sábado, 29 de julho de 2017

Bibi, Minha Cara Minha Vida


Fabiana Escobar, a verdadeira Bibi é uma mulher de personalidade forte, já teve participação ativa no tráfico de drogas, e nunca foi presa. Hoje regenerada. Esta é a personagem vivida por Juliana Paes na novela Força do Querer da rede Globo. 

A autora,  Glória Perez diz "virei fã número 1". A talentosa escritora sabe contar histórias como poucos para os folhetins de televisão. Sempre com altos índices de audiência, não seria diferente agora. Com um elenco de artistas lindos fisicamente, trabalhados nas nuances da arte técnica, poderosa e indiscutível da Globo.

Mas, e daí...

O blog Sociologia e Cotidiano apresenta uma pesquisa sobre a influência da novelas nas famílias brasileiras. "O comportamento que se reproduz na novela é o de mulheres independentes que se tornam modelos a ser imitados"...diz a antropóloga Miriam Goldemberg, no estudo.


Coincidentemente, uma das matérias da Faculdade de Jornalismo, neste semestre é Observatório de Mídia. Um estudo crítico dessa influência na sociedade embora, todos tenham a ideia da informação absorvida mesmo sem conhecimento acadêmico. Vivemos sob o mundo midiático até mesmo na escolha da fruta da moda antioxidante a ser consumida. 

Comemos, usamos, compramos, vestimos, casamos, separamos, viajamos, imitamos, cantamos, ouvimos, assistimos, lemos (muito pouco), tomamos partido, acreditamos, desacreditamos, postamos, opinamos, guiamos nossa vida baseada na informação da mídia. E, a partir daí criamos nossos ídolos.

A mídia é tida como elemento de influência decisiva do comportamento na sociedade. E nesse quesito, o universo feminino é dos mais eletrizantes, dinâmicos, excitantes e especialmente sedutor.


Gisele Bundchen mudou todo o olhar do mundo das modelos. Levou consigo uma geração de meninas atrás do sonho de ser uma top model.



Achar que a felicidade está em desfilar como rainha da bateria, com uma coleira de Eike Batista no pescoço, também percorreu muitas mentes femininas.

Quem se envolve nas questões sociais dos presídios femininos no Brasil sabe que as mulheres presas, por tráfico de drogas, estão ali por terem se submetido, por amor ou medo, aos seus homens traficantes.  É comum ver lindas meninas entrando no Forum para assistir audiência de seus namorados ou maridos presos. O tipo é esse mesmo: calças coladas no corpo, saltão, cabelos compridos, brincos.  Elas se fazem lindas para seu homem. A realidade é que não é linda.

Juliana Paes está cada dia mais maravilhosa. Corpo escultural, simpática, fazendo um personagem gênero romântico/inocente, com uma força de vontade interior invejável. No papel de uma heroína saída do mundo do crime sem ter sido presa, mulher fiel ao marido, mãe exemplar, se entrega ao tráfico por amor ao seu homem. Por amor fazemos qualquer coisa. A paixão é assassina da razão e ambiciosa pelo poder.

É o glamour do mundo do tráfico de droga. Quantas meninas não sonham com este papel na vida real? Passível de influência ou não?


Nota: A questão aqui, não é a vida real de Fabiana, Juliana ou da autora da história, e sim a influência do assunto na sociedade.

Um comentário:

  1. Completamente influenciável, principalmente no atual momento que vivemos onde falta muito exemplo bom para se seguir.

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