quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mudança de Hábito




Portadora da síndrome da enxaqueca (porque todos podem ter síndrome de alguma coisa e eu não?), quando o bicho pega, é ela que vem como uma fera e ataca sem dó nem piedade.

Por isso faço acompanhamento médico. Na consulta de hoje, após relatar o que fiz durante esta semana de calor infernal, ele (sempre de poucas palavras) expressou o seguinte: Mudança de hábito, faz bem.


Perfeito. Era deste título que eu precisava para contar um fato do cotidiano de quem mora em uma cidade super hiper mega power quente e que não tem praia.


                                                                   Vista da praia e do calçadão da praia do Tabuleiro em Barra Velha.


Em Joinville, não há praia. Mas estamos a uns 45 km dele. Aqui pertinho no vizinho município de Barra Velha.

Mesmo tão próximos do mar, nossos hábitos no que diz repeito a frequentar praia é bem diferente de quem mora em qualquer cidade de mar.

Lá qualquer tempo bom é motivo para as pessoas irem à praia, mesmo durante a semana.  Tendo um tempinho, quem pode, não abre mão de ir tomar um sol ou para dar um rápido mergulho.

Aqui não. Nós costumamos passar temporada na praia. É comum termos casa de veraneio, ou alugar por determinado tempo para veranear.

Para irmos à praia, precisamos no mínimo de um final de semana. Caso contrário parece não valer a pena, sair de casa e pegar a BR só para tomar um banho de mar. Isso de ir para passar o dia, mesmo tão perto, não é nosso hábito.

Faz uma semana, que necessitada de novos ares, um calor infernal que se abate sobre nós neste verão, fiz o que para os moradores de Joinville,  é muito empenho. Foi o que ouvi de muitas pessoas para quem contei.

Deu certo e o resultado foi muito bom e proveitoso.

Levantei como sempre faço para caminhar as 6:30 da manhã, tomei café, vesti um biquini, sobre ele coloquei uma bermuda e camiseta, peguei uma cadeira de praia e toalha, o carro e desloquei-me até a praia do Tabuleiro em Barra Velha.

De punto a punto, até estacionar na praia levei 40 minutos. 


Caminhei 4 km no calçadão a beira mar e com esta atividade encerrada por volta das 9:00 hrs, peguei minha cadeira e desci para areia da praia. 

                                                                                Foto em que apareço sentada na praia

Tomei sol e banho de mar até as 11:00 hrs. Depois peguei o carro e fiz o caminho de volta para Joinville. Rapidamente (não dá para se enrolar) passei em casa para me arrumar e fui para o trabalho.

                                                                                             Foto minha no trabalho


Repeti isto vários dias durante estas últimas duas semanas.

É incrível a sensação de bem estar e alto astral, que esta fugida à praia causou-me. 

Contando para meu filho que mora em Florianópolis, ele disse-me que é o mesmo tempo que ele leva de onde mora, no centro da cidade até a praia que costuma frequentar.

Está na hora de mudar nossos conceitos do que é ir à praia. 

Hora de aproveitar mais e sair da zona de preguiça, buscando o conforto nos prazeres que nós causam algumas poucas horas de sol e mar por dia. 

Embora nada evite amarrar o cabelo de tanto calor. Encarar as sete horas de trabalho seguidas (que muitos acham que é meio expediente), ficou bem mais agradável.


                                                                                 Foto minha no trabalho com o cabelo preso.

Hora de mudança de hábitos.



9 comentários:

  1. Raquel, faço minhas suas palavras.Valeu a dica. Bjs, AP.

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  2. Não só mudar de hábito, mas de ares, quase sempre faz bem, muuuuuito bem.

    Eu (Deus, obrigado) não tenho enxaqueca, mas conheço muito gente que tem, aliás, impressionante como tem gente que reclama disso...quase tanto quanto tem gente reclamando do excesso de peso!!!

    Melhoras e que pegar estrada pra praia seja um hábito mais constante na sua vida

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  3. Oi, Raquel!
    Lembro quando morava em Minas e rodava 500km para ver o mar. Sentava-me em um quiosque para tomar um chopp geladinho e respirar a maresia. Mas nunca fui de ficar no sol. Atualmente penso muito antes de rodar 500km, mas para quê vou fazer isso, se o mar está logo ali!
    Gostei da sua disposição, mesmo com dor de cabeça! Mas não existe remédio melhor do que o mar! Um tibum e a alma se renova!! E 40km é ali! (uma mineira falando)
    :)
    Beijus,

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    1. Não dá para desperdiçar remédio tão bom. Água salgada. Bjss Luma.

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  4. Nossa que tudo! Adorei. Queria eu morar assim tão pertinho (não sou mineira, mas é perto vai?) pra aproveitar e descer pra praia se vez em quando, ou de vez em sempre, rsrs. Menina, já sofri muito com a danada da enxaqueca, graças a Deus, depois que mudei de hábitos (diga-se trabalho) tenho poucas vezes.
    No seu caso a mudança de hábito e o contato com a natureza irão te fazer bem. Melhor tratamento que Deus nos deixou! Mais natural possível.... Beijossss

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  5. Eu também tenho enxaqueca e sofro com esse calor. Queria morar pertinho da praia assim, da minha cidade até a praia mais próxima são quase 2 horas de viagem. Mudar de ares é sempre bom e o contato com a natureza renova as nossas energias.
    Beijos

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  6. Raquelzita
    É isso ai... mudando aires, vimos novas coisas e temos novas sensações.
    Bjosss, gataaaa

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