namorar com o homem com quem sou casada", relata. Como nunca quiseram morar de aluguel - ensinamento recebido da sua família - decidiram construir uma casa, num lote que o marido estava comprando, no mesmo terreno do pai dele. Terminada a obra, quando ele foi pagar o terreno para o pai, a sogra de Ide disse que não queria o dinheiro, mas sim uma casa igual a que eles haviam construído. "Como não tínhamos esse montante para pagar,  propomos dar aquela casa recém-construída e ir morar na dos pais dele, que era de madeira".

Nesse período, Ide e o marido decidiram que um dos dois tinha que estudar e fazer um curso superior. Laudenir formou-se em Administração e Logística. Para que isso fosse possível, tiveram que vender o carro. "Depois disso, já construímos uma nova casa, onde moro atualmente, e é muito melhor do que a primeira, mais do que eu sonhei. Deus me deu mais do que eu pedi", resume. Com banheira de hidromassagem, estilo arquitetônico americano e toda desenhada pelo marido, a moradia é do jeito que planejaram. "Hoje eu nem gosto muito de sair de casa", diz.

Encontro marcado com clientes fiéis.

A rotina diária é praticamente toda cronometrada, mas ela parece não se cansar. Chega ao ponto de venda às 5h30 da manhã, assim consegue estacionar o carro sempre no mesmo lugar, onde permanece até 8h30. Quando se atrasa, conta com a ajuda dos vigilantes das empresas próximas que, por conta própria, colocam cones na vaga que ela sempre usa. Saindo dali, com praticamente tudo vendido, ela vai para uma clínica, onde as pessoas já estão aguardando o lanche. Nesse caso, a venda é feita antecipadamente pelo WhatsApp. É só chegar e entregar.
Ao final dessa etapa, ela vai ao supermercado e, no caminho de volta para a casa, já próximo às 10 horas, para no terceiro ponto de vendas, no PA Sul do Itaum. Lá, a clientela é formada por enfermeiros e médicos. As vezes ela recebe pedidos especiais de panquecas ou lasanha para o almoço. Quando isso acontece, vai até em casa, prepara esses alimentos e volta para entregar as marmitas quentinhas. "Demora de 30 a 40 minutos, porque é só montar e assar. Sempre tenho os molhos prontos em casa", afirma.

Quando dá tempo, "Ide" descansa um pouco, mas, no máximo, até às 13h30, porque de tarde tem nova entrega de lanches ali mesmo no PA Sul. "É uma clientela feita com base na propaganda boca a boca", afirma ela, mostrando-se agradecida ao médico Marcos Vinicius Polonio, seu primeiro cliente. "Sempre achei que a vida de médico era fácil, mas não é não, vejo agora que é bem complicada. Eles não têm horário de almoço nem de lanche, o PA está sempre cheio de gente esperando para ser atendido", observa.

Tempo garantido para lazer e diversão

O dinheiro que ganha com a venda de lanches é reservado para os passeios do casal. Todos os anos, eles vão para Guaíra, na divisa com o Paraguai e Mato Grosso do Sul, a cerca de 1000 km de Joinville."É porque eu só gosto das bebidas e dos perfumes de lá", conta Ide às gargalhadas. Prefere Guaíra a Foz do Iguaçu porque é mais tranquilo e tem estacionamento nos shoppings."A gente se hospeda no hotel Papagaio, passeia, descansa e se diverte", comenta.

No  final de 2019, o casal quer conhecer Bonito (MT). Gosto de viajar de carro, ir parando, vendo os lugares, "eu e o meu marido somos muito parceiros para este tipo de passeio". No verão, costumam ir à praia e gostam de acampar. O Caminho Ecológico Parque das Águas, no bairro Vila Nova, é um dos locais prediletos na região. "Ali sempre ficamos uns 10 dias".

Para driblar o calor e os mosquitos no verão joinvilense, muito repelente e o aparelho portátil de ar condicionado. Levam até freezer, porque o camping fornece energia elétrica. "Também nos informamos sempre se as condições dos banheiros e chuveiros são adequados". Por enquanto, o casal consegue, no máximo, 20 dias de férias ao ano, mas, quando o marido se aposentar, um novo sonho deverá se realizar: comprar um moto home. Laudenir trabalha na mesma empresa há 28 anos e, segundo Ide, afastou-se apenas uma vez com atestado médico.

O salário de Laudenir é suficiente para pagar todas as despesas do casal, mas, sem a renda do trabalho de Ide faltariam recursos para os prazeres da vida. "Vou me frustar muito se eu quiser passear e não tiver dinheiro", diz ela. E assim, pensando em trabalho, no futuro, em usufruir a vida e colocando a doença em último plano Ide encontra disposição para madrugar todos os dias. Ela também paga as prestações do carro que usa para vender os lanches.

GPS: um parceiro indispensável

Sobre a doença, por insistência minha, ela conta como tudo começou. "Há quatro anos eu senti uma dormência na língua, mas como eu estava viajando não fui imediatamente ao médico. Quando cheguei em Joinville, senti repuxar o olho e meu marido me levou à Unimed. O médico explicou que os sintomas eram comuns a várias doenças: paralisia facial, AVC, esclerose lateral ou tumor no cérebro. Depois de vários exames, a esclerose se confirmou.

Com a mesma tranquilidade com que fala do seu trabalho, ela descreve os efeitos da doença no seu organismo e como os controla. "Perdi 20% de tudo, da visão à sensibilidade da mão direita, que foi o lado afetado. Se eu queimar a mão, vejo que formou uma bolha mas não sinto dor", exemplifica. "Não tenho sequelas aparentes, mas, às vezes, esqueço das coisas".

Por conta da doença, o GPS passou a ser indispensável no carro. Já aconteceu de ficar nervosa ou levar um susto e não saber voltar para casa. "Eu sei onde estou, mas não lembro o caminho que devo fazer", resume. Certa vez, ela foi ao bairro Jardim Paraíso, onde costuma circular tranquilamente, e teve que chamar o marido para ir buscá-la. "Parei em uma farmácia, dei o número do telefone para uma pessoa e pedi que passassem o endereço de onde eu estava. É como se fosse um apagão", compara. Mas esses lapsos de memória só ocorrem  em situações de grande estresse. No episódio do Jardim Paraíso, por exemplo, ela havia recebido a notícia do acidente de carro que o irmão sofrera com toda a família.
 
Com a medicação que toma a cada 6 meses, Ide não sente a doença evoluir. Quando ela sai de casa às 5h da manhã o marido ainda fica dormindo, porque o seu trabalho começa só às 7h30. Ele não queria que ela trabalhasse com lanches, mas o médico ajudou a convencê-lo, de que seria melhor de que ela se mantivesse ocupada. Preocupado com o bem estar da mulher, nos dias de frio e chuva, Laudenir comprou uma roupa de motoqueiro para que ela se protegesse. "Ele fala que se eu quero trabalhar no inverno, tenho que usar essa roupa". Pergunto se ela usa e a resposta é uma expressão bem catarinense: "Capaaaazzzz, está ali dentro do carro".

Para tudo, Ide tem solução. Nos dias chuvosos tira do carro um balde de cimento seco e um furo no meio e o faz de suporte para um guarda sol e assim se proteger da chuva. "A clientela não deixa de comer em dia de chuva. Tenho pena de não vir, porque muitas vezes as pessoas não trazem lanche já contando que vou estar aqui. Daí vão comprar aonde"? Seus clientes já sabem: ela só não trabalha nas segundas feiras.
 

Essa conversa foi interrompida várias vezes pelos fregueses. Homens, mulheres fazem fila esperando a vez. Entre fazer o pedido e pagar, todos trocam rápidas palavras, falam amenidades, onde trabalham, onde moram, sobre comer e engordar. "Ate pão sem manteiga tem quem queira, tudo o que ela vende é bom. Até o que a gente não gosta muito, é bom", diz uma das consumidoras sorrindo. E assim, Ide vai fazendo de seu trabalho um meio de garantir recursos para o melhor dos investimentos: viver a vida.

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Porta-malas aberto com a garrafa de café, jarra de sucos e os depósitos de lanches

Idércia, blusa bege e calça jenas sob o guarda sol de cor verde, atende o cliente Matheus Valenza com blusa preta e crachá

Eu, de roupa de academia, calça preta e jaqueta cinza, e, Idércia marcando o registro para o blog SuperLinda
*Editado por Fernanda de Lourdes Pereira

Texto publicado na Revi Digital da Faculdade de Jornalismo Ielusc.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Santuário Mariano de Schoenstatt



Vista lateral da capela, pintada de cor branca. Aos fundos o bosque de araucárias e ao lado estátua do Pe José Kentenich

A capela é, sem dúvida, a maior atração do Santuário Mariano de Schoenstatt. Protegida por um bosque de araucárias e pinheiros, ela é pequena e aconchegante num tamanho suficiente para te abraçar e te acolher.

O Santuário dedicado à Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Shoenstatt transmite paz e harmonia. Localizado no alto do bairro Campo Comprido, ele faz parte da obra fundada pelo Padre Jose Kentenich, em Schoenstatt, na Alemanha.

Para pedir, para agradecer, todos os que vão até lá têm uma intenção. Há espaço para tudo. Para orações, para acender velas, para os vasos de flores, tem até um destinado ao depósito dos pedidos por escrito. Este último fica bem ao centro e no interior da capela. Creio eu...que é para o pedido não se perder pelo caminho.

Nele é possível passar horas de lazer e relaxamento. Há quem sente nos bancos do parque para rezar, para refletir, crianças brincam no gramado e há até quem vá para namorar. O Santuário conta também com uma cantina e loja de artigos religiosos, uma trilha via sacra. Nos domingos, após a missa das 11h, é servido almoço para aqueles que querem estender por mais tempo o prazer deste lugar.


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Vista frontal da capela, no centro uma porta grande e aberta, uma janela pequena no alto perto do telhado. Pelas paredes raízes de flor trepadeira aguardando a floração. Aos fundos o parque de araucária.

Altar no interior da capela. Ao centro imagem da Mãe, Rainha e Vencedora,  no lado esquerdo São Miguel Arcanjo esculpido em branco, vasos de flores com cravos rosas e lírios vermelhos. No chão ao centro vaso de cerâmica para depósito dos pedidos escritos pelos fiéis. Altar e bancos de madeira.
Eu, de frente para a capela com colete preto escrito nas costas, o nome do blog para marcar a presença do SuperLinda no Santuário.

Bosque, passarelas e bancos nos jardins do Santuário
Nos jardins, local fechado com vidros com telhado em forma oval para acender velas, atrás vasos de flores para a Mãe, Rainha e Vencedora, aos fundos os pinheiros e araucárias.

Vista panorâmica dos jardins, pinheiros, araucárias e bancos de madeira.

Santuário Mariano Schoenstatt
R. Padre José Kentenich, 552 – Campo Comprido, Curitiba – PR
Aberto todos os dias das 7h30 às 18h30
Entrada gratuita
Missas todos os dias às 17h, no domingo às 11h e às 17h

domingo, 18 de agosto de 2019

Exposição de foto A Natureza da Viagem - Chrystian Ilg


#pracegover Folder de divulgação da exposição Fotográfica. Mostra a foto de um pôr do sol da praia de Miaimi Beach - EU. Na parte de baixo fundo marrom claro, escrito com letras brancas as informações da exposição, Nome A Natureza da Viagem. 03/08 - Restaurante Hübener - Rod SC 418 - Km 8 Joinville - Brasil - Curadoria de Eloah Acauan.


A exposição de Chrystian Ilg reune uma coletânia de fotos, de 2014 até hoje, com o título A Natureza da Viagem, está aberta à visitação pública no Restaurante Hübener em Joinville. Chrys é um apaixonado por fotos de animais e natureza. Trouxe esta experiência por incentivo e curadoria de Eloah Acuaun, professora e orientadora da Faculdade de Publicidade e Propaganda do Ielusc, onde ele se formou em 2017.

Mas, o fotógrafo acostumado a postar somente no perfil do Instagram, diz que sempre foi um desejo trazer suas fotos para o mundo além das mídias sociais. "O instagram é a minha galeria" diz ele, "porém, só quem tem acesso é quem me segue naquela rede social, expondo aqui, consigo alcançar um público não só de forma virtual".

Durante o último ano de faculdade e no decorrer de 2019, Chys e Eloah trabalharam de forma prática para a realização do projeto. Em uma volta pela exposição, ele mostra o espaçamento da margem, a opção pelo tamanho das molduras e especifica a escolha usada para impressão das fotos. O passeio entre as mesas do restaurante chama a atenção de visitantes interessados que pedem explicações.

Antes, de passar para a parte técnica, ele justifica suas escolhas: "O meu tipo de foto é cor e cores vivas. Fui atrás de uma impressão que refletisse o que eu registrei na natureza". Para alcançar este objetivo foi usada "tinta com pigmentação mineral Canon Lucia Pro, feita em papel canson – imaging Photo Satin 240 g", completa. 

O tema da exposição foi uma escolha de fotos feitas em viagens nos últimos anos. Junto com a Eloah "chegamos a esse título pegando o duplo sentido da Natureza com os registros de viagens". Ele gosta de fotografar, principalmente a natureza, bichos, pôr do sol, e dá ênfase ao prazer de fotografar cachoeiras. Mas diz que não só isso “se um banco de praça chamar a minha atenção eu também fotografo” e se sente sempre instigado a novos olhares.

Dizer qual é a foto que mais gosta na exposição é um dilema para Chrys. Depois de muita insistência confessa seu carinho especial pela foto do pôr do sol feita em Campo Alegre (SC). Essa foto é a mais antiga e foi uma feita no automático. "Eu ainda não dominava a técnica, exposição, abertura, simplesmente puxei o zoom e aconteceu”.

Para Chrys, a fotografia exige técnica:  "você tem que dominar o equipamento e o olhar para o momento é primordial". Reconhece que muitas vezes se surpreende com fotos onde a expectativa foi maior do que o resultado, mas o contrário também acontece, como foi o caso da foto de Campo Alegre.

Fazer essa exposição no Restaurante Hübener tem um significado muito especial, relata: "Eu e a minha família frequentamos este lugar desde 2010, e a relação de amizade com a proprietária, Mirta Hübener, faz toda a diferença deste momento".  É possível sentir essa harmonia quando observamos as fotos de Chrys entre as que contam a história do restaurante.

Tanto quanto expor num local de visibilidade, este é um lugar que ele gosto de ir e completa: “Eu adoro essa comida, eu adoro esse passeio de casa até aqui entre a natureza da estrada, é lugar que tem tudo a ver comigo, Eu tenho uma relação afetiva com esse local".

As fotos ficarão em exposição por tempo indeterminado. E ele agora confessa que depois desta primeira experiência: "vejo tudo isso de outra maneira, cresceu minha vontade em fazer outras exposições".

Christan Ilg - Instagram @pics_by_chrys

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#pracegover A foto do pôr do sol em Campo Alegre com uma árvore de pinheiro em primeiro plano.
#pracegover Chrystian Ilg de lado, camiseta vermelha aponta o espaçamento usado de margem para o enquadramento da foto pendurada na parede de cor bege
#pracegover Foto de Chrystian parado em frente a três pessoas que pediam explicação sobre as duas fotos que estavam na parede sobre a mesa. No fundo janelas com meia cortinas de renda. 
#pracegover Foto do perfil do Instagram. Chys regula a máquina fotográfica sobre o tripé. Ele usa camiseta preta e ao fundo um rio de pedras.




#pracegover Parede de fotos antigas do Restaurante Hübener

terça-feira, 30 de julho de 2019

Assisti ao filme A Mula





#pracegover Foto do folder de divulgação do filme A Mula. Cores preto e cinza em degradê, ao centro em primeiro plano o rosto do ator, a rodovia e a primeira caminhonete usada no filme. Escrito em letra branca está o nome de Clint Eastwood na parte acima do rosto e abaixo, o nome do filme.


Com 89 anos Clint Eastwood, no papel principal do filme A Mula, continua a surpreender. Ele está impecável e sedutor. A história é baseada em fatos reais e conta sobre um homem de 90 anos que se envolve com o tráfico de droga. Além disso, mostra os dilemas no convívio familiar causados pelos anos de ausência. Earl Stone viveu do cultivo e comércio de flores, sempre muito mais preocupado com o trabalho e em desfrutar os prazeres de sua vida pessoal do que com a esposa e filha.

O personagem se agiganta no interpretação de Clint Eastwood. As expressões faciais, e a falsa ingenuidade aplicada,  dizem mais do que as próprias palavras. O transporte feito pelas mãos de “Earl” parece perder o efeito criminoso do ato, tal a forma como o “velho”, como é chamado, interage nas situações de perigo. 

Tudo acontece na velocidade da sua idade. Em meio a calmaria, paisagens lindas, fotografia mais ainda, música e cantoria dele próprio. O destino que ele dá ao dinheiro do tráfico, parece ser até “beneficente” já que faz dele algo parecido com caridade social.

O currículo de "Tatá", nome de "agenda" na organização criminosa, era perfeito para que ninguém desconfiasse dele: 90 anos, um florista de sucesso, ganhador de prêmios, ex combatente de guerra, sem infração de trânsito. 

Quanto a relação com a mulher, certamente afeta um público que tenha vivido um caso de amor semelhante. Amor este, que existiu a vida inteira, mesmo que a ausência tenha sido a presença mais assídua na relação deles.

O desfecho surpreende mais pelos diálogos, como em todo o filme,  do que pela ação.

A Mula - direção de Clint Eastwood 



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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Abra seus olhos para o deficiente visual.

Print da tela do Instagram assinalando "Configurações avançada" que direciona para a tela de "Texto Alternativo" para acessibilidade do deficiente visual


A opção "Texto alternativo" no Instagram possibilita a leitura, do assunto publicado, por pessoas deficiente visual.  Você já percebeu essa alternativa?

A preocupação com a acessibilidade do deficiente visual nas redes sociais é uma questão de cidadania, e também uma responsabilidade sua. Sim, uma responsabilidade de você pessoa comum que publica fotos do filho, da comida, da praia, da viagem, da bebida, da lancha, da maquiagem, do que vende, do que compra, e tudo o mais que seja possível ser postado. É só copiar e colar o seu texto, clicando no "Texto alternativo"  e completar com a descrição da foto.

Da mesma forma a hastag #pracegover foi criada para acessibilidade do deficiente visual. O projeto "Pra Cego Ver", com página no Facebook, é uma iniciativa da professora baiana Patrícia Braille. Porém, de nada adianta só curtir e seguir a página, é preciso, principalmente, utilizar a hastag #PraCegoVer nas postagens. Assim você estará possibilitando que um deficiente veja as suas publicações e fotos.

E foi com prazer que vi a iniciativa da empresa Kolosh.dakota.com.br postar de forma eficiente as suas vendas no Instagram.  Observem a descrição. É possível que muitos, de visão clara e perfeita, não tenham percebido tantos detalhes.

Print da tela do perfil da Kolosh, no Instagram,  apresentando o lançamento do tênis Vintage como tendência e a hastag #PraCegoVer com a descrição da foto, transcrita abaixo entre aspas.

" #PraCegoVer Imagem na cor vermelha, com repetição da palavra vintage, escrita na cor branca, no canto inferior esquerdo e também no canta superior direito. No centro da imagem, para de tênis vintage branco. Fim da descrição".

Certamente outras empresas já procedem desta maneira ou logo devem começar. Mas, não só as empresas têm essa obrigação. O digital influencer, os formadores de opinião, de tendência, os jornalistas, os fotógrafos, os blogueiros, os twiters, o pai, a mãe, os avós, os tios e primos. Enfim, abra os seus olhos para o deficiente visual.
 
Para um cego ver você, é preciso ter um comportamento correto. Da experiência que tive, na entrevista com a atleta paralímpica Adria Santos, fiz desse assunto um compromisso. Já faz tempo que divulgo, neste blog, a importância de colocar legenda nas fotos. Só assim essas pessoas conseguirão saber o que tem na postagem.

Já é uma realidade o uso de smartphones e computadores pelo deficiente visual. Mas como isso funciona? A leitura de texto feita pela tecnologia, emite um sinal sonoro quando este encontra uma foto. Desse modo, o leitor cego, sabe que ali tem uma foto, mas sem a legenda, a ferramenta não "lê" o que está na imagem. Por isso, temos que descrever o que tem ali.
LEGENDE SUAS FOTOS

Não se acovarde, não tenha preguiça, pratique a cidadania. Eles também gostam de “ver” fotos. É por isso que no blog superlinda, tem em cada foto algo escrito, por exemplo: "eu com a camiseta do blog escrito superlinda nas costas, nas ruas da cidade de São Paulo, na avenida Paulista, cheia de carros, em frente a cafeteria, em dia de sol ou chuva," e tudo o mais que seja possível acrescentar. Talvez alguém já tenha pensado sobre o porquê dessa descrição, aparentemente tão boba, e a resposta é simples: É para o deficiente  “ver”.

É simples, é fácil, mas sim, dá um pouco de trabalho. Se está com pressa, não publique. Mas se publicar sem descrição, lembre-se sempre, alguém deixará de enxergar sua foto. 



Post sem interesse ou troca comercial.


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domingo, 21 de julho de 2019

Sê Chique... com um espumante no café da manhã.



Da varanda de casa. Mesa, café, tábua de pão e queijos, suco, espumante.
A qualquer dia...
A qualquer hora...
Em qualquer lugar...
Sê Chique...espumante no café da manhã.

Diz-se que uma das coisas mais estimulantes para iniciar bem o dia é tomar uma taça de espumante no café da manhã. Permita-se, pelo menos uma vez, a esse pequeno luxo.

Não é preciso estar num hotel para desfrutar deste prazer. Este é um hábito que os amantes da bebida podem fazer na sua própria casa. E porque não,  num domingo? Tudo não passa de um pequeno detalhe.

Sê Chique...sê requintado.
A qualquer hora...
Em qualquer lugar...

Embora não seja uma tradição exclusiva dos países europeus, na elegante Suíça, também existe o hábito de servir um Prosecco ou Champagne no café da manhã.

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Taça com champagne, aos fundos uma garrafa térmica de café. Hotel Schweizerhof - Grindewald - Suíça
Mesa de café, geléias, taça com espumante - Hotel Schweizerhof - Grindewald - Suíça
Sala do café. Em destaque a mesa com taças e o champagne no balde de gelo - Hotel Schweizerhof - Grindewald - Suíça
Balcão de geléias - Hotel Schweizerhof - Grindewald - Suíça
Prato com geléias, queijo brie e xícara com café.
Café da manhã e Processo - Sala de café do Hotel Glockenhof - Zurich - Suíça

sexta-feira, 19 de julho de 2019

O SuperLinda no Jardim do Sol - Florada dos girassóis






O girassol tem a particularidade de ser uma planta heliotrópica, ou seja, gira o caule sempre se posicionando na direção do sol. Mas, há quem diga também, que ela apenas dança e ele, o sol, admirado pela sua beleza, é que a segue. Mesmo que não passe de mais uma lenda, a história é cheia de sensualidade e amor.

Para Joinville, conhecida como Cidade das Flores, em plena época do Festival de Dança, a lenda da dança com o sol, parece dar ao espetáculo conhecido como a "florada dos girassóis", um ar muito próximo da realidade da cidade.

A planta originária dos Estados Unidos, floresce com as cores do Brasil, nos canteiros feitos pelas mãos de Neusa e Dario Bergmann. Este é um espetáculo, que acontece uma vez por ano, feito relâmpago. Dura apenas 12 a 15 dias. 

Tudo começou em 1990, no local conhecido como Agrícola da Ilha, no bairro Jardim Sofia. No início, ali reinava apenas o Hemerocallis. Uma flor, que de tão segura da própria beleza aceitou dividir o espaço, enquanto aguarda reflorescer, com o radiante girassol. Assim surgiu o Jardim do Sol. Essas duas por sua vez, darão lugar até a próxima florada,  para a colorida Sunpatiens. Um nome complicado para uma flor conhecida por “beijinho” ou "Maria-sem-vergonha".

E assim de flor em flor, de canteiros em canteiros, de floradas em floradas, o local atraí  e encanta milhares de pessoas o ano inteiro. Além das flores, aos sábados e domingos é possível tomar café da manhã ao estilo café colonial. Há também, campos para piqueniques, trilhas, lagos com peixes.  Além disso, no centro do gramado, uma capela para orações e que serve de cenário para realizar casamentos ao ar livre. 

Encante-se.

Foto panorâmica do jardim dos girassóis.
Placa com breve histórico do Parque dos Hemerocallis
Placas indicativas do que há no local: Café, jardim, sanitários, capela.
Entrada do jardim e parte frontal da capela e seus vitrais,  no centro do gramado. Foto de Marilisa Roh.
Lateral da capela e os jardins de girassol. Foto de Marilisa Roh
Raquel Ramos entre os girassóis

Link da localização
Foto do hemerocallis - ilustrativa da internet do link
Foto de Sunpatiens - Ilustrativa da internet link

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