sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Nem Tanto o Céu, Nem Tanto a Terra



Link da foto

No dia de ontem acompanhado o twitter, como faço no dia a dia, em certo momento indignada, fiz o meu comentário:


Pq tanto sentimento na morte de R.Willians ontem e tanta falta de respeito com a de ECampos.??? Incompreensível certos comentários e piadas.

Das piadas iniciais dos anônimos aos depoimentos em frente a um microfone, vi Eduardo Campos subir da terceira colocação nas pesquisas para as eleições presidenciais de 2014, para o político do ano, o futuro do Brasil e a solução de todos os problemas.

Não tenho conhecimento profundo sobre a sua trajetória política, mas o respeitei.

Amigos, deputados, governadores, prefeitos, presidente e presidenciáveis lamentando a sua morte. Outros falando para a televisão sobre o estado emocional em que se encontrava a família, que agradeciam o carinho e as mensagens recebidas de todos os cantos do país.

Com todo o respeito a Eduardo Campos e sua família, que demonstrei antes mesmo desta constatação com o meu comentário no twitter, eu pergunto: E as outras pessoas que morreram no mesmo acidente? Quem são?

Quem do governo se preocupou em procurar as famílias para saber o que estavam sentindo ou precisando?

Essas pessoas teriam tornado-se também tão importantes em tão pouco de tempo?

Nem na morte, somos todos iguais.

*Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui)
Foto de Eduardo Campos e do acidente de avião.

6 comentários:

  1. Perfeito Raquel " Nem na morte, somos todos iguais. " Onde estão os comentários sobre os demais mortos, suas famílias, sua trajetória profissional?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E nem mesmo agora, após a identificação dos portos, foram divulgados seus nomes. Abraços Helinhos.

      Excluir
  2. Raquel: resumo da ópera: o mundo é dos ricos e famosos...e pelo andar da carruagem, o além também...

    ResponderExcluir
  3. Confesso que nesse tipo de cobertura 'pós morte' eu sempre fico meio @$!@%!, não só pela diferença de tratamento com os mortos, mas pela encheção de saco com o assunto que, no fundo, tem (ou pelo menos deveria ter) interesse pra amigos e familiares. Informar a morte, a causa morte, prestar uma homenagem se a pessoa é conhecida por seu trabalho, Ok, faz parte...mas transformar isso numa importância nacional interminável, é fato: nunca entendo e fico de saco cheio.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E durante todo o dia de ontem, não sequer citarem os nomes dos que morreram, que não fosse o E Campos e o fotógrafo Indignada.

      Excluir