segunda-feira, 18 de novembro de 2019

O SuperLinda pelo mundo - Parque Güell - Barcelona





 Parque Güell

Um lugar imperdível  de ser visitado em Barcelona. Projetado por Antonio Gaudí é considerado o parque mais famoso de Barcelona. Além das mais belas vistas da cidade e do Mar Mediterrâneo ele foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.


O parque é repleto de árvores, é multicolorido com mosaicos de todas as formas, como a fonte de água do Dracon-largato, símbolo do Barcelona. 


Construído em 1900 para ser um parte particular, tornou-se público em 1922. Entre tantas maravilhas a serem vistas há o local onde foi residência de Gaudí entre 1906 e 1925, hoje transformado em museu.

Deborah Reimer faz parte dos amigos que fazem do SuperLinda também um blog de viagem




sexta-feira, 15 de novembro de 2019

O Superlinda pelo mundo - Madri - Espanha


Terezinha diante do momumento usando camiseta com o nome do blog SuperLinda escrito nas costas.

O SuperLinda fotografado num dos pontos turísticos de Madri.
A estátua de um urso apoiando-se numa árvore de nome Madroño é um monumento que representa o símbolo da cidade e faz parte do escudo de armas oficial da capital espanhola.

O significado do bicho tem relação com a abundância de ursos que havia na região. Há referências de que o animal é uma fêmea está associada na heráldica à fertilidade e a abundância. 

Já à planta são atribuídas propriedades curativas. Diz-se que durante uma praga que assolou a cidade no século XV, quem do seu fruto comeu, salvou-se.

São história que rondam o imaginário, ou porque não dizer, a verdade popular.

Teresinha de Jesus Martins, do time de amigos que fazem do SuperLinda também um blog de viagem.


Terezinha diante do monumento todo de pedra cinza escuro com os dizeres "Madri 1967 - 2017 encravado no pedestal que ampara a escultura.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Os Murais de Lyon


Entre tantas particularidades, a cidade de Lyon se destaca pelos imensos murais pintados nas paredes dos prédios. São obras da cooperativa de artistas CitéCréation, criada em 1983. A cooperativa é formada por pintores muralistas, iniciou esse trabalho em Lyon, e depois se estendeu e se tornou famosa em outros países.

Este movimento foi feito com a intenção de revitalizar os distritos ou bairros centrais da cidade. Entre eles, Vieux-Lyon, Colinas de Fourvière, Croix Rousse e Presqu’ille onde há 162 edifícios e monumentos dentro de um centro histórico medieval tombado Patrimônio pela Unesco. Um grande desafio para não desfigurar  a Lyon de 2000 anos de história, a terceira maior cidade daquele país e o segundo destino turístico da França, depois de Paris. 

As pinturas são representações da vida cotidiana, de forma tão realista que você tem a sensação de querer tocar. São imagens que se tornaram parte integrante da paisagem urbana da cidade como sendo o visual próprio das suas ruas. 



Entre os mais famosos esta o "La Fresque des Lyonnais"  onde estão estampados os mais ilustres cidadãos de Lyon.  Além dos irmãos Lumière, tem Antoiné de Saint-Exupery e o famoso Paul Bocuse, conhecido como o melhor chef de cuisine do mundo. Explicam, que quanto mais alto for o andar onde o personagem estiver retratado, mais cedo ele se foi deste mundo terreno. Por isso Bocuse, falecido em 20 de janeiro último, está pintado no térreo.


Outra pintura muito famosa é a do mural "Mur des Canuts (1987) no distrito de Croix-Rousse. Ela é a maior pintura mural da Europa, com 1200 m2,  é a "Trompe l'oeil" ou "Ilusão de ótica". Tudo o que se vê na parede é uma ilusão. Incluindo a pintura do guindaste e do prédio ao fundo. O enorme mural é uma pintura de uma cena da cidade de Lyon.


Impossível resistir ao convite provocador da pintura para fazer uma foto sentada na escada. Ao lado a menina, de olhar desafiador, sugere que desvende a realidade e o efeito profundidade e perspectiva na parede.

Pintura do mural de nome Livro ou Biblioteca.
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domingo, 20 de outubro de 2019

Il Volo no Brasil. Eu fui...!


Os cantores de roupas pretas e luzes azuis sobre o palco. Nos fundos a orquestra.

O Il Volo se formou como grupo em 2009, depois da participação no programa “Ti lascio una canzone” na televisão italiana RAI 1.  A apresentação inicial, no show, foi feita individualmente. O convite para que cantassem juntos foi proposto por um empresário, que ao parece não se enganou sobre o sucesso que aconteceria. Desde que os vi pela primeira vez, sabia que um dia os assistiria em show ao vivo, e não perdi a oportunidade.

O grupo formado por Piero Barone (tenor), Ignazio Boscheto (tenor) e Gianluca Ginoble (barítono), se apresentou no último dia 19, no Teatro Guaíra, em Curitiba. A turnê chamada "Música" é comemorativa aos 10 anos de carreira e o lançamento de seu mais recente disco. No Brasil, eles estrearam em Brasília, se apresentaram em Curitiba, e tem shows nos próximos dias, todos com lotação esgotada, em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Da ópera ao popular contemporâneo. Da música americana à música italiana, o show foi um verdadeiro cantar. Um desfile de simpatia e beleza desta nova geração de cantores de música clássica. 

Através das suas vozes renascem as possibilidades de continuarmos ouvindo as belas canções eternizadas por Luciano Pavarotti, Plácido Domingos, Jose Carreras e tantos outros. Estes por sua vez nos trouxeram Verdi, Puccini, Rossini e a imensa quantidade de autores clássicos que temos. Abriram a noite com “Nessun dorma". Famosa ária do último ato da ópera Turandot, criada em 1926, por Giacomo Puccini.

A renovação é vista no público que comparece ao teatro para ver de perto seu ídolo jovem (e lindo) a cantar. É vista no comportamento do auditório que entusiasmado se levanta para aplaudir. É ouvida no som da voz de cada um que se aquieta na hora de escutar a nota só alcançada por eles.

Um show daqueles para se dizer: Inesquecível. Ouvi ópera cantada por quem calça tênis, veste camiseta branca, usa um colete, uma jaqueta ou um blazer. Que importância isso tem se a voz e as músicas são maravilhosas e bem executadas.

O sentimento de tudo é: Feliz e realizando vontades.

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Os cantores no palco com luz vermelha predominante sobre eles.
Os cantores sobre o palco, luz cor pink e nos fundos a orquestra.
O cantor Piero no meio do público usando camiseta branca.

Os três cantores no centro do palco
O cantor Ignázio deitado sobre o piano e Giancarlo sob o palco interagindo com o público.
Foto do ingresso para registro.


sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Médico, todos temos um para chamar de meu.


Haveria algo de novo para dizer sobre o médico, além do comum e verdadeiro, de ser aquele que salva vidas, profissional dedicado, responsável em cuidar da saúde das pessoas, de fundamental importância para a sociedade, um ser de dom especial?

Para merecer este conceito, sabemos que o médico investe em estudos, se intera de novas descobertas e pesquisas científicas. Há muito sacrifício pessoal e familiar, renúncia, noites mal dormidas, lazer colocado em segundo plano. Só nos resta pedir que São Lucas, padroeiro dos médicos, os protejam.

Realmente não sei se há algo de novo para dizer dos médicos, mas sei que todos temos um e tomamos posse nos referindo a ele como sendo "o meu médico". Diante dele nos despimos de corpo e alma. Quem nunca chorou sentado a sua frente ao ouvir um diagnóstico de doença ou de cura? Quem nunca alugou seus ouvidos com lamentações? Quem nunca saiu do consultório sem a dor que lhe corria no sangue quando entrou? Eu já.

Dentro das quatro paredes do consultório médico, a voz que ouvimos é o remédio mais indicado para o nosso tratamento. Ele tem na composição respeito, carinho, cuidado e atenção. Receitado durante a consulta, na dosagem exata, trás na bula a indicação certa para o mal de cada um.

Para as nossas doenças temos uma única solução: procurar um médico. Mas quem é o médico do médico? Quem diz para ele que se acalme porque tudo dará certo? Quem consegue diante de uma dor, afastar dele o conhecimento científico que tem e das sérias consequencias que um tratamento medicamentoso trará como efeito colateral?

Por mais que o médico dê um diagnóstico real ao seu paciente, para si próprio a realidade é bem mais cruel, penso. A compreensão que tem lhe causará um sofrimento maior ou menor do que o nosso? Quem lhe diz: confie no seu médico? Quem acalenta o seu coração, doutor? Quem abraça o ser humano quando tira o jaleco e sente as mesmas dores que seu paciente mais comum?

Já saí sorrindo do consultório, mesmo carregando um filho febril no colo. Já saí chorando, mas em paz, da sala reservada do hospital, recebendo a notícia de que nada mais podia ser feito por um ente querido. Já saí feliz depois de uma cirurgia bem sucedida. Já dei conselhos de como reconquistar um amor a quem me repreende por estar acima do peso. Em todas as situações havia um médico por trás. 

Tenho o controle da minha enxaqueca porque carrego a medicação certa na bolsa. Transito pela menopausa sem queixa graças aos hormônios bem dosados. Hoje, minha pele reluz com a indicação de um novo creme para o rosto e fazendo um bem danado ao meu coração. E o motivo é um médico.

Ao "meu médico" desejo sucesso, que brilhe no seu dia e por toda a vida. 


sábado, 12 de outubro de 2019

A Route des Grands Crus na Côte D'ór - França


Vista panorânmica dos vinhedos da Côte d'or. Ao centro o Close de Vougeot.

William Mendes começou o dia contando uma história pessoal: "Quando perguntam o que eu faço em relação a trabalho, respondo: sou um administrador de sonhos". Diz, o guia acompanhante, ao iniciar a viagem pela estrada conhecida como Côte D'Or, que liga a cidade de Dijon à Beaune, na Borgonha. Esta introdução, certo que não foi por acaso, já que é exímio conhecedor da região, e sabia exatamente o que nos aguardava no percurso que os franceses chamam de Champs Elysées dos vinhedos.

William, se diz um administrador de sonhos porque considera que viajar é a realização de um sonho. Brincando com uma verdade, completa: "até porque se eu não souber administrar uma viagem, cobrar pontualidade, confirmar visitas e agendas, ela pode se tornar um pesadelo". Dito isto, ele começa a discorrer sobre os 60 kms, a serem percorridos pela rodovia D-974. Um trecho de ruas muito estreitas e floridas, telhados borgonheses, com pequenos vinhedos nas rotatórias e canteiros de cerca viva feitos de rosas selvagens.

Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o sentido das palavras do guia, certamente as teve totalmente dissipadas a partir de então. Não é prazer, não é magia, é sonho mesmo. Pisar em terras dos donos do mundo no que diz respeito a vinho é uma realização pessoal e indescritível. Não é preciso ser enólogo ou sommelier, embora entre nós, houvessem dois deles, é preciso sim ter conhecimento de que você está na mais famosa rota de vinhos da Europa. Isto é cultura.

"Viajar é colecionar experiências" continua William, falando enquanto  o ônibus cortava a Côte D'or, ou a Costa do Ouro, que tem esse nome inspirada na deslumbrante cor dourada do solo. A passagem é rápida, não leva mais do que alguns minutos além de uma hora. Mas, sentir o charme da região, andar entre vinhedos de reputação internacional que trazem consigo uma história milenar e o aprendizado adquirido são sim, experiências para enriquecer qualquer coleção de viagem. 

Na rodovia denominada "Route des Grands Crus", que mais parece nome de rei e rainha, essas terras onde os vinhedos estão plantados são tombadas Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco. Lá se produz os vinhos tintos e brancos prestigiados e apreciados pelo mundo inteiro pela sua elegância e refinamento. É onde estão os premier crus e grands crus. A Côte dÓr, está dividida em duas partes: a Côte de Nuits, de vinhos tintos produzidos a partir da uva pinot noir e a Côte de Baune, onde predominam os brancos chardonnay.


Os vinhos franceses podem ser classificados como: 
_o vinho comum, chamado vin de table (vinho de mesa);
_o vinho apelação vilage (que leva o nome da vila);
_o vinho apelação regional (que leva o nome da região);
_o premier Crus  
_e o melhor deles o Grand Crus. 

Tudo determinado pelo tipo de terreno onde está plantado. Para chegar a essa classificação foi produzido um mapeamento ao longo dos anos. Neste estudo ficou comprovado que um terreno que produz um vinho qualidade "grand crus" sempre vai produzir um "grande crus".  Assim sucessivamente em todas as categorias.

Nesta região o turismo é feito por  pessoas do mundo inteiro. Eles vêm para visitar os vinhedos, as caves, fazer degustação. Junto com a reconhecida gastronomia e os produtos da culinária francesa, incluindo os queijos,  a cultura do vinho é uma das grandes atrações do turismo no país e de grande importância para a economia local. Em tempos de colheita da uva, durante o mês de setembro, calcula-se que aproximadamente 250 mil pessoas trabalhem nesta atividade. São serviços temporários e feitos manualmente. Cacho a cacho as uvas são cortadas do pé. Para esta atividade, diz-se haver preferência pela mão de obra feminina pela delicadeza que a tarefa exige. Após, as frutas  são recolhidas em pequenos containers puxados por trator.

A medida que vamos nos adiantando na rodovia, Willian continua as explicações para que tenhamos, dentro do possível, conhecimento sobre tudo o que envolve esta cultura. Passada a colheita, com a aproximação do inverno é feita uma poda drástica na planta, ficando apenas o caule central na terra. A uva precisa ter um inverno com 720 horas de temperatura abaixo de 7ºgraus C. Durante o período em que a fruta esta no pé, ela não pode ter noites muito frias. "É tempo de colocar pedras em volta das parreiras e na base da videira. Durante o dia, o sol esquenta a pedra, o calor dela é liberado ao longo da noite ao solo, assim a raíz nunca fica exposta ou em solo frio". 

Dessa maneira, embalados pelas histórias, mexendo a cabeça em movimento com os olhos ora para direita, ora para a esquerda, paramos na Bouchard Ainé & Fils. Conhecer a cave e fazer uma degustação de vinhos fazia parte da programação. _Sobre a visita, aguarde post exclusivo em breve_. A parada final antes de seguir para Dijon foi na cidade Beaune, a capital dos vinhos da Borgonha. 

Baune é a cidade perfeita para quem quer conhecer um pouquinho da vida e a rotina do interior da França. Ruelas de pedras, edifícios centenários, pracinha de carrossel, balões no céu e campos verdes a perder de vista. Ela é tida como uma das mais charmosas cidades da França, com um mercado à moda da Idade Média e o famoso Hotel-Diêu, uma antiga hospedaria e jóia da arquitetura medieval com suas telhas vitrificadas multicoloridas.

Viver aquela paisagem tal qual vimos em tantos filmes franceses já não é mais um sonho, é uma realidade. #SuperLinda realizando vontades.

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Vista panorâmica com uma construção de telhado estilo borgnonese. O verde da vegetação, dia de sol e céu azul.
Vista panorâmica dos vinhedos. Pequena construção com a inscrição do nome da propriedade "Chambertin Clos de Beze" Domaine Pierre Damoy".
Vista dos vinhedos e do solo da dor dourada
Trecho da estrada passando por dentro das pequenas vilas. Jarros de plantas pintadas de vemelho e flores coloridas colocados próximo das portas.
Passagem por dentro das vilas. Flores amarelas, vermelhas, rosas em vasos nas paredes, canteiros e sacadas.
Grande mansão no centro de uma vila. O tamanho demonstra o poder econômico do proprietário.
Trecho da estrada com várias placas indicativas das caves da região



Vista panorâmica da estrada no interior da vila, construções com canteiros suspensos nas janelas e ruas muito limpas.

*Fotos amadadoras, algumas sem foco, feitas por Raquel Ramos, de dentro do ônibus em movimento e de celular.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Jardim de Monet. A natureza eternizada nas telas de Claude Monet.


Eu, com jaqueta azul marinho, escrito SuperLinda.com nas costas, de frente para o cenário do lago Ninféias. Muitas plantas em vários tons de verde formando espelho de d'agua.
Engana-se quem pensa que o jardim de Monet é para ser visitado apenas pelos amantes do Impressionismo. Localizado na pequena cidade de Giverny, cerca de 80 km de Paris, visitá-lo é se apaixonar, se ainda não é, por Claude Monet.

Mesmo que seja apenas entrar nesse mundo, dentro do conceito de experiência estética, bater uma foto tal qual o artista, na mesma sala, entre os seus quadros, objetos de decoração da casa, e ter a sensação de sentir Monet ao seu lado, é de tirar o folêgo. 

Enquanto se observa os detalhes, a escrivaninha, a janela com vista para o seu famoso jardim de flores do campo,  as poltronas, o busto de bronze, fotografias antigas do mestre, "impressionam" pelo sentimento que toma conta de qualquer visitante.


Montagem de três fotos da sala da casa de Monet. Em cima, a sala inteira com Monet de pé ao centro. No meio, eu com jaqueta escrito o nome do blog nas costas de frente para os quadros de Monet pendurados na parede. Na última o canto esquerdo da sala com quadros, fotos e uma escultura do busto de Monet.

Monet, viúvo e com dois filhos, casou-se em segundas núpcias com Alice Hoschedé. Foi quando comprou a casa e mudou-se para Giverny. Como não é diferente nos tempos de hoje, passou por muitas dificuldades financeiras por viver de sua arte. Só a partir de 1886 sua carreira alavancou. 

Além disso, contrariando a família que queria que ele frequentasse a Escola de Belas-Artes, Monet preferiu estudar no Atelier de Suísse. Sua opção por esta escola era por ser um sistema que adotava um ensino menos formal, permitindo-lhe a pintura ao ar livre. Técnica que ele desenvolveu com maestria criando em sua casa o cenário natural para as suas telas.

Percorrer os canteiros é não dar descanso para a câmera fotográfica, tal a exuberância das flores encontradas. Estar no jardim é sentir-se modelo das telas de Monet no mesmo cenário do lago das plantas aquáticas e da ponte japonesa. Telas em que ele tanto retratou, através da pintura, a sedutora e enigmática Ninféia. Cenário de cores que não se distinguem, mas dão um tom inconfundível ao lago. 

As flores, mesmo que sejam replantadas, traduzem a imagem vista nas pinturas. Os quadros expostos na casa são réplicas, já que os originais estão nos museus, e por isso mesmo o envolvimento é surpreendente. 

E para que tantos se encantem, há os que cuidam e limpam a vida que nasce da terra e da água, criando o romantismo das flores de quem passa poucos, mas intensos momentos mágicos.

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Fachada da casa de Monet em cor de rosa, venezianas e escadas em cor verde. Canteiro de flores rosas próximo da escada e canteiro de flores vermelhas na frente da casa.
Eu subindo a escada de entrada na Casa de Monet rodeada de flores rosa, roxa e branca.
Foto panorâmica da sala com pinturas na parede com os quadros de Monet.
Área externa do jardim da casa de Monet. Vegetação verde com flores coloridas.
Foto de visitantes na ponte japonesa entre muitas plantas em tons de verde.
Corredor externo do jardim de flores do campo coloridas com a casa de Monet nos fundos
Montagem de duas fotos com trabalhadores limpando as águas do lago e outro regando canteiro de flores.
Eu, usando calça comprida preta, blusa laranja, bolsa vermelha, no centro de compras do Museu e Jardim de Monet segurando a réplica de um de seus quadros.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Em Dijon, siga o caminho da coruja


Famosa pela mostarda do mesmo nome, Dijon a 130 km de Paris é uma das mais bem preservadas cidades medievais da França. Em 2015 teve o seu centro histórico incluído como Patrimônio da Humanidade da UNESCO. 

Das suas histórias me atento às curiosidades. Conhecer Dijon é andar à pé e fazer o roteiro chamado "caminho da coruja". É incomum, original e agradável. Passa pelos principais pontos turísticos do centro da cidade e cruza as suas ruas medievais. Cada um desses pontos é sinalizado por um placa numerada de metal no chão com o símbolo da coruja, um amuleto de Dijon.

O Caminho da Coruja 
Montagem de foto com a mão na coruja, placa da rua La Clouette, e o símbolo da coruja no chão das ruas de Dijon

Mas, sem dúvida encontrar  o marco da Rue de la Chouette é o mais curioso. Ali, a coruja está no chão e entalhada na parede da imponente Catedral de Notre Dame. Tocar na coruja traz sorte e realiza os pedidos, diz a lenda. Segundo  a explicação da guia para o Superlinda "É uma superstição, já que naturalmente a igreja não permitiria isso como um símbolo de "sorte". Ela acrescenta que pode ser uma assinatura do arquiteto, pode ser o símbolo da obscuridade, no sentindo de 'sombra', por ser um animal noturno. Ou o mesmo o olhar noturno, de vigília, atribuído a coruja". O importante é saber, diz a guia "que são hipóteses atribuídas ao símbolo, e em sendo assim, é possível acreditar no que  se queira".

Catedral de Notre Dame de Dijon
Duas foto da Catedral de Notre Dame de Dijon
Ainda sobre a Catedral, ela foi construída em 1230 e traz na severa fachada gótica as suas mais de 50 gárgulas que são desaguadores para escoar água da chuva, ornadas com figuras monstruosas ou animalescas comuns na arquitetura gótica. No caso da Catedral de Dijon, as gárgulas representavam os vícios que as pessoas tinham. Serviam como reflexão aos que entravam na igreja sobre o que poderia lhes acontecer caso não cuidassem dos seus pensamentos e comportamento. Depois de um acidente, logo após a construção, quando uma gárgula caiu sobre uma pessoa que passava na rua, levando-a a morte, todas foram removidas e refeitas no século XIX.
Os telhados da Borgonha.

Montagem de duas fotos dos telhados coloridos da Borgonha, Um deles com uma escultura de gato e uma coruja sobre a casa.
O material poroso usado na fabricação das telhas, na Idade Média, era acrescido de produto químico e levado ao forno. Após esse processo passavam um esmalte colorido para proteger a telha, dando à ela este efeito de mosaico. Este é um telhado que pode ser encontrado em outras regiões e países. O que caracteriza os de Borgonha são as cores e os motivos. A imponência de cada um era como um símbolo de prestígio do proprietário do edifício. Também é comum ver nos telhados figuras de animais. Ter a coruja ou gato no alto da casa, era garantia de vigília e proteção.

 Culinária bourgognne
Montagem de 4 fotos com o restaurante, a praça do carrossel, o prato com o "coq ao vin"e o cardápio do restaurante.

Caminhar pela rua principal, a La Liberté, é quase que obrigatório. Passando o Portal Guilhaume, um antigo portal de proteção da cidade, ela está a sua frente e é também o marco inicial do Caminho da Coruja.
Nesta rua, por todos os lados há oferta de lojas e restaurantes. Por indicação do guia William Mendes, na praça, onde cintilam as luzes de um carrossel , reina também a gastronomia bourgognne. Do cardápio, no restaurante de construção medieval, escolhi o tradicional "Coq ao vin".

 Kir Royale
Montagem com duas fotos: o garçon fazendo o drink Kir Royale e eu com o copo na mão. O drink tem cor vinho.
Em se tratando de Dijon e os amantes de drinks e champagne sair de lá sem um brinde com Kir Royale constitui-se em um pecado sem perdão. Este é um tradicional coquetel a base de licor de Cassis e champagne. Entre meio a outras conversas, mais uma vez William - @vetwillmendes - conhecedor da região e hábitos bourgognne, disparou outra dica a servir: 1 dose de cassis, água tônica e gelo. Vale a pena experimentar.

 Mostardaria  Edmond Fallot
Fachada da Mostardaria Fallot

Uma cidade pequena para os padrões brasileiros, mas de porte médio para as dimensões da França, há muito para se fazer na Dijon de 160m mil habitantes. Entre os lugares mais comentados está a famosa mostardaria Fallot. Fundada em 1840, é a última mostardaria artesanal e 100% bourguinonne, por ser feita com grãos cultivados exclusivamente na Borgonha. Hoje, uma grande quantidade deles é originário do Canadá.

 Senhor Darcy
Fachada noturna do cine Le Darcy
Entre os pontos que não fogem do roteiro turístico está o Jardim Darcy. Esse é um homem a quem se referem apenas como o "Senhor Darcy", detentor também nome dado ao cinema e teatro da cidade. Darcy era um engenheiro, fez da cidade de Dijon, a primeira da França, a ter água potável, após a epidemia de cólera, no século XIX. Por sua influência, tornou obrigatória a passagem do trem por Dijon, o que permitiu um desenvolvimento econômico e demográfico importante.

 Urso branco
Foto tirada por dentro do vidro para o jardim do hotel. Ao fundo a escultura do urso branco.

 A figura do urso branco usado em jardins é dedicada a Francoise Pompom. Ele tinha o hábito de fazer pequenas escultura de animais, até um amigo lhe dizer que tal beleza merecia ser feita em tamanhos maiores. Quando ele morreu, a cidade fez disso também um símbolo e os artistas esculpiram em tamanhos maiores, sendo que o original está em Paris.

 Rua Stéfen Liégard.
Placa da rua Stéfen Liégard

Stéphen François Emile Liégeard, foi advogado, deputado, escritor e poeta francês. Segundo a guia, ele ao se deparar com o azul do mar da Rivieira Francesa chamou-a de “Côter dÁzur”. Uma referência comparativa a Côter-d'Or _costa do ouro_ na Borgogne. Nome atribuído a cor do solo dessa região.

Dijon, uma cidade a ser conhecida à pé.


Praça da Libertação - Uma praça de bares e restaurantes com chafariz retangular ao centro.

Praça do Carrossel com a data de 1900
Rua central de pedestres e bares
Prédio histórico dos Telégrafos
Sábado, no Mercado Público, é dia de brunch
Restaurante do Museu de Belas Artes, o Palácio dos Duques
Vista panorâmica da cidade de Dijon.


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O Institut Lumiére em Lyon, na França