quinta-feira, 18 de junho de 2015

ÉTICA pelo JORNALISTA RENAN ANTUNES DE OLIVEIRA



Durante três hora ele falou sobre ética no jornalismo ou do jornalista, contando a sua experiência profissional. E todos ficamos boquiabertos, com a riqueza de conteúdo, humor, irreverência e suas éticas atitudes _algumas nem tanto_ (risos) em busca da verdade para suas reportagens.

RENAN ANTUNES DE OLIVEIRA, é jornalista, com trabalho em diversos veículos de notícia do país. Foi repórter da Revista Veja, Gazeta do Povo, RBS, IstoÉ, Estadão_como correspondente do jornal em Nova York.
Hoje é freelancer e escreve para UOL.
Em 2001, como correspondente da Gazeta do Povo, foi preso no Irã pela polícia do Aiatolá Khomeini. Levado para a cadeia encapuzado e interrogado por 30 horas, contou que foi bem tratado. “Me serviram pão, arroz e lentilha.” Bem-humorado, completou: “precisava mesmo de uma dieta”.

Ele defende que a ética no jornalismo está no compromisso de informar a verdade ao leitor, muito mais do que na forma como obtém a informação. E desenvolveu este assunto, na sua admirável palestra, contando entre tantas outras, como conseguiu informações dos três casos aqui destacados.

1 - Em 2004 foi vencedor do Prêmio Esso de Reportagem com a matéria A Tragédia de Felipe Klein “Ele tinha tudo para ser feliz. Juventude, saúde, talento, dinheiro, o amor de belas garotas. Mas Felipe construiu para sí um mundo dark e animal. Tatuou demônios no peito -e foi vencido por eles. "Link da reportagem completa.
Época em que recebeu também o prêmio Press do Rio Grande do Sul de Jornalista do Ano.



2 - O Perfil de Marco Archer por um jornalista que conversou com ele 4 dias na prisão. “O carioca Marco Archer Cardoso Moreira viveu 17 anos em Ipanema, 25 traficando drogas pelo mundo e 11 em cadeias da Indonésia, até morrer fuzilado, aos 53, nesta sábado (17), por senten;ca da Justiça deste país mulçumano.
Durante quatro dias de entrevista em Tangerang, em 2005, ele se abriu para mim: “Sou traficante, traficante e traficante, só traficante”. Leia areportagem integral no link


3 - Jose Germano Neto, dono de uma revenda BMW no Rio de Janeiro, que levou 25 anos pra provar sua inocência. Perseguido como narcotraficante, ficou preso nos EUA e na França.


Ao cumprimentá-lo comentei que durante aquelas três horas, fiquei me perguntando o que eu fazia ali diante daquele homem, enorme em tamanho, talento, simpatia, no auge da sua carreira e eu no primeiro ano de  faculdade. 

Jornalista autodidata teve a gentileza de me dizer: 

"Eu devia ter feito o que você está fazendo, vou me espelhar e ter você como exemplo".

Considero ESSE O PRIMEIRO PRÊMIO QUE RECEBO, na minha pretensa carreira de jornalista. Obrigada Renan.


Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui)  1 - Foto minha com o jornalista Renan Antunes de Oliveira, 2 - Foto de Renan no Anfiteatro do Ielusc durante a palestra, mostrando na tela a reportagem de A Trajédia de Felipe Klein. 3 - Foto de José Germano Neto - 4 - Uma segunda foto minha com o jornalista onde estamos rindo quando fui cumprimentá-lo após a palestra.

Um comentário:

  1. Parabéns pelo prêmio,amiga!!!!!
    Jornalismo é lindo e muito sério, temos que ter compromisso com o povo!
    Fiz jornalismo até o 3 ano, mas depois fui para letras, mas na verdade acho que ser jornalista é ser Real e Verdadeiro mesmo!
    BRAVO!!!!!
    Obrigada pela visita ao meu blog!
    Bjus e lindo final de semana!
    http://www.elianedelacerda.com

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