sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Médico, todos temos um para chamar de meu.


Haveria algo de novo para dizer sobre o médico, além do comum e verdadeiro, de ser aquele que salva vidas, profissional dedicado, responsável em cuidar da saúde das pessoas, de fundamental importância para a sociedade, um ser de dom especial?

Para merecer este conceito, sabemos que o médico investe em estudos, se intera de novas descobertas e pesquisas científicas. Há muito sacrifício pessoal e familiar, renúncia, noites mal dormidas, lazer colocado em segundo plano. Só nos resta pedir que São Lucas, padroeiro dos médicos, os protejam.

Realmente não sei se há algo de novo para dizer dos médicos, mas sei que todos temos um e tomamos posse nos referindo a ele como sendo "o meu médico". Diante dele nos despimos de corpo e alma. Quem nunca chorou sentado a sua frente ao ouvir um diagnóstico de doença ou de cura? Quem nunca alugou seus ouvidos com lamentações? Quem nunca saiu do consultório sem a dor que lhe corria no sangue quando entrou? Eu já.

Dentro das quatro paredes do consultório médico, a voz que ouvimos é o remédio mais indicado para o nosso tratamento. Ele tem na composição respeito, carinho, cuidado e atenção. Receitado durante a consulta, na dosagem exata, trás na bula a indicação certa para o mal de cada um.

Para as nossas doenças temos uma única solução: procurar um médico. Mas quem é o médico do médico? Quem diz para ele que se acalme porque tudo dará certo? Quem consegue diante de uma dor, afastar dele o conhecimento científico que tem e das sérias consequencias que um tratamento medicamentoso trará como efeito colateral?

Por mais que o médico dê um diagnóstico real ao seu paciente, para si próprio a realidade é bem mais cruel, penso. A compreensão que tem lhe causará um sofrimento maior ou menor do que o nosso? Quem lhe diz: confie no seu médico? Quem acalenta o seu coração, doutor? Quem abraça o ser humano quando tira o jaleco e sente as mesmas dores que seu paciente mais comum?

Já saí sorrindo do consultório, mesmo carregando um filho febril no colo. Já saí chorando, mas em paz, da sala reservada do hospital, recebendo a notícia de que nada mais podia ser feito por um ente querido. Já saí feliz depois de uma cirurgia bem sucedida. Já dei conselhos de como reconquistar um amor a quem me repreende por estar acima do peso. Em todas as situações havia um médico por trás. 

Tenho o controle da minha enxaqueca porque carrego a medicação certa na bolsa. Transito pela menopausa sem queixa graças aos hormônios bem dosados. Hoje, minha pele reluz com a indicação de um novo creme para o rosto e fazendo um bem danado ao meu coração. E o motivo é um médico.

Ao "meu médico" desejo sucesso, que brilhe no seu dia e por toda a vida. 


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