sexta-feira, 18 de outubro de 2013

#Biografia



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                          Foto de divulgação do Programa Saia Justa com as participantes.


Toda a polêmica sobre Biografias, voltou as primeiras páginas das redes sociais e imprensa, após a participação de Paula Lavigne, no programa Saia Justa.

Numa simples e direta pergunta Lavigne, com a delicadeza que lhe é peculiar, se dirigiu a Barbara Gancia e perguntou:

_"Barbara Gancia, você é gay assumida, né? Qual o nome da sua namorada?"

Bárbara respondeu: 
_"Marcela".

Lavigne completou: "Ela não vai se sentir bem vendo eu perguntar isso, é disso que eu estou falando, você não está entendendo na teoria, e agora viu na prática como é ter a privacidade invadida!".

Em entrevista ao Jornal O Globo, Barbara Gancia, falou "não ter medo de nada" nem ela nem a sua companheira. "Não ganho nada além do meu salário, nem dinheiro algum da lei Rouanet" completou.

Sinceramente não tenho nenhuma simpatia por Paula Lavigne, a atitude dela fazendo esta pergunta a Barbara Gancia foi de extrema falta de sensibilidade, que aliás, é bastante frequente na carreira profissional de Lavigne.

Demonstração evidente nas entre linhas, se é que isto existe, que o preconceito com os homosexuais continua sendo uma realidade.

Por que ela não perguntou para qualquer uma outra participante, se alguma delas é casada, ou tem filhos, ou onde trabalha?

Ela foi indelicadamente direto ao ponto de polêmica e é justamente por isso que eu defendo a privacidade de assuntos pessoais nas biografias. 

Pessoas públicas = Assuntos públicas = Suas obras, seus trabalhos.

Em se tratando de assunto pessoal, ninguém tem o direito de contar sem consentimento o que acontece dentro de quatro paredes. 

Isto é privacidade.

Barbara Gancia, embora tenha respondido "não ter medo de nada" fez um ataque certeiro e mortal atingindo Lavigne e seus companheiros, ao citar o ganho de dinheiro da lei Rouanet.

Respondeu a Lavigne sutilmente, mas devolvendo todo o constrangimento que sentiu.

É fato. Com todo o direito.



3 comentários:

  1. Oi, Raquel!
    Biografia só vende se conter algum ingrediente que suscite curiosidade ou cause polêmica. A Biografia do Roberto Carlos não necessitaria de nada que fizesse esse trabalho, pois ele tem fãs que adorariam ler sua biografia e suponho, pela vida e obra que teve, que a leitura seria bem fácil. Ainda não sei o que consta nesse livro que o RC não gostou. Enfim, ele nunca foi uma pessoa exposta e mesmo com toda a fama era discreto. Por que então essa indiscreção com a vida dele? Pela sua conduta, a obra foi suspensa, independente se o que havia lá alguém tinha razão. Parece que o biógrafo foi conversar com o Chico.
    Para você ter uma ideia, a biografia do Noel Rosa (não autorizada) está custando no mercado negro 800 reais. Então, os biografos são mercenários? Se não for historiador, todo biografo é mercenário. Quanto vale a honra de uma pessoa?
    Diante dessa discussão toda, o Chico Buarque fez declarações que em um futuro, quando nós, que estamos presenciando os fatos presentes, não estivermos mais aqui, um mané pode pegar trechos de suas entrevistas e inserir no contexto que quiser. Bem, a Folha fez isso ontem. Ela pegou toda a fala do Chico e colocou em um contexto que coloca em dúvida a sua capacidade de análise dos fatos.
    Assim como você, sou contra a invasão de privacidade, mas não podemos proibir. Por conta da libertinagem de expressão querem mudar uma lei. Como disse Chico: "Se a lei está errada, eu também estou". O que deve ser feito é a justiça ter mais rigor para punir os invasores.
    Mais uma vez as editoras querem tomar decisões por nós. Já nos enfiaram o acordo ortográfico! Então daqui para a frente, teremos que adotar o falem bem ou mal, mas falem de mim? Ou então andarmos com advogado constituído para nos defender do que falam de nós, porque agora o crime de injúria e difamação não existe mais!
    Bom fim de semana!!
    Beijus,

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  2. Eu tb não simpatizo com a Paula Lavigne e achei a pergunta dela, além de deselegante, desnecessária. Bem fez a Barbara Gancia, de dar a ela um tapa com luvas de pelica :-)

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  3. Eu vi o programa, vi o povo discutindo sobre pelo twitter e o que eu mais reparei foi que o povo, nesse tipo de assunto, ouve pouco e entende menos ainda porque o tal 'pavor da censura', que infelizmente hoje em dia é confundido com o medo de não poder falar qualquer besteira e não ser punido por causa disso, faz as pessoas só ouvirem o que querem e no começo da frase daqueles que eles não querem ouvir, já tecer seus comentários.

    Ninguém analisa o que se ouve, mas quem fala.

    Mas sou 'voto' muito vencido nesse assunto :)

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