quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A continência no pódio - Olímpíada Rio 2016


A continência no pódio

O gesto já não é mais novidade, afinal das dez medalhas que o Brasil recebeu na Olimpíada Rio 2016 até hoje, oito foram conquistadas por atletas militares. 
Por conta deste detalhe, a polêmica sobre o valor da premiação está mais em alta do que o valor da conquista em si. 

Povo de autoestima baixa é assim mesmo. Você pode cobrir a alma de ouro, prata e bronze, mas ela não se eleva.

O que me surpreende é que até o momento de esses atletas subirem ao pódio, com excessão deles próprios, em poucos brasileiros, talvez nenhum, havia conhecimento do Programa Atleta de Alto Rendimento - um projeto lançado em parceria entre o Ministério da Defesa e com o Ministério do Esporte, criado em 2008, durante o governo Lula. 

Sim, no governo Lula. Um destaque necessário quando os maiores críticos do valor destas medalhas vêm dos simpatizantes esquerdistas, defensores de governos socialistas, onde os atletas são essencialmente patrocinados pelos governos.

Atletas que se não batem continência no pódio, ajoelham-se, e o que é pior, calam-se diante dos uniformes camuflados de protetores. 

Com ou sem apoio dos militares, o valor é daquele atleta que para estar no pódio teve que treinar muito, que esforço nesse caso, quer dizer disciplina e determinação.

A continência está sendo mais valorizada do que a medalha. Polêmica criada quando, o que todos mais exigem é o apoio do Governo para o esporte brasileiro. Mas se tem militar na parada... então de nada vale.

Continência versus medalhas. O duelo da mediocridade. 
Orgulho da pátria e dos pódios que ganhamos, ainda não foi dessa vez. 
Quando será?

2 comentários:

  1. Respostas
    1. É isso mesmo Betinha. Educação e respeito por quem se esforça no esporte. Abraço.

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