terça-feira, 20 de agosto de 2013

Amor Virtual.



É bem assim que começa. 

Devagar, quieto, disfarçado, as escondidas, teclando, curtindo, compartilhando....se interessando.

Assunto de muitas conversas "informais" entre amigos, nunca  manifestei-me, aqui no blog, porque sempre atribuem essas argumentações como sendo "coisa de mulher" ou "coisa de quem está procurando sarna para coçar".


Trata-se, para algumas pessoas,  de um assunto bem pouco confortável de tocar. Falar cara a cara os danos podem ser incalculáveis.

É bem melhor fugir do assunto.

Ninguém quer assumir o que  todos sabem que existe.

O amor virtual: Ele é muito mais platônico do que aqueles idealizados por adolescentes, tão fantasiosos quanto, e, deliciosamente excitantes.

Similar à idéia do "ficar" que satisfaz todas as necessidades físicas e emocionais sem viver o desgaste do corpo a corpo.

Só não é virtual o sentimento.

O sentimento que rola  é incompreensívelmente verdadeiro. 

Nas relações virtuais, existe a conquista, o amor, a paixão, o friozinho na barriga, a expectativa do sinal on line. Em contrapartida também há a decepção, o ódio, a frustração, o desejo de vingança, o desprezo, o desamor, a saudade.

O sentimento de flagrar a traíção do(a) parceiro(a) numa relação virtual, em seus computadores dentro da própria casa é tão dolorido quanto à pega-lo(a) com outro(a) na cama.

Sensação terrivelmente idêntica.

Em seu texto, Mônica diz que "a prática do namoro virtual torna-se vício". Talvez...uma relação que só sobrevive ao período inicial da conquista e paixão alucinante. É a dopamina da qual ninguém quer largar.

Procurar o que dá prazer, emoção ou tesão, mudou de lugar. Saiu dos barzinhos, das baladas, do local de trabalho (sim...e como!) e estabeleceu-se muito mais próximo e acessível a qualquer hora do dia ou da noite. 

Está ali, no lap top em cima da mesa ao alcance de qualquer um.

Ameniza a solidão de quem está só e o que é pior, aguenta firme essa que você vai ouvir agora, ameniza a solidão de quem tem alguém ao seu lado sem senti-lo.


9 comentários:

  1. O amor virtual é uma viagem pelo mundo da imaginação sonhadora que pode vir a ser um inferno real.
    É querer substituir a ausência da presença ausente pelo teclado que muitas vezes mente, ilude, engana, em forma de doces mensagens.
    As vezes dá certo.Que bom.

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  2. Um tempo atrás eu namorava na internet, era uma brincadeira legal, era divertido.....mas aí eu desisti porque, pra mim, era romance virtual só que as pessoas com o tempo sempre querem levar pro real.

    Não sabem brincar, não liguem o computador.

    No meu caso, se eu quisesse namoro real, ia pro barzinho, pra praça... não pro PC.

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    1. Está certa Luallesse, nada como namorar no barzinho...

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  3. Isso é verdade...a gente acaba se envolvendo. E se machuca, e se apaixona, como na vida real. A única diferença é que não há o toque, o beijo etc.
    Talvez muitos não toquem no assunto por vergonha, pois todos dizem que amor virtual não existe. Mas existe sim e é claro que não temos como conhecer a pessoa a fundo, nem na vida real temos, imagina na internet?

    Beijos

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    1. Clara nada como o toque e o beijo, mas a ilusão e o prazer sentido no amor virtual, do ponto de vista, de sentir também é verdadeiro.

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  4. Raquel,
    acho legal abordar esse assunto. A Luallessi dá a entender que a aproximacao posterior a incomoda. Pois a mim, nao incomodou. Estou casada há 5 anos, com meu namorado virtual. Foi muito legal a seducao via internet e melhor ainda ao vivo e em cores. E quem comeca esse tipo de relacionamento, tem que ter em mente que a aproximacao será inevitável se o casal se "afinar". Do contrário, será apenas uma brincadeirinha, mas que pode magoar...

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    1. Foi um encontro de almas e essa "vive" para além do físico, para além da cronometragem do tempo. Muito romântico! :D

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  5. Excelente! Adorei! Obrigada pelo carinho, adorei ver meu texto citado no seu!!!!!!!!! Uma honra!

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