sexta-feira, 21 de abril de 2017

Li o livro Mal-entendido em Moscou - Simone de Beauvoir

                        


"Manter a vitalidade, a alegria e a presença de espírito é continuar jovem. Logo são próprios da velhice a rotina, a melancolia, a caduquice". ... "Macha dizia: a senhora é jovem, mas pegou Nicole pelo braço. No fundo era por causa dela que, desde a chegada, Nicole sentia o peso da sua idade".

Este é um destaque tirado do livro "Mal-entendido em Moscou" da autora Simone de Beauvoir. Seu conteúdo aborda questões existenciais sobre o envelhecimento, enriquecido com elementos da política russa, o desencanto pelo socialismo, capitalismo.

A história conta "mal-entendidos" entre os personagens Nicole e Andre, um casal francês sexagenário, em sua segunda viagem à Russia, acompanhados de Macha, filha do primeiro casamento de Andre. 

Ela não nos poupa de reflexões e verdades sobre o envelhecimento, companheirismo e as mudanças que ocorrem nos relacionamentos. Não faltou na narração sutileza e sensibilidade, mas mostrou uma realidade com ares angustiantes ao peso do tempo.

Você tem que levar em consideração que está lendo "um Simone de Beauvoir". Pernóstico falar assim? Não. Na própria capa, o nome da autora está em letras garrafais em relação ao título. Gostando ou não do tema, ler Simone é sempre relevante. 

"Neste texto inédito, Simone de Beauvoir narra a crise existencial suprema". Le Figaro. 
Destacado na frente livro.

As fotos postadas recebem descrição detalhada para acesso ao deficiente visual. Foto da capa, na cor branca escrita com as letras em preto,  do livro Mal-entendido em Moscou.

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