quinta-feira, 2 de julho de 2020

Foto para cartão postal - Paraty - RJ




Caminhar por sobre as pedras irregulares conhecida como calçamento pé de moleque, no Centro Histórico de Parati, Estado do Rio de Janeiro, é um verdadeiro exercício de equilíbrio, porém, o único jeito de conhecer a cidade.

É um esforço que deixa de ser dificuldade diante de tanta beleza a ser apreciada. O conjunto de casarios coloniais é um dos  mais importantes do Brasil. As ruas têm nome e sobrenome distribuídas por quarteirões completamente irregulares e de esquinas desencontradas. Mas é nesses recantos e encantos que é possível encontrar uma verdadeira exibição de casas pintadas de branco e janelas multicoloridas entre tantas construções históricas.

Paraty pode ser considerado um paraíso para os fotógrafos, mas se quiser fazer a foto perfeita e sem turista a que sair cedo, pela manhã, ou tarde da noite para conseguir uma imagem limpa. Todo esforço vale a pena.

1- Foto título do post de uma rua com os casarios antigos.
2 e 3 - Foto de ruas centrais, casas brancas e janelas multicoloridas.
4 - Foto na rua principal do comércio, de noite com chuva, muito colorida, eu com camiseta laranja escrito superlinda nas costas.

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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Acende a fogueira no meu coração


Não há dúvida o título deste post sugere alguém pedindo para viver um grande amor. Muitos devem estar pensando: Ah! Quem me dera! A frase faz parte de uma música do cancioneiro popular que começa assim: "”São João, São João, acende a fogueira no meu coração...” e é uma das cantigas mais conhecidas das festas juninas.

O mês é de festa de São João, mas não só dele. Dia 13 foi o de Santo Antonio. Para quem já clamou por casamento e amor ao santo casamenteiro, aproveita o dia 24 para reforçar o pedido para as dores do coração. Enquanto o dia 29 será o do todo poderoso São Pedro, o dono das chaves do céu. Aquele que Jesus escolheu para ser o seu sucessor, o primeiro papa da igreja. A comemoração deste, como não poderia deixar de ser, é cheia de pompas e missa na igreja católica.

É a soma das três comemorações que acontecem neste mês que são chamadas de Festas Juninas, a de São João é apenas uma delas. De certo que é a mais festejada com cantos e danças nas ruas e em volta da fogueira já que ele é chamado de o Santo Festeiro. No sul, de clima frio, esta é uma comemoração feita a base de muito quentão, pinhão, pipoca, comidas de milho.

Na realidade a origem desta festa vem de muito antes do surgimento do catolicismo. Eram festividades realizadas por agricultores para pedir por boas colheitas. A tradição chegou ao Brasil por meio dos português e jesuítas e trouxe alguns significados aos costumes. No caso da fogueira teria sido usada por Santa Isabel, mãe de João Baptista, para avisar à Virgem Maria, do nascimento de seu filho.

A data de nascimento de João, 24 de junho, coincide com o verão no hemisfério norte, época em que se festeja as colheitas. Neste caso há a versão de que as fogueiras, as danças em volta do fogo e o salto sobre as chamas eram feitas para afastar as pestes dos cereais e estiagens. Já a quadrilha diz-se ser uma tradição de dança de salão francesa do início do século XIX passado.

Histórias e lendas existem para sustentar costumes e tradições. Todas são bem vindas desde que sejam para fazer bem ao nosso coração.

Seu blog dá acesso ao deficiente visual?    Fotos legendas para acessibilidade do deficiente visual. #pracegover - Foto montagem de uma fogueira com um coração. Cores: laranja, marrom cor de fogo, letras com.a frase titulo em amarelho e coração ao centro em cor preta. Arte de Letícia Rieper.

terça-feira, 16 de junho de 2020

A Coluna da Peste em Viena, um déjà-vu.



A Coluna da Peste, construída como símbolo da erradicação da grande epidemia que assolou Viena em 1670, está sendo usada para pedidos de fé e esperança da pandemia do coronavírus, conforme noticiou o Euro News.

Viena foi uma das cidades que mais me surpreendeu, depois de Berlin, pela imponência das construções, avenidas e monumentos. E foi caminhando por suas ruas que me deparei com este marco grandioso dedicado à Santíssima Trindade.

A coluna levantada no século XVII, em estilo barroco, a mando do Imperador Leopoldo I, está localizada na Grabe. Uma zona de pedestres, da época dos antigos romanos, no centro histórico da capital austríaca.

Confesso que senti um certo desconforto quando soube de algo tão lindo feito para lembrar uma peste. Embora o sentido seja o de representar a vitória sobre o mal, ainda assim, foi inquietante. Mas o que se aprende com tudo isso é que epidemias marcam a vida do ser humano ao longo de toda a história, com consequências sociais e econômicas, sem solução até os tempos de hoje.

Parece que doenças e pestes continuam ameaçando o mundo, agindo a seu "bel prazer" sobre a humanidade, sem que a ciência se dê conta ou dê conta delas. A diferença é que se antes as homenagens às vítimas eram imortalizadas por monumentos, hoje são feitas com discursos políticos e permanecem na história para serem reprisadas em retrospectivas digitais.

O comportamento dos vienenses em transformar a Coluna da Peste em local de peregrinação é a perfeita associação de algo já vivido antes. Um déjà-vu real.



Descrição da coluna vista na foto:

  • Pedestal reservado aos homens.

  • Anjos como mediador entre Deus e os homens.

  • No nível mais alto a Santíssima Trindade.

  • A face oeste é dedicada a Deus pai e tem uma água de duas cabeças, o brasão de armas do Santo Império Romano, os brasões dos austríacos Inner terras, os ducados de Styria, Carinthia e Carniola.

  • A face leste é associado com o Filho de Deus e assume os brasões dos reinos da Hungria, Croácia, Dalmácia e Bósnia.

  • A face norte, pertence ao Espírito Santo, está decorado com os bras˜pes de armas do Reino de Bohemia, a Margraviate de Alta Lusacia e Baixa Silésia, bem como o Ducado da Silésia.

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terça-feira, 2 de junho de 2020

O SuperLinda em St.Moritz na Suíça

Vista panorâmica do lago de Saint Moritz


Tudo parece se contradizer. A cidade é um vilarejo de 5 mil habitantes, mas é considerada cosmopolita. Tem 322 dias de sol por ano, mas são seus cumes de montanha brancos de neve que impactam na chegada. Ela que se tornou famosa por ser ideal na época de verão é um dos mais famosos destinos de inverno do mundo.

Assim é Saint Moritz na Suíça. O meio de transporte usado como deslocamento foi feito, saindo de Zermatt, com o conhecido Glacier Express. A permanência em St. Moritz não foi exatamente a de uma grande estadia, mas sim, uma passagem. Um pernoite. O suficiente para sentir o glamour experimentado em tantos faz de conta de filmes e vídeos.

Nesta viagem foi possível sentir que o vilarejo alpino, formado em torno do lago do mesmo nome, merece toda a fama que tem. É lindo, charmoso e de beleza natural encantadora.


Dependendo do que você procura e deseja tenha a grata satisfação de saber que é possível viver Saint Moritz. Eu falei viver S.Moritz, diferente de viver em St.Moritz, pois trata-se de um dos mais caros custos de vida da Europa.


Porém, há atrações ao alcance de todos e  são muitas. O simples caminhar por suas ruas, é um deles. Um local de charme e sofisticação para ver vitrines de grifes famosas e paisagens exuberantes.

Pelas mesmas pedras que Brigite Bardot caminhou de mãos dadas com o namorado Gunther Sachs é possível circular e passar em frente ao Badrutt's Palace Hotel. E qual a importância disso, alguém pode estar se perguntando?

Conhecendo a história, impossível não ficar radiante de frente ao famoso hotel da família Badrutt, inaugurado em 1986. Esse é um hotel de reputação lendária frequentado por membros de famílias reais, por personalidades da política e do entretenimento.

Todos, desde aquela época, iam em busca do serviço único e especial que o hotel oferece ao hóspede até os dias de hoje. Decorado com elegância clássica, ares luxuosos e  com as suites voltadas para o lago, já receberam desde Alfred Hitchcok a Princesa Diana.

No que diz respeito a culinária, a Suíça deve ser respeitada não só pelo founde. Na famosa St.Moritz os doces tem sabor indescritível. Em qualquer restaurante ou confeitaria experimente a “tuorta da musch Engiadinaisa”, uma torta de nozes que leva o nome de Engadina, o mesmo da região geográfica da cidade. Uma especialidade da tradicional Confeitaria Hauser.

A proximidade com a fronteira da Alemanha e a Itália permite a fluência dos dois idiomas entre a população, além do dialeto local, o romanche. Mas é o alemão que é o idioma oficial dessa região.

Um lugar onde pouco se pode comprar, mas como em toda viagem é possível esbanjar o olhar nas galerias de arte dos corredores e escadarias que ligam a cidade alta da baixa, adquirir cultura e conhecimento.












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terça-feira, 26 de maio de 2020

O SuperLinda em um tour pelo mundo afora - França e Itália




Cannes, na França
Em um passeio pela Itália e França, Chrystian Ilg trouxe para o SuperLinda fotos de paisagens de encher os olhos.

Na passagem pela charmosa Riviera Francesa, de cenas deslumbrantes, Chrys faz da sofisticada Cannes o fundo para foto perfeita com a camiseta do blog SuperLinda.

Enquanto na romântica Verona de Romeu e Julieta, a camiseta compõe o quadro junto ao rio Ádige. Mesmo que não se saiba se realmente esses personagens existiram, a obra de Shakspeare foi imortalizada e chamada "casa de Julieta" é uma edificação do século XIV.

E por último, necessariamente não nesta sequência, a passagem por Ezê serviu de cenário para a foto diante do Mar Mediterrâneo. O charmoso vilarejo medieval, na Côte D'Azur, está localizado entre Nice e Mônaco. A pequena cidade é muito bem preservada e tida como um tesouro no topo da colina, ainda pouco conhecida como destino turístico.

Chrystian Ilg Instagram @pics_by_chrys amigo que faz do SuperLinda também um blog de viagem.


Éze, cidade próxima de Mônaco, na França

Por do sol na cidade Verona, na Itália.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Champagne Pommery À Reims - France


Madame Promery. Foto do site

Jeanne Alexandrine Louise Mélin Pommery, a Madame Pommery, é mais uma dessas mulheres consideradas de viverem a frente de seu tempo. Ela se revelou uma grande empreendedora e começou a criar a imagem da marca Pommery, pelo mundo afora, por volta do ano de 1870, na França.

Casada com Alexandre Louis Pommery, assumiu o controle da empresa após a morte do marido.  Seu maior feito foi quando, em 1874, criou o primeiro Champagne Brut: o Pommery Brut Nature. Além do nome vinculado à maison, ela sabiamente criou uma imagem em torno de sim mesma, e  de seu produto. Para tanto, em 1882, ela contratou o artista Gustave Navlet para esculpir a sua imagem e outras obras de arte nas paredes de sua imensa cave.

Sobre a Maison Pommery, em descrição no site, encontra-se a seguinte definição: "a Pommery é delicadeza e vivacidade, coração e alma, um estilo feito com elegância, que tem uma pontuação focaca nos aromas refinados, e não na sua força. Toda a colheita das propriedades de Pommery está essencialmente em vinhedos considerados Grand Cru, e é feita à mão".

A criação do Brut Nature, com menos açúcar do que os haviam na época, foi desenvolvido para atender o mercado inglês, um dos principais consumidores de champanhes na época. Eles buscavam uma bebida menos adocicada das que que eram produzidas até então. 

Isto foi considerado uma revolução, uma meta ambiciosa e muito bem sucedida que tornou Louise Pommery uma pioneira. Para bem realizar esse feito, a Madame mudou a cave para um lugar que combinasse as condições ideais de produção. Assim em julho de 1868, ela lançou o “canteiro de obras do século” em Reims, considerado a "metarmofose dos crayères em adegas".

A visita pela cave é uma viagem no tempo feita por entre as milhares de garrafas acomodadas pelos corredores. É como percorrer um labirinto sob arcos de pedra e esculturas nas paredes, feito galeria de arte. Um passeio alimentado pela história da construção dos 18 km de extensão do túnel e do projeto visionário da Madame Pommery. Estes subterrâneos servem de local de armazenamento para envelhecimento do champagne

Para descer até lá há um escada de 116 degraus desgastadas na beiradas pelo pés de quem trabalha ou transita nela. São túneis escavados e esculpidos em pedra calcária chamada de giz. “Giz, cré ou greda é uma rocha sedimentar porosa, uma espécie de calcário branco constituído essencialmente por carbonato de cálcio sob a forma de calcite, do final do século XVIII." informação do site.

Em 1968, para se diferenciar das demais casas de Champanhes, Louise resolveu construir um edifício no estilo neo-elisabetano gótico, finalizado somente 10 anos depois. Em 2015 Reims recebeu o reconhecimento de seu champanhe, cavas e vinhedos como patrimônio Cultural Mundial. Com isso a cidade passou a figurar quatro vezes na lista da Unesco. 

As fotos registram a passagem do SuperLinda pela Cave Vranken Pommery com informações prestadas pela guia da empresa produtora do famoso champanhe Pommery. Viagem realizada em 2019 com a agente Heloisa Soter Correa da Bel Turismo.


Foto panorâmica do edifício estilo neo-elisabetano gótico - Prédio da Caves Pommery
O SuperLinda de frente para a entrada da Caves Pommerry - Paredes de pedras cor areia e portas de madeira.
Escadaria de 116 degraus de acesso aos túneis
Escultura da Madame Pommery na parede dos corredores.
Garrafas de champagne desde 1874
O SuperLinda com a taça de champagne em momento de degustação
Corredores internos da cave.
Esculcutura de arte nas paredes da cave.

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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Um timaço



Em pé da direita para esquerda Roberto, Faísca, Nilton Fagundes (o Gordo), Carlos Ternes e Serginho. Embaixo, agachados, Telmo Cherem, Ademir (o Mãozinha), César Maciel, Jonas, Sergio Ternes e Beto Preto.


Esta é a foto de um timaço, tirada no centro do gramado do Estádio do Tiradentes, na cidade de Tijucas - SC, em um ano próximo a 1960. Um timaço, sim. Alguns deles jovens adolescentes, outros ainda crianças, que não seguiram a carreira, mas certamente tinham como sonho de criança ser um jogador de futebol.

Viviam na época a euforia das Copas do Mundo de 1958 e 1962 ouvidas pelo rádio. A voz vibrante dos radialistas aguçavam ainda mais suas mentes fantasiosas. Imaginação é algo que se tem a perder de vista, sem tamanho, sem fronteira ou divisa. Cada um dá à ela a dimensão que seu sonho alcança.

Não há novidade no que escrevo. Sonho de criança, futebol e meninos é tema por demais explorado. Aqui a ideia vem das lembranças que a imagem da foto resgatou da minha memória. Recordações de pessoas que já não vejo mais. Cada um com suas trajetórias. O que fazem da vida, qual caminho seguiram? A única certeza é a de que são protagonistas da suas próprias histórias.

Como tantos garotos não precisavam nada além de um terreno baldio para jogarem uma bolinha. Mas para estes havia um campo de futebol e camisa oficial para o time.  No imaginário de cada um quem seriam eles? Um Djalma Santos, um Bellini, um Garrincha, um Vavá, ou um Pelé correndo no gramado do Maracanã? Decerto que se sentiam os melhores jogadores do mundo, cada qual fez o seu gol mais bonito, e estavam ali, provavelmente, se sentindo ovacionados pela torcida.

Porém a realidade era bem menor, havia sim quem os observava, mas era uma única pessoa: a minha avó, Mila Ramos. Técnica em enfermagem, formada na capital Florianópolis, coisa raríssima para a época, e parteira de Tijucas. Ela nunca escondeu a preferência que tinha pelo seu primeiro neto, o Roberto. Não foram poucas as vezes em que o menino atravessava a cerca de madeira que existia entre o campo de futebol do Tiradentes e a casa dela, chorando porque não o deixavam jogar no time.

Ao que se sabe, pelas conversas alheias, o piá era um jogador sem talento algum. Embora as palavras usadas pelos amiguinhos, para descrever as qualidades esportivas do garoto, não devessem ser tão delicadas quanto as que escrevo.

Sem poder ver o neto sofrer a discriminação, sofrimento este, muito maior dela do que dele,  tratou de comprar um jogo de camisa completo para ele formar o seu time. Não bastasse isso, escolheu justamente o conjunto do Avaí. Time do coração dele.

Ora, o dono da camisa é também o dono da equipe. Sendo assim, só teria jogo se ele participasse. E para certifica-se que tudo corria bem, dizia em alto e bom tom, a quem quisesse ouvir, que fiscalizava o desenrolar da partida pela fresta da cerca de madeira. 

Enquanto a bola rolava, ela preparava um lanche a base de banana frita como prêmio para todos do plantel. Sem se importar com a vitória ou a derrota, o importante era ver o seu neto em campo. Ao final do jogo ela mesma removia uma das tábuas da tal cerca, fazia os meninos atravessarem para dentro da sua casa e todos se fartavam comendo os bolinhos fritos que fazia.


Este era o time formado pelo meu irmão Roberto, e seus amigos Faísca, Nilton Fagundes (o Gordo), Carlos Ternes e Serginho, em pé na foto, da direita para esquerda. Embaixo, agachados, estão Telmo Cherem, Ademir (o Mãozinha), César Maciel, Jonas, Sergio Ternes e Beto Preto.

O tempo passou e aqueles moleques de camisa azul e branco, provavelmente, veem os seus sonhos de infância, nas crianças de hoje, projetados nos golaços e dribles desconcertantes dos novos craques da Europa. Mudanças geográficas mas os mesmos sonhos de sempre.

A história desse time já fiz menção em outros escritos, e é assunto corriqueiro quando estamos em família ou entre amigos. A foto serviu para definitivamente registrar o caso.

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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Foto para Cartão Postal - Cidade do Cairo



Vista panorâmica noturna da cidade do Cairo a beira do Rio Nilo

O Cairo é uma cidade linda, poluída e encantadoramente congestionada. Não há meio termo. A relação é de amor ou ódio. 

Certamente a chegada de noite, o encontro com essa vista noturna foi o impacto necessário para a estabelecer a relação de amor, ou para tentar compreender, na manhã do dia seguinte, essa bela, poeirenta  e tumultuada cidade.

Deixo aqui a primeira impressão sobre a viagem ao Egito, e que não poderia ser melhor. Um país que eu nunca tive como sonho conhecer e do qual voltei maravilhada. 

Leia também:

Mar Vermelho e a libertação do povo hebreu - A primeira Páscoa

Hatshepsut, uma mulher muito a frente do tempo.

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domingo, 12 de abril de 2020

Mar Vermelho e a libertação do povo hebreu - A Primeira Páscoa.



Falar em Páscoa é falar também da passagem bíblica conhecida como “Saída do Egito”, registrada no Velho Testamento, Livro Êxodos.

Na viagem do SuperLinda ao Egito, coroada de êxito, e belas surpresas, teve um especial momento que merece ser relembrado no dia de hoje. A chegada na cidade de Hurghada, o encontro com o Mar Vermelho, molhar os pés na água translúcida, e pisar na areia do deserto, teve um significado ímpar no tocante a libertação.

Diz a narrativa histórica bíblica que: "Moisés ergueu o cajado e as águas se dividiram para o Povo de Deus passar". Diante de tanta beleza e magia quem é capaz de duvidar? A travessia do povo de Israel pelo Mar Vermelho, no Egito há 3.500 anos, guiada por Moisés, trouxe a libertação e a origem do que teria sido a primeira Páscoa. Assim é comemorada a Páscoa judaica, uma tradição milenar que relembra a libertação do povo hebreu.
 
Segundo as escrituras, Deus escolheu Moisés, um hebreu que foi criado pela filha do Faraó, desde que o encontrou, ainda bebê, dentro de um cesto boiando num rio. Integrado a cultura e linguagem egípcias, foi criado como príncipe do Egito, porém não se furtou a defender os escravos hebreus das agressões que sofriam. Com a atitude de ajuda-los na fuga, tornou-se um foragido daquela mesma terra, a partir de então.

Estudos indicam que o Faraó do êxodo seria Ramessés II, que viveu na XIX dinastia. Há também referencias, pela descobertas arqueológicas, de que o  período mais apropriado seria o de Tutemés III. Alguns pesquisadores ainda questionam se os hebreus eram de fato escravos no Egito Antigo, pois não há provas históricas ou arqueológicas relacionadas a esse fato além do texto bíblico. O que para os cristão é prova incontestável.

Dos fatos históricos e bíblicos há uma gama de estudos a serem aprofundados. Estamos vivendo em um mar de águas muito vermelhas e clamamos por Moisés, que por ordem de Deus, abra o caminho do seu povo na terra. Que a sensação de paz que abracei diante do Mar Vermelho chegue a todos, porque a mensagem de hoje é de Páscoa. De renovação, de uma nova era e esperança. Votos de recuperação pela liberdade da vida, do espaço de cada um no mundo, saúde, no trabalho, e poder de compra do alimentos sobre a mesa.

Pescador vestido com uma túnica marrom, Mar Vermelho aos fundos, vendendo peixe fresco à beira da estrada.
Vendedor de peixe à beira da estrada costeando o Mar Vermelho. Ele usa Tarbusch (pequeno chapéu de feltro),calça comprida, tênis, blusa e echarp.
Eu vestida de roupa preta e aos fundos o Mar Vermelho de cor azul transparente.
Com os pés no Mar Vermelho.

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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Para a minha amiga terapeuta.

Foto usando máscara de proteção ao coronavírus nas cores vermelha branca, com escrita em letras brancas da frase O papel do psicólogo nos dias atuais.
Há algum tempo falei para a minha terapeuta que não precisava mais dos trabalhos dela porque estava me sentindo bem. Cheia de confiança, ou seria por insegurança, sugeri fazer sessões em períodos mais espaçados. Firmemente ela disse que do ponto de vista profissional não poderia me dar alta e eu acatei.

Tenho me perguntado se ela possui poderes "extra sensoriais" para adivinhar que passaríamos por momentos de tanta turbulência como os que estamos vivendo. Em tempo de isolamento social, com a responsabilidade de sempre, ela tem me dado assistência virtual, nos dias e horários que eram as sessões presenciais. Posso afirmar: ela não é minha amiga, mas é a melhor amiga que eu poderia ter nesse instante.
 
Todos vamos sair desta crise e vamos sair perdendo alguma coisa, isto é certo. A diferença é que alguns sofrerão mais, outros menos. A condição de saúde, as perdas em todos os sentidos, a situação econômica e financeira de cada um vai ser determinante no resultado final.  Mas hoje, tenho certeza de que quem tem um terapeuta, quem mesmo em outros momentos da vida, soube aceitar a importância e a necessidade deste profissional, sairá com menos sequelas emocionais.

Algumas pessoas afirmam que quem faz terapia é fraco ou não dá conta de si mesmo. Pois eu digo que só os fortes e corajosos são capazes de encarar este processo. Fazer terapia é tomar atitudes. Atitudes de aceitação ou de mudanças que não se tornam mais fáceis, nem menos doída, só por ter sido aplicada pelo psicólogo. De prêmio, apenas a sensação da conquista como se fosse por méritos próprios tal é a sutileza com que ele atua sobre você. 

Mas não espere palavras de consolo, em se tratando de um terapeuta, esse, não é teu amigo, ele é um técnico. Eis a diferença entre o amigo que aconselha e o terapeuta que te vê como um paciente e te faz enxergar com clareza, sem distorções os caminhos a seguir. É aquele que assiste o teu choro e sem compaixão ou dó te faz ver a realidade. Te tira do mundo da fantasia, separa as distorções da tua mente infantil a do adulto.

O terapeuta também não garante a mudança, afinal somos seres com incertezas, medos e principalmente acomodação. Mudar dá muito trabalho, se responsabilizar pela própria vida, também, e pela própria felicidade, mais ainda. É preciso ter coragem. 

Os enfrentamentos são grandes, é uma verdadeira guerra que travamos com nós mesmos e com o mundo externo, com a opinião da família e do outro. Não conseguir tomar atitudes é muito mais fácil. Se encolher e se sentir incapaz é uma desculpa que damos a nós mesmos com certo conforto e alívio.

Nessa guerra que estamos vivendo nos últimos dias, não vemos as armas e fuzis, vemos máscaras, álcool gel, aumento dos leitos hospitalares e respiradores. Não vemos os soldados inimigos, eles são invisíveis e por isso mesmo nos deixam incrédulos. Embora a morte seja a única consequência irremediável, o emocional de todos passará por mudanças drásticas na rotina da vida.

Só com os amigos terapeutas, nem tão amigos assim, é possível baixar os sintomas de ansiedade, originários de uma crise real. Só com o trabalho deles é possível diminuir o sentimento de raiva que vomitamos a todo instante sobre quem insiste em sair da quarentena, ou sobre os que defendem o isolamento vertical. Nos dão discernimento para analisar o que é certo ou errado no mundo fake das redes sociais.

Agradeço a minha querida terapeuta que me recoloca na linha quando saio do trilho. Mostra onde encontrar a segurança. Organiza minha desorganização pessoal e emocional. Um equilíbrio que vai fazer toda a diferença no enfrentamento do período pós quarentena. Com ela sou estimulada a ter pensamentos e atitudes coerentes dentro da minha realidade e e entre os que estão ao meu redor.


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