domingo, 25 de março de 2012

E o Blog de hoje vai para .... Jorge Pontual !




Assistindo, nesta semana, a entrevista que a jornalista Marcia Carmo deu ao Programa Globo News em Pauta, sobre o lançamento de seu livro de turismo na América do Sul, o também jornalista Jorge Pontual, recebeu como sugestão de dicas para sua pergunta sobre roteiros para  ciclistas, a referencia de Buenos Aires e Santiago.

Com todo o respeito pela jornalista e pouco satisfeita com a resposta dada, rapidamente enviei pelo twitter, a sugestão do Circuito Europeu, em Santa Catarina. 

Tal foi minha surpresa, quando recebi a notificação de que @jorgepontual estava me seguindo no twiter. Tive, sou ré confessa, atitude de tiete, fotografei a tela, inclui nos meus álbuns, publiquei no meu Facebook e decidi que ele, Jorge Pontual ciclista, deveria saber das experiências que tenho e dos lugares que conheço para passeio ciclístico na América do Sul.

Durante muito tempo, praticamos, eu e meu marido Ricardo, ciclismo de estrada. Quem gosta de bike, sempre está em busca de lugares bonitos e bons  para pedalar.  

Por indicação de nosso amigo, várias vezes campeão de ciclismo Pedro Joel Barbosa, fomos conhecer o Circuito do Vale Europeu em Santa Catarina, que tem a grande vantagem de estar muito próximo de nós. (Reportagem na revista Viaje Mais edição 108)

Infelizmente, a realidade no Brasil para ciclismo, é vergonhosa.  As estradas são péssimas, não temos segurança, muito menos o respeito dos motoristas. Hoje nossas bicicletas estão guardadas, por falta de coragem de nos desfazer das mesmas….e talvez, a esperança de que um dia elas nos façam retornar, levados pelas deliciosas lembranças que temos dos passeios de bike.

Bem, então vamos às sugestões. 

O primeiro é o já citado Circuito Europeu: abrange 300 Km pelo vale do Itajaí-Açú, passando por sete cidades de colonização alemã, começando em Timbó, a 30 km de Blumenau. O roteiro é todo por região rural, estrada de chão batido, pontes pênseis, com várias opções de pousadas. O caminho é repleto de lugares para saborear um chopp e wurst ou um  bom café colonial, com produtos cultivados e produzidos na região. Ótimo para um final de semana prolongado.

No revellion de 2008, motivados pela propaganda dos "nativos" de Bariloche, sobre a beleza daquela região na estação do verão, onde aproveita-se para grandes passeios de bicicleta, resolvemos nos aventurar. 

Durante os preparativos da viagem, o Ricardo tratou de pesquisar roteiros. E assim tomamos conhecimento do livro "Bariloche En Moutain Bike II" (ISBN 9879829190) escrito por Juan Pablo Falaschi, Carlos Alberto Aragón y Luis Pablo Razza ("Veterenos Bionicos Bariloche") e surpreendentemente, ficamos sabendo que este é um dos raros livros bons e técnicos sobre o assunto, e que seu autor residia em Bariloche.  

Esse fato, nos incentivou ainda mais para o desafio e lá fomos nós.

Tudo verdade. Bariloche é linda no inverno e no verão. Porém, arrisco a dizer, pelo frio que passamos, que para os barilochenses, o fato de não ter neve significa ser verão. Mas colocamos nossas roupas e corta vento de inverno brasileiro e enfrentamos o verão de Bariloche. 

Pegamos nossas bikes na locadora, para desgosto do Ricardo que não levou a sua, cheia dos equipamentos, freio, grupo de primeira e amortecedores  e  optamos no primeiro dia, com base no nosso livro-guia, por um roteiro de Nível Leve. 

Penso que eles, os barilochenses, além de não saberem o que é verão, não sabem o que é percurso leve. 

O trecho, que  segundo o livro deveria ser feito em 2 horas, nós fizemos em 6 horas. 

Nunca pedalei tanto tempo, numa cadencia tão lenta. O percurso  era de  pedras soltas, que fazia a roda de bike resvalar sem que conseguíssemos sair do lugar, em algumas subidas, optei por andar empurrando a bike, obstáculos que se dissipavam a cada curva ou descida pela paisagem maravilhosa.

No dia seguinte,  completamente fora de combate (perdi todas para os caminhos de cascalho!), com sucessivos  tombos, não consegui pedalar.  O Ricardo fez um percurso de nível 2, em asfalto. Era a subida no Serro Catedral, o mais conhecido de Bariloche. 
Depois de 20 km de muita subida e vento, mas sem cascalho (risos), e por isso mesmo, segundo o Ricardo, o trajeto se torna mais fácil,  a chegada no alto da montanha é indescritível.

E para nos despedirmos de Bariloche,  não poderíamos deixar de conhecer o autor do livro que nos inspirou a fazer esta aventura. Juan Pablo, reside no Hotel…do qual é proprietário, e nos recebeu para autografar o livro e bater uma foto.

E por último seguindo a indicação de nosso amigo Valcemar Justino da Silva, nada mais nada menos do que o Campeão Brasileiro de 2008 em ciclismo, fomos conhecer as estradas do Uruguai.

Se a sua opção for por  passeios mais light, em estradas maravilhosas, acostamentos que parecem ter sido feitos para servir de ciclovia, paisagens deslumbrantes, sol de rachar com  vento do pampa, (cuidado com esse vento!), sugiro que vá para o Uruguai. Punta Del Leste é o lugar! Colônia del Sacramento é imperdível!

Sou até suspeita em falar, porque, em se tratando de América do Sul, para mim, o Uruguai é o paraíso.

Abaixo a capa do livro e a dedicatória que recebemos:

 


Um comentário:

  1. Oi Raquel, Parabéns pelo Post, excelente. Amei.Um grande beijo.Deise

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