sexta-feira, 19 de julho de 2019

O SuperLinda no Jardim do Sol - Florada dos girassóis






O girassol tem a particularidade de ser uma planta heliotrópica, ou seja, gira o caule sempre se posicionando na direção do sol. Mas, há quem diga também, que ela apenas dança e ele, o sol, admirado pela sua beleza, é que a segue. Mesmo que não passe de mais uma lenda, a história é cheia de sensualidade e amor.

Para Joinville, conhecida como Cidade das Flores, em plena época do Festival de Dança, a lenda da dança com o sol, parece dar ao espetáculo conhecido como a "florada dos girassóis", um ar muito próximo da realidade da cidade.

A planta originária dos Estados Unidos, floresce com as cores do Brasil, nos canteiros feitos pelas mãos de Neusa e Dario Bergmann. Este é um espetáculo, que acontece uma vez por ano, feito relâmpago. Dura apenas 12 a 15 dias. 

Tudo começou em 1990, no local conhecido como Agrícola da Ilha, no bairro Jardim Sofia. No início, ali reinava apenas o Hemerocallis. Uma flor, que de tão segura da própria beleza aceitou dividir o espaço, enquanto aguarda reflorescer, com o radiante girassol. Assim surgiu o Jardim do Sol. Essas duas por sua vez, darão lugar até a próxima florada,  para a colorida Sunpatiens. Um nome complicado para uma flor conhecida por “beijinho” ou "Maria-sem-vergonha".

E assim de flor em flor, de canteiros em canteiros, de floradas em floradas, o local atraí  e encanta milhares de pessoas o ano inteiro. Além das flores, aos sábados e domingos é possível tomar café da manhã ao estilo café colonial. Há também, campos para piqueniques, trilhas, lagos com peixes.  Além disso, no centro do gramado, uma capela para orações e que serve de cenário para realizar casamentos ao ar livre. 

Encante-se.

Foto panorâmica do jardim dos girassóis.
Placa com breve histórico do Parque dos Hemerocallis
Placas indicativas do que há no local: Café, jardim, sanitários, capela.
Entrada do jardim e parte frontal da capela e seus vitrais,  no centro do gramado. Foto de Marilisa Roh.
Lateral da capela e os jardins de girassol. Foto de Marilisa Roh
Raquel Ramos entre os girassóis

Link da localização
Foto do hemerocallis - ilustrativa da internet do link
Foto de Sunpatiens - Ilustrativa da internet link

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

O SuperLinda pelo Mundo - Vulcão Etna, na Sicília



Ceci com a camiseta do blog SuperLinda, a bandeira no Brasil no Vulcão Etna.

Ele é um gigante e se mantém ativo desde o ano 6.000 a.C. É imponente, é grandioso, é majestoso. No alto dos seus 3350m de altitude se porta como o dono da natureza. As vezes, aterrorizante,  ele usa seu poder de fogo sobre a terra.

As paisagens inusitadas de solo escuro com crateras que nos remetem a um cenário lunático, o Vulcão Etna é um lugar onde milhares de pessoas fazem passeio turístico.  Corajosa, despojada, ativa, tal qual um vulcão em erupção, Ceci Maciel, guia de turismo, em passagem por lá, se vestiu de SuperLinda e se tornou a personagem principal deste post.

Conhecedora e bem informada, Ceci trás informações que aguçam a vontade de qualquer pessoa em visitar essa região. A Sicília está localizada no sul da península Itálica, chamada na Antiguidade, de Magna Grécia e que foi colonizada pelos gregos. "A Sicília é intensa em tudo. Sabores e cheiros de ervas, de flores, picantes, amargos e sobretudo é uma terra alegre" e completa, ela que sempre está com a bandeira do Brasil nas mãos: "tem muito a ver conosco".

Enquanto o Etna representa, por um lado, uma ameaça constante aos habitantes da cidades próximas,  por outro, ele é reverenciado pelos sicilianos pela terra rica em minerais depositada pela lava. "Aqui, o vulcão representa uma força que o povo respeita e se orgulha. É terra de solo fértil e vinhos incríveis. Terra vulcânica cheia de sabor", diz Ceci colocando vida, sabor e, principalmente, sentimento nas palavras. 

O vulcão Etna foi tombado patrimônio mundial da UNESCO EM 2013. Ele está localizado no parque Parco dell'Étna, na Sicília, a cerca da cidade de Catânia. É o vulcão mais alto da Europa. Cobre uma área de 1190m2, o que representa o dobro da segunda maior montanha da Itália, o Monte Vesúvio.

Ceci Maciel #amigos que fazem do SuperLinda também um blog de viagem.


Ceci de costas com os braços aberto sob o Vulcão Etna

Ceci de camiseta do blog SuperLinda, bandeira do Brasil e Vulcão Etna nos fundos

Vista panorâmica das crateras do vulcão Etna
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terça-feira, 16 de julho de 2019

Da elegância de Zürich



O SuperLinda diante da placa da Bahnhofstrasse

Depois de aproximadamente 15 horas de viagem, a chegada à Suíça se deu pelo aeroporto de Zurique, ao norte do país, próximo da fronteira com a Alemanha. Este é um aeroporto dos mais movimentados da Europa. Curiosamente tão movimentado quanto a sua principal estação de trem. Desta estação partem em torno de 3000 mil trens por dia, com destino à Itália, Alemanha, França e outros países da Europa. 

Assim começa uma viagem de particularidades distintas. Cidade rica, de grandes banqueiros, sede da poderosa Fifa. Mas, também, assim como em todo o país, é onde desfrutar da natureza significa viver entre a neve, onde os verdes pinheiros nas encostas dos morros servem de contenção de avalanches. Terra de pessoas que não desperdiçam um dia de calor dado a sua raridade.

Entre tanto a ser mostrado, começamos pela antiga área industrial totalmente revitalizada e transformada num museu a céu aberto. Andar por ela é desfrutar de restaurantes, vida noturna e galerias de arte. As casas antigas são tombadas patrimônio histórico, e aqui não há prédios altos. "O que nós temos de alto aqui na Suíça são os Alpes" diz a guia falando em português.

Embora não seja a capital do país, Zürich é mais visitada do que Berna (a capital), é o centro financeiro da Suíça e um dos mais importantes do mundo. A cidade oferece alto luxo em entretenimento, em hotéis, em restaurantes e no comércio, para atender a sua rica clientela. Porém, proporciona estadia e possibilidades para qualquer pessoa usufruir da sua hospitalidade.

Com toda essa riqueza, a cidade não possui metrô, mas é servida por trens considerado o transporte mais confortável e rápido,  para ser usado em Zurich.  Na cidade do UBS - Banco de Investimentos e do Credit Suisse, a Bahnhofstrasse, a mais famosa rua de compras de grifes famosas, te possibilita comer uma salsicha com pão, ou fazer uma simples refeição, sentada em mesas na calçada, guarnecida com talheres de prata. 

Sobre comer o prato mais popular da região, a Bratwurst (salsicha branca) ou a Servelat (salsicha marrom) com o pão chamado Gold Bürli, de crosta dourada, crocante, macio e branco por dentro,  o melhor lugar é o primeiro que você encontrar. Há um quiosque em cada esquina, todos saborosos. A única preocupação que você deve ter, é com a forma correta de degustar esta iguaria: não cometa a gafe de cortar o pão e colocar a salsicha dentro. O jeito tradicional do povo "zuriquiano" é comer dando uma abocanhada no pão e depois na salsicha, separadamente.

Nesta terra dos famosos queijo suíços, o gorgonzola parece marmorizado, a água das fontes espalhadas a cada esquina é potável, assim como a que sai das torneiras, incluindo a dos banheiros públicos. Um país onde artistas como Tina Turner preferem morar porque os suíços primam por privacidade e não os incomodam com pedidos de autógrafos ou selfies. 

Outra particularidade desta cidade, exibida como um troféu, é o The Dolder Grand Hotel. Construído em 1899 no top da Adisberg Hill, a mais alta das montanhas de Zürich. Considerado uma obra de arte da hotelaria mundial, de arquitetura imponente, de onde se tem uma vista deslumbrante para os Alpes, para o Lago de Zurique e o centro da cidade. Próximo à entrada, mas ainda no lado externo do hotel, uma grande escultura revela algo entre o lúdico e o profano. A interpretação é sua.

Como sempre a melhor forma de conhecer uma cidade é sair caminhando pelas ruas. Neste caso, o destino é a praça  Münsterhoff. Ela fica no centro histórico e está rodeada de prédios medievais, restaurantes e cafés. A sua volta é possível visitar duas das igrejas históricas de Zurique. São “igrejas reformadas” quer dizer, foram construídas como católicas mas se tornaram protestantes há cerca de 500 anos. A mais conhecida delas, é a Fraumünster, famosa pelos vitrais surrealistas de Marc Chagall. St. Peterskirche é igreja mais antiga e única em estilo barroco da cidade. 


Rua central de Zurique com bares e restaurantes
Mesa na calçada servida com talheres de prata para refeição
Sentada em banco de rua com prato do pão gold bürli e a salsicha servelat
Fraumünster, Igreja famosa pelos vitrais surrealistas de Marc Chagall.
Praça Münsterhof
Igreja Grossmünster de duas torres.
Igreja St. Peters o rio Limmat no centro de Zürich
Queijo gorgonzola

Cisnes brancos no lago de Zürich
Cervejaria Löwenbräu na antiga área industrial

Fonte de água no centro da cidade
Prédio que é Patrimônio Histórico
Prédio que é Patrimônio Histórico.
Placa indicativa da FIFA

Entrada do The Dolder Grand Hotel
Vista para Zürich em frente ao The Dolder Grand Hotel, com a camiseta do blog superlinda.
Escultura em frente ao The Dolder Grand Hotel

Rua central talhada pelos trilhos de trem.
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terça-feira, 9 de julho de 2019

Glacier Express - Um sonho de trem





Foram 8 horas de viagem.  Durante o trajeto atravessamos 91 túneis e 291 pontes, nos deparamos com paisagens deslumbrantes típicas de folhinha de calendário. Conhecido como o trem mais lento do mundo, apesar do nome “express” o Glacier Express percorre os vales alpinos entre a doce Zermatt e a glamourosa St Moritz.

Esse é um trem que oferece uma viagem panorâmica pelos Alpes na Suíça. Não é de se admirar. Além de ser um dos passeios mais cobiçados, é um programa falado e divulgado aos quatro ventos pelas agências de turismo. Até mesmo Ceci Maciel, nossa guia brasileira, logo no início, disse: "A Suíça é um país coberto de ferrovias", se referindo a facilidade que é andar de trem neste país e o quanto este meio de transporte é realmente usado. 

Pelo caminho de trilhos, de leste a oeste, as paisagens são deslumbrantes. Ora para cima no cume das montanhas, sempre brancas de neve, ora para baixo nas transparentes águas de seus rios. Não é por acaso que o Glacier Express tem as janelas de vidro, inclusive no teto, com total visibilidade da parte externa.

Durante o trajeto não há descanso. As paradas nas estações são rápidas, apenas para subida ou descida de passageiro. E de fato pergunto: descansar do quê? Se do início ao fim o que se faz lá dentro é conversar, rir, comer, beber, passear entre os vagões, se divertir muito e fotografar.

Sobre fotografar, vale dizer que procurar o melhor ângulo ou enquadramento perfeito pode também significar perder o melhor registro das montanhas impressionantes, dos rios e riachos, das pastagens, dos vilarejos.  Mesmo que mal mostradas, sob o reflexo dos vidros das janelas, é impossível não fotografar.

Quanto ao serviço de bordo, este é impecável. Comida deliciosa, escolhida do menu e preparada na cozinha do trem, com um diferencial: São feitas na hora. Engana-se quem pensa que vai comer empanados ou pratos com gosto de comida de avião. Bebidas com requinte, ao gosto do cliente, sobremesa e café expresso.

O Glacier Express passa pelo Oberalp Pass, uma passagem de alta montanha que liga os cantões (Estados) Groubünden e Uri  entre Disentis e Andermatt, a 2044 metros de altitude. Este é um local onde se fala a língua romanche. Conhecida como uma língua romântica descendente do latim, falado pelos romanos que ocuparam aquela área na antiguidade. O romanche é um dos quatro idiomas nacionais da Suíça, assim como o alemão, o italiano e o francês.


A última parada antes de St.Moritz, é em Chur, a cidade mais importante da região. Fatalmente você terá entre os que estão te servindo alguém que mora nesta cidade. Portanto, #ficaadica. Não cometa o pecado de pronunicar o nome da cidade conforme a escrita, ou será corrigido, em alto e bom tom:  “KURRR”, com som da letra k e o erre arrastado.

A chamada Ferrovia Rética que compreende os últimos 122 km e 144 viadutos, é tombada como patrimônio da humanidade pela Unesco. Este trecho da ferrovia esta localizado parte em território suíço e parte em território italiano, por este motivo o patrimônio é compartilhado pelos dois países.
 
Vista panorâmica dos Alpes com neve.

Ciclistas colocando as bikes em porta bicicletas de ônibus.
Atendente que reside em Chur (pronuncie-se Kurrrr) encerra os  trabalhos e a guia Ceci Maciel agradece pelo grupo.
Duas pessoas andando de caiaque no rio que beira a ferrovia.
Igreja de cor branca sobre um gramado verde em um dos lugarejos da estrada.
Menu

Champagne servido no serviço de bordo.
Trecho de rio com pedras. Água de cor verdadeiramente "verde água".
Foto interna do trem, janelas envidraçadas, passando por um túnel.
Foto interna do trem com as janelas envidraçadas e transparentes.
Gim Tônica - Drink servido no serviço de bordo.
Vista de um povoado pela estrada
Prato de salada servido no almoço.

Vista de um povoado e nos fundos montanhas com neve
Paisagem do rio e rodovia
Eu, do blog #SuperLinda em momento de boas risadas.

Pela sua imponência este é o túnel mais famoso da estrada.


Paisagem com casas e montanhas com neve.
Placa de registro da rodovia como Patrimônio da Humanidade.
 
Mapa do percurso.


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