terça-feira, 30 de julho de 2019

Assisti ao filme A Mula





#pracegover Foto do folder de divulgação do filme A Mula. Cores preto e cinza em degradê, ao centro em primeiro plano o rosto do ator, a rodovia e a primeira caminhonete usada no filme. Escrito em letra branca está o nome de Clint Eastwood na parte acima do rosto e abaixo, o nome do filme.


Com 89 anos Clint Eastwood, no papel principal do filme A Mula, continua a surpreender. Ele está impecável e sedutor. A história é baseada em fatos reais e conta sobre um homem de 90 anos que se envolve com o tráfico de droga. Além disso, mostra os dilemas no convívio familiar causados pelos anos de ausência. Earl Stone viveu do cultivo e comércio de flores, sempre muito mais preocupado com o trabalho e em desfrutar os prazeres de sua vida pessoal do que com a esposa e filha.

O personagem se agiganta no interpretação de Clint Eastwood. As expressões faciais, e a falsa ingenuidade aplicada,  dizem mais do que as próprias palavras. O transporte feito pelas mãos de “Earl” parece perder o efeito criminoso do ato, tal a forma como o “velho”, como é chamado, interage nas situações de perigo. 

Tudo acontece na velocidade da sua idade. Em meio a calmaria, paisagens lindas, fotografia mais ainda, música e cantoria dele próprio. O destino que ele dá ao dinheiro do tráfico, parece ser até “beneficente” já que faz dele algo parecido com caridade social.

O currículo de "Tatá", nome de "agenda" na organização criminosa, era perfeito para que ninguém desconfiasse dele: 90 anos, um florista de sucesso, ganhador de prêmios, ex combatente de guerra, sem infração de trânsito. 

Quanto a relação com a mulher, certamente afeta um público que tenha vivido um caso de amor semelhante. Amor este, que existiu a vida inteira, mesmo que a ausência tenha sido a presença mais assídua na relação deles.

O desfecho surpreende mais pelos diálogos, como em todo o filme,  do que pela ação.

A Mula - direção de Clint Eastwood 



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