quarta-feira, 5 de junho de 2019

Assiti ao filme Kardec

Foto de divulgação do filme

O primeiro pensamento que me ocorreu, quando assisti a cinebiografia de Kardec, foi de que:_ se até ele duvidou, num primeiro momento, do fenômeno da comunicação dos espíritos, porque muitos, ainda hoje, acreditariam?

Da mesma forma, achei interessante saber que diferente de outros grandes nomes da doutrina que tiveram percepções mediúnicas, desde quando crianças, Kardec só foi ter contato com o espiritismo aos 50 anos. Os espíritos não se manifestavam nele. Ele desenvolve o trabalho com outras pessoas, estes sim, os médiuns.

Para mim, particularmente, esta segunda observação valeu por todo o filme. Crente, sem a menor ponta de dúvida na Doutrina Espírita, eu não vejo, nem sinto nada. Apenas creio. 

Baseado no livro de Marcel Souto Maior, o diretor Wagner de Assis, faz um retrato humanizado do codificador. A trajetória de Kardec, interpretado por Leonardo Medeiros, desde quando professor, em todas as sua fases. Dos medos, das inseguranças, das dúvidas à convicção e fé. 

Com cenas filmadas em Paris, tem-se a sensação de que as imagens foram gravadas à época. Tecnicamente, a iluminação, as passagens externas, os cenários, figurinos, tudo nos remete ao final do século XIX.

O filme se mistura entre informações históricas, e mensagens da doutrina espírita. Não se aprofunda em ensinamento doutrinário e penso que não era esta a intenção do diretor. Ele mostra quem foi o homem que codificou a doutrina espírita. As dificuldades enfrentadas, a sua forma de ver a vida, a morte e Deus.
 
Kardec teve incertezas, e foram estas que o levaram à investigação. Em uma dessas reuniões mediúnicas, Kardec foi convidado pelo Espírito de Verdade a prestar o serviço de codificar todo o material filosófico e moral enviado por psicografias e psicofonias. Convicto, com o conhecimento adquirido através de estudos e práticas, se lançou a codificar a Doutrina Espírita.

Nesta fase, foram as jovens Caroline Boudin, Julie Boudin, Ruth Celine e Ermance De La Jonchére Dufaux as principais colaboradoras do codificador. Aos espíritos manifestados nelas, Kardec fazia as perguntas e recebia as respostas. Tem-se conhecimento de outros médiuns que o auxiliaram, porém o filme se concentra nestas mulheres e especialmente na sua esposa Amélie Grabrielle.


Allan Kardec é a pessoa responsável pela codificação da Doutrina Espírita. Com divulgação desta, baseada no Livro dos Espíritos e posteriormente as chamadas 5 Obras Básicas, a fé pelo Espiritismo alcançou milhares de pessoas em todo o mundo. 



Amélie Gabrielle (Sandra Corvelloni)
Caroline Boudin (Jullia Svacinna), 
Julie Boudin (Leticia Braga), 
Ruth Celine (Julia Konrad) 
Ermance De La Jonchére Dufaux


Link do trailer https://www.youtube.com/watch?v=uoOKygHkkuU

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