domingo, 4 de novembro de 2018

O ouro líquido extraído na Olivícola Laur




O assunto na Acetaia Millan é azeite e aceto. Seria só isso se o interesse da empresa fosse apenas vender. Porém é da divulgação da história, do conhecimento e da cultura sobre a elaboração, destes produtos extraídos da azeitona e da uva, que está fábrica também se especializou.

O azeite, chamado por Homero de "ouro líquido", é extraído da azeitona, o fruto da oliveira, enquanto o aceto balsâmico, tipo Modena, se inicia à partir da seleção de uvas Trebbiano (Ugni Blanc).

Este produto alimentar, de grande qualidade, é produzido na Olivícola Laur a mais antiga da Argentina. Criada em 1906 por Don Francisco Laur, um imigrante francês e o pioneiro no cultivo de azeitonas e produção de óleo no departamento de Maipú em Mendoza.

O caminho em direção a esta tradicional fábrica de azeites, se faz pela via Ruta del Olivo, por entre oliveiras centenárias, moinhos e diversos fabricantes. Aqui, também, o cultivo  desta planta se prolifera beneficiada pelo clima temperado e a excelente água do degelo da Cordilheira dos Andes. 

As primeiras explicações são dadas, logo na chegada, ainda no lado de fora da antiga construção, tendo aos fundos um jardim de oliveiras.  A guia da própria empresa fala dos frutos verdes e pretos, e esclarece  que ambos vêm da mesma árvore. 

As azeitonas pretas são as mesmas azeitonas verdes, só que depois de maduras. São necessários de 8 a 10 quilos delas para produzir um litro de azeite. "Daí a explicação para o alto valor deste produto" diz a recepcionista.

A história da olivícola segue contada entre equipamentos antigos, fora de uso, bem conservados e as máquinas em ótimo estado. A peças distribuídas pelos ambientes por onde os visitantes passam, mostram os objetos pessoais da família Laur, do inicio do século XX, que compõe o acervo do  Museo del Olivo, exposto como decoração.

Em relação a produção atual, conta-nos que é utilizado o método centrifugado contínuo para as mais de 450 mil garrafas de azeite por ano. Embora a colheita ainda seja feita de forma manual, a Olivícola Laur fez uma modernização total no maquinário usado atualmente. Após extraído, o óleo permanece em tonéis de alumínio para a decantação de resíduos por cerca de 2 meses e meio.

Sobre a fabricação do aceto balsâmico revelam, sem contar os segredos, que em 2029 a Acetaia Millan se tornará a primeira empresa a engarrafar aceto balsâmico IGP no hemisfério sul. 

A referência IGP significa "Indicazione Geográfica Protetta", o que protege a origem deste produto. Um balsâmico somente possui o nome “Aceto Balsâmico di Modena IGP” quando este balsâmico é testado e aprovado por duas instituições: Consorzi, na Itália e União Européia, orgãos que garantem os métodos de produção e qualidade do produto.

A visita se encerra na loja de venda dos produtos onde é servido, para degustação, pães, patê de azeitona verde e de azeitona preta, tomate seco reidratado com azeite Laur, azeitonas em conserva, uvas passas (roxas e brancas) acompanhados dos melhores azeites de oliva e aceto balsâmico produzidos na Argentina.


Em 2016, a Olivícola Laur recebeu 27 prêmios em 5 concursos atingindo o oitavo lugar no Evoo World ranking.
















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