sábado, 17 de setembro de 2016

MINHA TECNOLOGIA TEM OUTRA CONSCÊNCIA


Sou de um tempo sem mundo online. Dias em que as pessoas só liam fofocas de artistas, notícias e acontecimentos de semana em semana quando a revista O Cruzeiro chegava nas bancas e via as CARAS na capa. Nessa "Época" para ler uma revista tínhamos que comprar. "Isto é, Dinheiro". Preço de revista sempre foi alto e nem sempre eu o tinha disponível. Poderia até ser "SuperInteressante" um estudo a ser feito hoje pelo Valor Econômico" e analisado pela "Carta, Capital".

O mundo evoluiu. Será que "Gallileu" que enxergou as manchas solares, os anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea, teria acertado o "Placar" da velocidade que ocorre hoje, entre o acontecer um fato e a chegada da informação até nós?

Feita uma "Viagem" no "Time" encontramos Pierre Léwy. Ele nos mostra, em seus estudos, a chegada, a evolução e a influência da tecnologia em nossas vidas, desde quando não havia www, nem redes sociais. Só o computador.  E, este era enorme, grande, um verdadeiro chamado elefante branco.


Léwy, 59 anos, é um visionário à frente do seu tempo. Pela idade, eu e ele somos da mesma era. Sabemos o que é uma vida sem telefones celulares e computadores. Ele por capacidade e "Capricho" enxergou o futuro das pessoas todo voltado ao mundo tecnológico, enquanto eu só estou usufruindo deste mundo. Naqueles velhos e primeiros tempos de seus estudos, nos moldes dos softwares versão "ALFA", teria ele, também, alcançado a dimensão do ponto em que chegamos?

Não recebemos mais conhecimentos só através de revistas, agora eles vêm do que o filósofo _sim também temos filósofos da tecnologia_, denominou de Inteligência Coletiva. Pelas redes sociais trocamos informações, desde a melhor forma de fazer um pão crescer à descoberta da pílula do câncer. Somados, compartilhados, cruzados, resultam na chamada aprendizagem coletiva.

Namoros são virtuais a base de sites de relacionamentos. Todos querem saber "Quem" tá "Contigo". 

"Negócios" são feitos por redes sociais e whatsApp onde há um comércio estabelecido vendendo produtos materiais e intelectuais, ideias e serviços. "Veja", isso faz parte do desenvolvimento do mundo e não sou do tipo saudosista de que no meu tempo era tudo melhor. Mesmo porque não era...


Mas paira uma nova preocupação no ar. Em um vídeo de estudo, Abha Dawesar, escritora,  conta que durante uma devassa climática pela qual passou nos EUA, as pessoas saiam às ruas em busca de água para banho, comida para se alimentar e uma tomada para conectar os seus celulares. Comprovando que buscar e dar informação se transformou numa item de sobrevivência.

É assustador o domínio das redes FB e Google, com seus algoritmos que nos olham, e nos mostram o que eles julgam que queremos saber. 
_Do meu feed, quero cuidar eu.

Faço aqui um "Exame" por uma consciência social mais íntegra e humanizada. Graças à espetacular rapidez, facilitada pela comunicação, foi possível localizar, em poucas horas, o corpo do ator Domingos Montagner, mesmo que, infelizmente, sem vida. Graças à rapidez da tecnologia esta notícia circulou o Brasil pelas redes sociais muito antes da televisão, e, menos ainda das revistas impressas, do meu tempo. 

Mas nada, nada mesmo, justifica a divulgação em massa através do whatsApp das fotos do corpo já morto. Não quero essa vida tecnológica sangrada com esta informação coletiva e cruel sem consciência.

Comprovação de que na "Realidade" é a consciência de algumas pessoas que é nociva e não a rede social e a tecnologia.

Descrição detalhada das fotos para acesso do deficiente visual (para saber mais clique aqui  - Um painel feito com todas as capas de revistas citadas no texto mais a foto do ator Domingos Montagner,

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