quarta-feira, 12 de julho de 2017

Enfim, a dourada Moscou



Partindo do Brasil, mais especificamente do sul, Moscou é longe. Muito longe. Só percebido por quem se aventura a conhecê-la porém, vale cada centavo pago, cada minuto vivido dentro de um aeroporto.

Falar de Moscou é uma temeridade. A possibilidade de cair em erro, não fazer jus à sua grandeza, omitir detalhes essenciais é quase fatal.

Essa metrópole de 15 milhões de habitantes, uma das maiores cidades do mundo, se faz parecer uma "cidade do interior" quando para comprar uma água, o vendedor diz em russo, compreendido apenas pelo sinal que faz com as mãos, que não aceita o Euro.  Parece uma ambiguidade. 

A Rússia não faz parte da União Européia e a moeda que ainda usa é o rublo. Uma relação difícil com o turista na hora da conversão:  1 euro = 60 rublos.  Qualquer coisa que se paga, torna-se milhares de rublos. A relação de comparação ao período em que o Brasil vivenciou o cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, e tantos outros nomes de moeda, foi inevitável. 


Possuidora de uma história forte, poderosa e rica, sobrevivente de muitas guerras, ainda assim a primeira ideia que nos remetem à Rússia e Moscou é o frio e vodka. Duas relações muito verdadeiras e inseparáveis. A vodka é servida como uma bebida a ser tomada em pequenas doses, únicas e ingeridas num só gole. O frio que varia de 20 a 30º graus negativos no inverno e no alto verão atinge no máximo 20º graus positivos. 

Mas isso é muito pouco para caracterizar a monumental Moscou.

Moscou é dourada, reluz a ouro de qualquer canto de onde é vista. Ainda que dispute seu brilho com as estrelas de cristais vermelhos no alto das sete torres do Kremlin, a luminosidade só faz agregar mais esplendor. 

O Kremlin de Moscou é a fortaleza que guarda, não só a sede do governo russo, mas um complexo de igrejas, algumas transformadas em museus, outras ainda em uso para culto. É preciso ressaltar, que nada está ali bonito e lindo por acaso e sim porque tudo é preservado. São locais de grande visibilidade e foram alvo dos bombardeios das guerras. Esses monumentos foram restaurados tantas vezes quanto foi necessário. Por entre seus corredores, estão expostas as fotos do período de reconstrução. É tudo um conjunto só. A bela Praça Vermelha abriga a majestosa Basílica de São Basílio, museus e o Mausoléu de Lênin, que tantas vezes serviu de palco para discursos de Stalin, Brejnev e Kruschev. 

O Metrô de Moscou, considerado um dos mais lindos do mundo, merece destaque e faz necessário um outro post especial para ele.

Uma cidade em transformação saindo das trevas do sistema comunista que viveu. Trevas representadas pelo período, quando, às 20h, todas as luzes se apagavam e ninguém mais podia sair de casa. Hoje se orgulham da iluminação especial que a capital tem ao ponto de dizerem que Moscou é mais bonita de noite do que de dia. Pelo sim ou pelo não, melhor dizer que Moscou é linda também de noite.

A capital russa cresce em direção ao céu, com seus prédios que ultrapassam as nuvens. Querem ser mais altos do que os de Dubai. Vive o seu momento "canteiro de obras". Guindastes gigantes fazem parte da atual paisagem das novas construções, da total restauração, limpeza e reformas à espera do Campeonato Mundial do próximo ano. 
Basílica de São Basílio
Hotel Nacional de Moscou

Praça Vermelha, a Basílica ao fundo, e à direita uma das torres do Kremlin e o Mausóleu de Lênin.


Praça Vermelha - Museu da História

Palácio do Arsenal

Praça Vermelha. À direita Galeria Gum.

Foto aproximada da estrela de cristal de rubi vermelha no alto de uma das torres do Kremlin

Foto das muralhas do Kremlin



Mausoléu de Lênin
Os edifícios modernos de Moscou
Um edifício alto e moderno em contraste com os antigos prédios.


As fotos postadas recebem descrição detalhada para acesso ao deficiente visual 

*Em uma viagem podemos não entender tudo o que ouvimos, nada do que lemos, mas jamais esqueceremos o que vimos e principalmente o que sentimos.

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