quarta-feira, 4 de julho de 2018

A nova terceira idade - nota 9,5


Raquel e Fernanda apresentando o trabalho para banca. Foto de Leticia Demori

9,5 uma nota maravilhosa, só não é perfeita, por isso mesmo ela é quebrada. 9,5 é o 10 que não foi dado.

_Merecia 10? _Claro que sim ou não teria alcançado 9,5.

_ Fiquei feliz? _ hummmm, fiquei sim. Digamos que fiquei 9,5 feliz.

Este é o meu sentimento e falo somente por mim, sobre a nota recebida da banca examinadora para o trabalho jornalístico produzido em parceria com Fernanda de Lourdes Pereira.

Título: A NOVA TERCEIRA IDADE - Revolução comportamental da nova geração de sessentões.

Faltou o contraponto, argumentou a banca. Sabíamos disso e a justificativa estava nas próprias fontes. Procuramos saber, de pessoas com idade acima de 60 anos, como se portavam em relação ao trabalho, tecnologia, sexualidade e saúde.  O depoimento deles comprovou os conceitos do que seja longevidade e longerativade, registrada no aumento desta população  confirmando as bases de dados e estatísticas. 

Não, não mostramos a população idosa que passa necessidade de saúde e afetiva e sem acesso a tecnologia, porque nossas fontes não nos trouxeram essa informação. Porém, apresentamos quem lida com alta tecnologia e quem sequer sabe ou deseja manusear um aparelho de telefone celular. Trouxemos fontes, desde o intelectual professor universitário ao analfabeto do bairro Itinga, a mulher que vai para Europa com recursos próprios à aquela que foi para Angola à base de rifas e ajuda dos amigos. Trouxemos idosos de 60 a 80 anos de diferentes níveis profissionais e formação educacional. 

Essa nota 9,5, vale uma reflexão sobre o jornalismo e uma pergunta: Se a reportagem fosse sobre o idoso abandonado, maltratado, o contraponto do idoso “longerativo” teria sido questionado? 

Defendemos nossa tese e temos certeza do eficiente trabalho feito. Mostramos a nova cara do idoso e a realidade da inclusão social. E, esse é o meu jornalismo, aquele que ensina pelo lado melhor, que enaltece as pessoas.

Acredito, sinceramente, que o #jornalismomudaomundo divulgando e mostrando, também, o que se faz de bom, de superação, de crescimento, de evolução. É lendo e vendo através de reportagens como A nova terceira idade que as pessoas vão se inspirar a mudar o seu comportamento. 


Da mesma forma, instituições, governos, empresas privadas podem se motivar nos exemplos, como o da Univille e do Círculo Operário, para criar mais ambientes que promovam oportunidades como estas para o idoso.
 
Fernanda e Raquel em frente ao banca examinadora


Raquel e Fernanda com a banca examinadora Professor Silvio Melatti, professora Maria Elisa Máximo e a professora orientadora Wania Bittencourt











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