segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Discolândia - De pauta de radiojornalismo para o SuperLinda



"Em Joinville, uma loja  que literalmente podemos chamar de uma loja musical, do aparelho de som ao discos de cd e vinil  sobrevive apesar do mundo digital.

Há 47 anos no mercado, Alexandre Wojtech e Marli Silva Avancini nos falam dessa história que se confunde com a cultura musical do joinvilense.
Estamos nos referindo a Discolândia, aquela alí na rua XV que todos conhecem".

Foi assim que iniciou, a pauta para o programa Lead Cultural transmitido pela Rádio Udesc FM com os alunos David Reis e Raquel Ramos, da 4a. fase de jornalismo do Bom Jesus/Ielusc, no último dia 06/12 pp, com orientação do professor de radiojornalismo Ciro Götz.

Impossível dizer em 3 minutos de entrevista, na rádio, tudo o que Marli falou sobre os desdobramentos do comércio de rua até a queda das vendas na concorrência com as megas lojas da internet. Junto com Alexandre, seu marido, permanecem com a Discolândia aberta e se mantém sempre em contato com seus fiéis clientes. 

Alexandre faz uma relação entre duas fases da música afirmando que "o fim do vinil significou o começo da pirataria com a chegada do cd". Até então não haviam réplicas e cópias que não fossem autorizadas, completou ele.

Entrar no corredor de acesso à loja é fazer uma viagem no tempo da música. Dos móveis, cartazes na parede, discos de vivil, os cds dispostos nos balcões horizontais, trazem a memória os tempos em que ter música em casa era ter que ir na loja para comprar e aguardar a chegada dos lançamentos anuais sempre com ansiedade. 

Alexandre e Marli têm histórias emocionantes por uma vida inteira dedicada à música. São profundos conhecedores de nomes de artistas, compositores, ritmos, bandas, nacionais e importados, instrumentos musicais, aparelhos de som. Dos artistas que conheceu pessoalmente, Marli destaca a visita do maestro Ray Conniff quando esteve em Joinville. Perguntada sobre fotos do encontro, ela fala colocando a mão sobre o peito: 

_Tenho todas as lembranças guardadas no coração, porque naquele tempo não havia celular para tirar fotografia. Ele dispensou os seguranças e ficamos mais de uma hora aqui dentro conversando, conta ela.

Ter uma loja de discos significa vender discos e Marli que já fazia isso normalmente, se desdobrou para ganhar o prêmio lançado pela fábrica da EMI.  

_Foi janeiro de 1981. Quem vendesse mais, no Brasil inteiro, ganharia uma passagem e ida e volta para conhecer a fábrica de discos em São Bernardo do Campo e assistir no Morumbi o show da banda Queen. 
A vencedora foi ela mesma, que com o orgulho, conta que conheceu e conversou com Fred Mercury.

O casal traz consigo a cultura dentro si. Ele, a da Alemanha, seu país de nascimento  e ela, a do seu pai, o escultor Mario Avancini. Ambos preservam o que de mais importante uma sociedade precisa ter. A história, o conhecimento e principalmente o amor por Joinville. 


Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui   1 - Foto de Marli, Alexandre e Davi Reis. 2 - 3 -4 - 5 e 6 fotos do interior da loja Discolândia, 7 - Foto de Marli e Raquel.

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