terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

É disto o que eu gosto no jornalismo.


Página do livro Correspondentes com o comentário de Sandra Passarinho

"...para a reportagem, a gente conversava com as famílias por meio de um intérprete. Tinha uma garotinha, por exemplo, que me seguia o tempo todo - grudou em mim e não me largava. As crianças eram muito carente.
O pano de fundo era esse. Era uma história interessantíssima. E o que eu acho bom no jornalismo é justamente o pano fundo das coisas. É isso que fica para as pessoas, foi o que ficou para mim. É uma percepção, um ponto de vista, que as vezes nem a câmera pode mostrar. Só mesmo quem testemunhou aquilo pode fazer ideia. E essas coisas mexem com a gente, com a nossa vida, os nossos valores. Acho que a correspondência é isso: o que está por trás do trabalho, porque as reportagens são  recortes da vida. E o que escolhemos para colocar ali dentro? O que sobra? Ah, sobra muita coisa, aprendi muito. É muito gratificante chegar a determinada situação e ter o recorte do país naquele momento. A partir dali, desfiamos um novelo. É isso que o jornalismo permite". Sandra Passarinho, no livro Correspondentes - O que vi da Tailândia.

Do jornalismo, é disto o que eu gosto. O aprendizado tirado dos bastidores da reportagem. Nem tudo é mostrado ou escrito, mas tudo é absorvido pelo jornalista. Ficamos grandes com tudo o que ouvimos, com cada pessoa que conhecemos. E garanto, não é preciso ser um correspondente internacional, há sempre uma grande história perto de nós.

Capa dos livro Correspondentes com fotos dos jornalistas

Seu blog dá acesso ao deficiente visual?    Fotos legendas para acesso do deficiente visual.

Nenhum comentário:

Postar um comentário