terça-feira, 12 de setembro de 2017

O novo perfil do brasileiro que viaja de avião.


O pagamento ou não pelo transporte de bagagem, regularizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em vigor no Brasil desde janeiro do corrente ano, cria um novo perfil do brasileiro que viaja de avião.

No primeiro voo nacional que fiz depois deste novo procedimento, "fiquei de cara" com o comportamento de alguns passageiros. Também para isto, é preciso adquirir uma cultura e aprender a viajar com economia de pertences e não só do preço do bilhete.  

Levar a bagagem na mão, para economizar, em média, 30 a 50 reais por viagem, é bem representativo. O problema são os critérios  onde, neste caso, "menos não é mais", ou seja, quem paga menos na passagem não pode levar consigo mais volumes. As regras são claras: um volume de, no máximo, 10 kg.

No portão de embarque, uma arte indica o tamanho do volume que pode ser levado porém, ninguém respeita o aviso. Entram, em especial as mulheres, com a mala de bordo, nem tão de bordo assim, uma sacola de mão, mais a bolsa normal que todas usam e, algumas, ainda levam uma mochila nas costas. Não é pouco, não! 

O resultado disso é facilmente previsível: abuso! Pessoas ocupam mais espaço do que tem direito. No meio dos procedimentos de embarque, os comissários avisam, em alto e bom som, com notável tom de irritação na voz, sobre os compartimentos de bagagem de bordo lotados. Aos passageiros, ainda na fila, resta acatar a orientação de despachar suas malas.

Na corrida por um lugar "só seu", vi quem se colocava com "mala e cuia" na entrada do ônibus de transporte, da sala de espera à aeronave, atrapalhando a entrada dos passageiros. Outros, carregavam a sua mala, a mala da criança e a criança no braço, com natural dificuldade em arcar com todo o peso. 

Subir e descer as escadas do avião tornou-se bem mais lento.Todo esse procedimento causa atraso na decolagem e impaciência, com toda razão, para os muitos que perderam voos de conexão.

No desembarque, outro transtorno. Um se atropelando sobre o outro para tirar a bagagem colocada acima da sua poltrona. Sem contar os que tinham de se deslocar dos seus lugares para retirar seus pertences, que haviam ficado no fim do avião, acomodados do jeito que deu. Algo como popularmente dizem "uma visão do inferno".

Solução existe, já que no mundo inteiro as pessoas viajam somente com a bagagem de mão, só é preciso ter educação. E, como já vi também, é possível exigir a obrigatoriedade de etiquetar a maleta de bordo, passando pelo balcão de check in.


Padroniza, regulariza e, quem sabe, educa!







As fotos postadas recebem descrição detalhada para acesso ao deficiente visual  Fotos feitas dentro do avião das cenas descritas no texto.

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